Santa Catarina tem mais de 44 mil pessoas em uniões homoafetivas, aponta IBGE
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SC tem mais de 44 mil pessoas em uniões homoafetivas, aponta IBGE

Percentual catarinense (1,14%) é o oitavo maior do país; maioria das uniões homoafetivas é formada por mulheres, conforme os dados divulgados

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Santa Catarina tem 44.226 pessoas vivendo em uniões com cônjuges do mesmo sexo, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da nova divulgação do Censo 2022.

Santa Catarina tem mais de 44 mil pessoas em uniões homoafetivas, aponta IBGE
Santa Catarina tem mais de 44 mil pessoas em uniões homoafetivas, aponta IBGE - Foto: Imagem gerada por IA/Floripa.LGBT

O número representa 1,14% das pessoas que vivem em uniões homoafetivas no estado, proporção que coloca Santa Catarina na oitava posição nacional em representatividade de casais homoafetivos.

O Rio de Janeiro lidera o ranking de uniões homoafetivas no Brasil, com 1,57% das uniões formadas por pessoas do mesmo sexo. Já o menor percentual foi registrado no Tocantins, com 0,55%. Em todo o país, o IBGE contabilizou 972,4 mil pessoas vivendo esse tipo de união — o equivalente a 1,08% do total nacional.

Em Santa Catarina, as mulheres são maioria entre os casais homoafetivos: 24,5 mil delas vivem em união conjugal com outras mulheres, o que corresponde a 55,4% do total. Já entre os homens, são 19,7 mil pessoas, ou 44,6% das uniões do mesmo sexo no estado.

No Brasil, o cenário é semelhante, mas com uma diferença ainda mais acentuada: 58,3% das uniões homoafetivas são formadas por mulheres, enquanto os homens representam 41,7%.

Uniões homoafetivas são reconhecidas desde 2011

O direito à união estável entre pessoas do mesmo sexo foi reconhecido no Brasil em 2011, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, equiparar essas uniões às heterossexuais para todos os efeitos legais.

Dois anos depois, em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou uma resolução determinando que todos os cartórios do país realizassem casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo e convertessem uniões estáveis em casamentos, sem necessidade de decisão judicial.

Desde então, os casais homoafetivos passaram a ter os mesmos direitos civis — incluindo herança, pensão, adoção conjunta e inclusão em planos de saúde —, consolidando uma das principais conquistas da comunidade LGBTQIA+ no campo jurídico brasileiro.


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