<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/">

<channel>
	<title>Justiça</title>
	<atom:link href="https://floripa.lgbt/justica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://floripa.lgbt</link>
	<description>Notícias, eventos e informações sobre a comunidade LGBTQIAP+ de Florianópolis e região</description>
	<lastBuildDate>Fri, 13 Feb 2026 12:51:38 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/12/cropped-favicon-floripa-lgbt-32x32.png</url>
	<title>Justiça</title>
	<link>https://floripa.lgbt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Abel Braga é punido por fala homofóbica e recebe suspensão de 5 jogos e multa</title>
		<link>https://floripa.lgbt/esporte/abel-braga-e-punido-por-fala-homofobica-e-recebe-suspensao-de-5-jogos-e-multa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 21:48:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=16424</guid>

					<description><![CDATA[Técnico do Internacional, Abel Braga foi condenado pelo STJD após declarações discriminatórias sobre uniforme rosa do clube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O técnico e diretor técnico do Internacional, Abel Braga, foi punido pela 6ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por uma <a href="https://floripa.lgbt/esporte/fala-homofobica-abel-braga-repercussao/"><strong>declaração de teor homofóbico</strong></a> feita durante coletiva de imprensa realizada em novembro do ano passado.</p>
<p>Ele foi condenado a cumprir uma pena uma multa de R$ 20 mil, além de cinco partidas de suspensão. A decisão é em primeira instância e cabe recurso ao Pleno.</p>
<p>A decisão foi tomada nesta quinta-feira (12) pela Sexta Comissão Disciplinar devido a declarações feitas pelo treinador no final de 2025, durante sua apresentação oficial no Internacional.</p>
<p>Na ocasião, ao comentar sobre a utilização de camisas cor-de-rosa (em referência à campanha Outubro Rosa), Abel afirmou que não queria seu time treinando com aquela cor, pois parecia &#8220;time de veado&#8221;.</p>
<p>“Eu falei: ‘Pô, eu não quero meu time treinando de camisa rosa, parece time de veado”, disse o então treinador do Inter em coletiva.</p>
<p>Presente na sessão de forma virtual, Abel prestou depoimento e afirmou que &#8220;não teve qualquer tipo de intencionalidade&#8221;.</p>
<p>Em defesa de Abel, o advogado Rogério Pastl sustentou:</p>
<p>“Não houve uma intenção discriminatória, não houve incitação ao ódio ou uma conduta sistemática de preconceito. É um fato realmente infeliz e isolado pelo qual ele se desculpou duas vezes. Quando a gente tá falando de preconceito, ele exige que haja a intenção de menosprezar o grupo”.</p>
<p>Relator do processo e primeiro a votar, o auditor Jorge Octávio Galvão lamentou que ainda há dificuldade de se compreender que o mundo mudou e que atitudes como essa não são mais toleradas.</p>
<p>Citando decisões do STF, o relator destacou a equiparação nas falas homofóbicas a racistas no sentido de criminalizar esse tipo de conduta e acrescentou que o fato de não haver quem específico a ser ofendido não afasta a caracterização de um ato infracional.</p>
<p>Em seguida proclamou:</p>
<p>“Voto para julgar procedente a denúncia para condenar Abel Braga a prática de discriminação descrita no artigo 243-G a pena de cinco partidas e multa de R$ 20 mil”.</p>
<p>José Dutra Júnior, Presidente da Comissão, e os auditores Aline Gonçalves Jatahy, Rodrigo Steinmann Bayer e Eduardo Xible Salles Ramos acompanharam o voto do relator. Por ser em primeira instância, a decisão cabe recurso ao Tribunal Pleno.</p>
<p>A decisão determinou a suspensão de cinco jogos, além da aplicação de multa no valor de R$ 20 mil. A punição ainda cabe recurso ao <a href="https://www.stjd.org.br/comunicacao/noticias/comissao-pune-abel-braga-por-ato-discriminatorio-em-coletiva" target="_blank" rel="noopener">Pleno do STJD</a>, instância superior da Justiça Desportiva.</p>
<h2>A repercussão da declaração homofóbica de Abel Braga</h2>
<p>A declaração gerou forte repercussão negativa, críticas públicas e mobilizações nas redes sociais, reacendendo o debate sobre a persistência da LGBTfobia &#8220;recreativa&#8221; no futebol brasileiro.</p>
<p data-path-to-node="4">O processo foi movido após denúncias do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT e do Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+.</p>
<p data-path-to-node="4">Embora Abel tenha se desculpado publicamente na época, afirmando que &#8220;cores não definem gêneros&#8221;, o tribunal entendeu que a fala violou o artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de atos discriminatórios. Como a decisão foi em primeira instância, ainda cabe recurso ao Pleno do STJD.</p>
<figure id="attachment_15572" aria-describedby="caption-attachment-15572" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-15572" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/12/Tecnico-Abel-Braga-deu-declaracao-homofobica-em-sua-primeira-coletiva-Foto-Reproducao-Instagram.jpg" alt="Técnico Abel Braga deu declaração homofóbica em sua primeira coletiva" width="1200" height="800" title="Abel Braga é punido por fala homofóbica e recebe suspensão de 5 jogos e multa" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/12/Tecnico-Abel-Braga-deu-declaracao-homofobica-em-sua-primeira-coletiva-Foto-Reproducao-Instagram.jpg 1200w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/12/Tecnico-Abel-Braga-deu-declaracao-homofobica-em-sua-primeira-coletiva-Foto-Reproducao-Instagram-800x533.jpg 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/12/Tecnico-Abel-Braga-deu-declaracao-homofobica-em-sua-primeira-coletiva-Foto-Reproducao-Instagram-768x512.jpg 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/12/Tecnico-Abel-Braga-deu-declaracao-homofobica-em-sua-primeira-coletiva-Foto-Reproducao-Instagram-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption id="caption-attachment-15572" class="wp-caption-text">Técnico Abel Braga deu declaração homofóbica em sua primeira coletiva &#8211; Foto Reprodução/Instagram</figcaption></figure>
<p>“O futebol não pode continuar tratando a violência como piada. Quando uma autoridade do esporte reproduz esse tipo de discurso, ela legitima um ambiente hostil e perigoso para milhares de pessoas”, afirmou Onã Rudá, fundador e presidente do Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+.</p>
<p>O coletivo também destacou que a punição fortalece o entendimento de que a Justiça Desportiva deve agir com firmeza diante de declarações públicas discriminatórias, especialmente quando proferidas por figuras de liderança, como técnicos, dirigentes e atletas.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/12/Abel-Braga-Divulgacao.png" 
            type="image/png" 
            expression="full" 
            width="1638" 
            height="922"
        >

            <media:description><![CDATA[Fala homofóbica de Abel Braga durante entrevista coletiva gerou polêmica - Foto: Divulgação / Floripa.LGBT]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>Justiça de SC autoriza novamente o naturismo na Praia do Pinho, em Balneário Camboriú</title>
		<link>https://floripa.lgbt/justica/justica-autoriza-naturismo-na-praia-do-pinho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2026 11:11:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=16376</guid>

					<description><![CDATA[Liminar garante permanência de pessoas nuas na faixa de areia e no mar, enquanto processo sobre naturismo na Praia do Pinho segue em análise]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) <a href="https://floripa.lgbt/justica/justica-naturismo-na-praia-do-pinho/"><strong>autorizou novamente</strong></a> a prática do naturismo na Praia do Pinho, em Balneário Camboriú. A decisão liminar garante que frequentadores possam permanecer nus na faixa de areia e no mar, sem risco de prisão ou constrangimento por crimes de ato obsceno ou desobediência, enquanto o mérito do caso ainda será julgado pelo colegiado.</p>
<p>O habeas corpus coletivo foi impetrado pela Federação Brasileira de Naturismo (FBrN) e estabelece um salvo-conduto coletivo em favor dos frequentadores da praia, afastando a aplicação da Lei Complementar nº 129/2025 e do Decreto nº 12.909/2025, editados pela Prefeitura de Balneário Camboriú, que haviam <a href="https://floripa.lgbt/politica/balneario-camboriu-anuncia-decreto-naturismo-na-praia-do-pinho/"><strong>proibido a prática do naturismo no local</strong></a>.</p>
<p>Na decisão, o desembargador Alexandre Morais da Rosa determina que as autoridades de segurança se abstenham de efetuar prisões ou qualquer ato de cerceamento da liberdade de locomoção com base nos crimes de ato obsceno (art. 233 do Código Penal) ou desobediência (art. 330), quando relacionados exclusivamente à nudez na faixa de areia e no mar da Praia do Pinho.</p>
<h2>Limites da decisão sobre naturismo na Praia do Pinho</h2>
<p>O <a href="https://www.tjsc.jus.br/" target="_blank" rel="noopener">TJSC</a> ressalta que a autorização para o naturismo na Praia do Pinho não é irrestrita. A nudez permanece proibida em outros espaços, como trilhas de acesso, estacionamento, decks, estrada e áreas de mata.</p>
<p>Segundo a decisão, o salvo-conduto se limita às áreas tradicionalmente destinadas ao naturismo, não se estendendo a locais de circulação geral.</p>
<p>O magistrado também destacou que a simples prática da nudez, em um espaço historicamente reconhecido como naturista há mais de quatro décadas, não configura automaticamente crime de ato obsceno, já que a tipificação penal depende do contexto cultural e da intenção de ofender o pudor público.</p>
<p><strong>Entenda a polêmica sobre o naturismo na Praia do Pinho</strong></p>
<p>A Praia do Pinho teve a prática do naturismo proibida em 19 de dezembro de 2025, após a edição de normas municipais que restringiram a nudez no local.</p>
<p>Diante disso, a Federação Brasileira de Naturismo ingressou inicialmente com um habeas corpus para afastar a possibilidade de prisão por ato obsceno.</p>
<p>Embora essa primeira decisão tenha reconhecido que a nudez não caracterizava crime, ela não impediu eventuais prisões por desobediência, o que motivou um novo pedido ao TJSC<span class="Apple-converted-space">  </span>.Entenda a polêmica sobre o naturismo na Praia do Pinho</p>
<p>Em nota à imprensa, a FBrN afirma que a decisão representa uma garantia fundamental para os naturistas de todo o país e reforça que o salvo-conduto tem caráter provisório, válido até o julgamento definitivo do habeas corpus pelo colegiado do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.</p>
<p>O processo segue em tramitação, e o mérito da legislação ainda será analisado pelo Judiciário.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/01/praia-do-pinho.png" 
            type="image/png" 
            expression="full" 
            width="2628" 
            height="1334"
        >

            <media:description><![CDATA[Praia do Pinho é considerada a primeira naturista do Brasil – Foto: Praia do Pinho/Reprodução/Floripa.LGBT]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>Justiça diz que naturismo na Praia do Pinho não é crime apesar de nova proibição</title>
		<link>https://floripa.lgbt/justica/justica-naturismo-na-praia-do-pinho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Dec 2025 12:16:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Balneário Camboriú]]></category>
		<category><![CDATA[Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC)]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=15682</guid>

					<description><![CDATA[Decisão liminar reconhece tradição de quatro décadas de naturismo na Praia do Pinho, a primeira praia naturista do país e veda prisões por ato obsceno na faixa de areia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="container">
<div id="model-response-message-contentr_92214af83e5f8d20" class="markdown markdown-main-panel stronger enable-updated-hr-color" dir="ltr" aria-live="polite" aria-busy="false">
<p data-path-to-node="2">O Tribunal de Justiça de Santa Catarina emitiu uma decisão liminar que assegura aos frequentadores a prática de naturismo na Praia do Pinho, em <a href="https://floripa.lgbt/politica/balneario-camboriu-anuncia-decreto-naturismo-na-praia-do-pinho/"><strong>Balneário Camboriú</strong></a>, o direito de não serem presos ou processados pelo crime de ato obsceno.</p>
<p data-path-to-node="2">A determinação judicial surge em resposta a um habeas corpus coletivo impetrado pela Federação Brasileira de Naturismo, após a prefeitura editar <a href="https://floripa.lgbt/politica/projeto-que-proibia-pratica-do-nudismo-a-ceu-aberto-em-sc-e-arquivado/"><strong>leis que proibiam a prática</strong></a> em toda a orla da cidade.</p>
<p data-path-to-node="2">Segundo a ordem judicial, as autoridades policiais e a Guarda Municipal devem se abster de realizar prisões de naturistas que estejam utilizando estritamente a faixa de areia.</p>
<p data-path-to-node="3">Ao fundamentar sua decisão, o magistrado Marcelo Fidalgo Neves destacou que a Praia do Pinho é um espaço culturalmente consolidado para a prática do naturismo há mais de quarenta anos, sendo o primeiro local oficial do gênero no Brasil desde 1984.</p>
<p data-path-to-node="3">O texto da liminar afirma expressamente que a simples alteração legislativa municipal não tem o condão de transformar, por si só, a prática do naturismo na Praia do Pinho em ato obsceno.</p>
<p data-path-to-node="3">O juiz reiterou que a nudez naquele contexto específico não configura crime, uma vez que a conduta é socialmente aceita naquela localidade e carece de conotação sexual ou intenção de ofender o pudor público.</p>
<p data-path-to-node="4">Embora tenha garantido a proteção contra acusações criminais, a <a href="https://www.tjsc.jus.br/" target="_blank" rel="noopener">Justiça</a> manteve a competência do município para legislar sobre o uso das praias e interesses locais.</p>
<p data-path-to-node="4">Dessa forma, o pedido para anular completamente as leis municipais foi negado neste momento, permitindo que a prefeitura adote medidas administrativas ou políticas públicas que não envolvam o direito penal.</p>
<p data-path-to-node="4">A decisão também esclarece que o salvo-conduto é restrito à areia. Em acessos, ruas, bares e restaurantes, os usuários devem permanecer vestidos, sob risco de não estarem cobertos pela proteção judicial.</p>
<p data-path-to-node="3">Apesar da proteção jurídica contra prisões por ato obsceno, os frequentadores devem estar atentos à legislação municipal vigente. Desde o dia 19 de dezembro de 2025, o novo Plano Diretor de Balneário Camboriú retirou a Praia do Pinho da condição de área destinada ao naturismo.</p>
<p data-path-to-node="3">Na prática, isso significa que a prefeitura considera a atividade irregular administrativamente, o que tem motivado operações de fiscalização da Polícia Militar para o cumprimento do decreto municipal.</p>
<p data-path-to-node="3">Portanto, embora não configure crime sob a ótica penal, o naturismo no local ainda enfrenta restrições impostas pela prefeitura que podem gerar abordagens policiais para a desocupação da faixa de areia ou a obrigatoriedade do uso de vestimentas.</p>
<h3 data-path-to-node="4">O que diz a FBN sobre o naturismo na Praia do Pinho e em outras praias</h3>
<p data-path-to-node="5">A <a href="https://www.fbrn.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Federação Brasileira de Naturismo</a> orienta que qualquer ato de coação ou constrangimento ilegal praticado por autoridades ou terceiros contra os praticantes deve ser registrado em vídeo para posterior identificação e punição dos infratores.</p>
<p data-path-to-node="5">A entidade reforça que a decisão é uma vitória para o turismo e para a preservação histórica do naturismo na Praia do Pinho, mantendo o respeito aos costumes consolidados pela comunidade ao longo das últimas décadas.</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/12/Justica-de-Santa-Catarina-garante-o-naturismo-na-Praia-do-Pinho-foto-GMBC.png" 
            type="image/png" 
            expression="full" 
            width="1920" 
            height="1080"
        >

            <media:description><![CDATA[Justiça de Santa Catarina garante o naturismo na Praia do Pinho - Foto: GMBC/Divulgação]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>Desembargador do TJSC denuncia ataques homofóbicos feitos por advogados em grupo de WhatsApp</title>
		<link>https://floripa.lgbt/seguranca/homofobia/desembargador-ataques-homofobicos-advogados-whatsapp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2025 21:56:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=15555</guid>

					<description><![CDATA[Mensagens direcionadas ao desembargador João Buch citam sua orientação sexual e motivam reação pública e medidas legais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O desembargador João Marcos Buch, integrante do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), denunciou ter sido alvo de ataques homofóbicos feitos por advogados em um grupo de WhatsApp destinado a profissionais do direito. As mensagens, que circulavam de forma restrita, chegaram ao magistrado no fim de semana e motivaram a divulgação de uma nota pública e o anúncio de medidas jurídicas.</p>
<p>Segundo <strong><a href="https://floripa.lgbt/cidadania/palavra-presa-apresentado-evento-internacional/">Buch</a></strong>, um dos advogados escreveu no grupo: “aconteceu um problema aqui, peguei um gay, um desembargador gay.” Em outro trecho, o mesmo profissional referiu-se ao magistrado dizendo: “caiu nas mãos de um desembargador chamado João Marcos Buch, gay, casado com outro homem.”</p>
<p>Outros participantes reforçaram o teor discriminatório ao classificá-lo como “polêmico” e afirmar que ele “soltava preso direto”.</p>
<p>Em publicação feita nas redes sociais, Buch afirmou que críticas a decisões são parte da democracia, mas rejeitou ataques pessoais baseados em orientação sexual.</p>
<blockquote><p>“Críticas a decisões judiciais são naturais em um Estado Democrático de Direito, mas ataques pessoais, motivados por preconceito e hostilidade, configuram discurso de ódio e não serão tolerados”, disse o desembargador.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;">O magistrado informou ainda que não pretende “relevar o episódio” e que tomou a decisão de levar o caso às instâncias pertinentes. “Adotarei as medidas legais cabíveis”, declarou.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DRsn4YFj_Ix/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
<div style="padding: 16px;">
<p>&nbsp;</p>
<div style="display: flex; flex-direction: row; align-items: center;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div>
<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div>
</div>
</div>
<div style="padding: 19% 0;"></div>
<div style="display: block; height: 50px; margin: 0 auto 12px; width: 50px;"></div>
<div style="padding-top: 8px;">
<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">View this post on Instagram</div>
</div>
<div style="padding: 12.5% 0;"></div>
<div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;">
<div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div>
</div>
<div style="margin-left: 8px;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div>
<div style="width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg);"></div>
</div>
<div style="margin-left: auto;">
<div style="width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);"></div>
<div style="width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);"></div>
</div>
</div>
<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;"></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/p/DRsn4YFj_Ix/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">A post shared by João Marcos Buch (@joaomarcosbuch)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script src="//www.instagram.com/embed.js" async=""></script></p>
<p>A identidade dos advogados envolvidos não foi divulgada até o momento. Procurado, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.</p>
<p>Também não há informações confirmadas sobre eventual procedimento disciplinar contra os autores das mensagens. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Santa Catarina (OAB-SC) também não se pronunciou até esta publicação.</p>
<h3>Quem é o desembargador João Marcos Buch</h3>
<p>João Marcos Buch é desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina desde março de 2025, após três décadas de atuação na magistratura em comarcas como Florianópolis, Joinville e Imbituba.</p>
<p>Formado em Direito pela FURB e mestre pela Univali, ele é conhecido pela atuação na execução penal e por defender a humanização do sistema prisional.</p>
<p>Ganhou destaque nacional ao assumir o cargo com um <strong><a href="https://floripa.lgbt/justica/desembargador-de-sc-viraliza-apos-discurso-com-homenagem-ao-marido/">discurso que homenageou o marido</a></strong> — episódio registrado pelo <strong>Floripa.LGBT</strong> como um marco de representatividade no Judiciário catarinense — reforçando seu compromisso público com direitos humanos e diversidade.</p>
<div class="pointer-events-none h-px w-px" aria-hidden="true" data-edge="true"></div>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/12/desembargador-Joao-Marcos-Buch.jpg" 
            type="image/jpeg" 
            expression="full" 
            width="665" 
            height="443"
        >

            <media:description><![CDATA[O desembargador João Marcos Buch atua no Tribunal de Justiça de Santa Catarina - Foto: Divulgação/Floripa.LGBT]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>STJ proíbe as Forças Armadas de afastar militares por transição de gênero</title>
		<link>https://floripa.lgbt/justica/stj-proibe-as-forcas-armadas-de-afastar-militares-por-transicao-de-genero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 21:04:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Superior Tribunal de Justiça (STJ)]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=15165</guid>

					<description><![CDATA[Decisão unânime do STJ garante o direito à permanência nas Forças Armadas e ao nome social de pessoas trans no serviço militar]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="309" data-end="660">O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, na quarta-feira (12), que as Forças Armadas não podem afastar nem reformar compulsoriamente militares por motivo de transição de gênero. A decisão, tomada de forma unânime pela 1ª Seção do tribunal, reforça que a <a href="https://floripa.lgbt/justica/stf-derruba-leis-proibiam-ensino-genero-santa-catarina/"><strong>identidade de gênero</strong></a> não pode ser considerada doença ou incapacidade para o serviço militar.</p>
<p data-start="662" data-end="1048">A ação foi movida pela Defensoria Pública da União (DPU), após denúncias de casos em que militares trans foram obrigados a se afastar de suas funções. As informações são da Agência Brasil.</p>
<p data-start="662" data-end="1048">O relator, ministro Teodoro da Silva Santos, destacou que o ingresso em vagas destinadas a determinado sexo não pode servir de justificativa para afastamento posterior, e que o respeito à identidade de gênero é uma obrigação do Estado.</p>
<p data-start="1050" data-end="1324">Com o <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-11/stj-proibe-forcas-armadas-de-afastar-militares-por-transicao-de-genero" target="_blank" rel="noopener">entendimento</a>, o STJ determinou que a condição de pessoa transgênero ou o processo de transição não configuram, por si só, incapacidade para o serviço. As Forças Armadas deverão também garantir o uso do nome social em todos os registros e comunicações internas.</p>
<p data-start="1326" data-end="1552">A decisão tem efeito vinculante, ou seja, deve ser seguida por todos os tribunais e instâncias inferiores, consolidando uma jurisprudência que impede a discriminação institucional contra pessoas trans no serviço militar.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/11/Predio-do-STJ-Superior-Tribunal-de-Justica-em-Brasilia.webp" 
            type="image/webp" 
            expression="full" 
            width="1170" 
            height="700"
        >

            <media:description><![CDATA[STJ proíbe Forças Armadas de afastar militares por transição de gênero - Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil / Divulgação / Floripa.LGBT]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>&#8216;Praia de bixa&#8217;: MPF denuncia Jessé Lopes por LGBTfobia em discurso</title>
		<link>https://floripa.lgbt/justica/mpf-denuncia-jesse-lopes-lgbtfobia-galheta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 19:29:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Violência contra LGBTs]]></category>
		<category><![CDATA[Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc)]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Supremo Tribunal Federal (STF)]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=15102</guid>

					<description><![CDATA[Procuradora federal Maria Emília Corrêa da Costa pede condenação criminal do deputado estadual Jessé Lopes por incitação ao preconceito]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="744" data-end="1424">O Ministério Público Federal (MPF) <strong><a href="https://floripa.lgbt/seguranca/mpf-investiga-aplicativos-lgbt-apos-crimes-em-capitais-brasileiras/">denunciou</a></strong> o deputado estadual Jessé Lopes (PL) por crime de LGBTfobia, após declarações feitas em plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e reproduzidas em suas redes sociais.</p>
<p data-start="744" data-end="1424">A denúncia, assinada pela procuradora Maria Emília Corrêa da Costa, foi protocolada na Procuradoria Regional da República da <a href="https://www.trf4.jus.br/" target="_blank" rel="noopener">4ª Região</a>, em 19 de agosto de 2025.</p>
<p data-start="744" data-end="1424">No processo, ela pede a condenação criminal do parlamentar por incitação ao preconceito com base na Lei nº 7.716/1989, que trata dos <a href="https://floripa.lgbt/justica/stf-equipara-ofensas-a-comunidade-lgbt-ao-crime-de-injuria-racial/"><strong>crimes de discriminação racial</strong></a> e, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), também abrange a homofobia e a transfobia.</p>
<p data-start="1426" data-end="1817">A ação teve origem em uma representação feita pelo vereador Leonel Camasão (PSOL), que denunciou as falas de Jessé proferidas em 26 de fevereiro, quando o deputado utilizou a tribuna da Alesc para fazer comentários discriminatórios sobre frequentadores da Praia da Galheta, em Florianópolis — um <a href="https://floripa.lgbt/politica/naturismo-em-praias-de-sc-deputados-analisam-proposta-que-pode-mudar-regras-na-praia-da-galheta/"><strong>espaço reconhecido como reduto naturista</strong></a> e de convivência da comunidade LGBTQIA+.</p>
<p data-start="1819" data-end="2336">Durante o discurso, o parlamentar chamou a comunidade LGBT de “gangue” e afirmou que “onde eles botam a mão vira putaria”, além de se referir à Galheta como uma “<a href="https://floripa.lgbt/politica/projeto-proibe-naturismo-em-santa-catarina/"><strong>praia de bixa</strong></a>”.</p>
<p data-start="1819" data-end="2336">Ele também mencionou o Bar do Deca, ponto histórico de encontro entre as praias Mole e Galheta, chamando-o de “bar de queima rosca”.</p>
<figure id="attachment_13056" aria-describedby="caption-attachment-13056" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-13056" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/04/Nudismo-a-ceu-aberto_Praia-da-Galheta_Projeto-de-lei_Jesse-Lopes.png" alt="Nudismo a céu aberto na Galheta segue discussões no cenário político – Foto: Elias Pasin/ViagemSC/Divulgação/Floripa.LGBT" width="1200" height="800" title="&#039;Praia de bixa&#039;: MPF denuncia Jessé Lopes por LGBTfobia em discurso" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/04/Nudismo-a-ceu-aberto_Praia-da-Galheta_Projeto-de-lei_Jesse-Lopes.png 1200w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/04/Nudismo-a-ceu-aberto_Praia-da-Galheta_Projeto-de-lei_Jesse-Lopes-800x533.png 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/04/Nudismo-a-ceu-aberto_Praia-da-Galheta_Projeto-de-lei_Jesse-Lopes-768x512.png 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/04/Nudismo-a-ceu-aberto_Praia-da-Galheta_Projeto-de-lei_Jesse-Lopes-150x100.png 150w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption id="caption-attachment-13056" class="wp-caption-text">CCJ barrou projeto de Jessé Lopes que proíbe nudismo em lugares públicos em Santa Catarina; deputado chamou lugar de &#8220;praia de bixa&#8221; – Foto: Elias Pasin/ViagemSC/Divulgação/Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p data-start="1819" data-end="2336">Trechos do discurso foram reproduzidos em vídeo publicado no perfil oficial do deputado no Instagram, onde as declarações permaneceram disponíveis e tiveram mais de 80 mil visualizações.</p>
<p data-start="2338" data-end="2907">Na denúncia, a procuradora afirma que as falas de Jessé Lopes configuram discurso de ódio e incitação à discriminação, contrariando a Constituição e decisões do STF que reconhecem a homofobia e a transfobia como crimes de racismo em sua dimensão social.</p>
<blockquote>
<p data-start="2338" data-end="2907">“A conduta do denunciado se amolda objetiva e subjetivamente à prática, ao induzimento e à incitação de discriminação em razão de orientação sexual e identidade de gênero, não se inserindo na esfera do legítimo exercício da liberdade de expressão ou do mandato para o qual foi eleito”, escreveu Corrêa da Costa.</p>
</blockquote>
<p data-start="2909" data-end="3152">O documento do MPF também registra que não cabe acordo de não persecução penal em casos de crimes raciais ou homotransfóbicos, por se tratarem de ofensas que atingem direitos fundamentais e promovem a exclusão social de grupos vulneráveis.</p>
<p data-start="3154" data-end="3218">Em nota, o vereador Leonel Camasão comemorou o avanço do caso:</p>
<blockquote data-start="3219" data-end="3534">
<p data-start="3221" data-end="3534">“Jessé Lopes é um preconceituoso, condenado em diversos processos de dano moral movidos por pessoas LGBTIA+ que ele persegue e ofende. Sua condenação deve ser um exemplo para a verdadeira gangue de parlamentares que usam a imunidade parlamentar para cometer crimes e perseguir cidadãos comuns”, afirmou.</p>
</blockquote>
<p data-start="3536" data-end="3793">O caso agora tramita no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, sob responsabilidade da 4ª Seção, e pode resultar em condenação com base nos artigos 20, caput e §2º da Lei 7.716/89, na forma do artigo 71 do Código Penal.</p>
<h3 data-start="3800" data-end="3812"><span style="font-size: 18.72px;">Quem é Jessé Lopes</span></h3>
<p data-start="3800" data-end="3812">O deputado Jessé Lopes, filiado ao Partido Liberal (PL), tem histórico de declarações consideradas discriminatórias contra pessoas LGBTQIA+. Em 2023, ele foi condenado por danos morais após <a href="https://floripa.lgbt/justica/deputado-jesse-lopes-condenado-transfobia/"><strong>falas transfóbicas</strong></a> dirigidas a uma mulher trans — caso também noticiado pelo <strong>Floripa.LGBT.</strong> A nova denúncia amplia a série de processos judiciais que o parlamentar enfrenta por discursos de ódio proferidos sob o argumento de “defesa dos valores familiares”.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/07/Galheta_Nudismo_Naturismo_Jesse-Lopes_Florianopolis_Santa-Catarina.png" 
            type="image/png" 
            expression="full" 
            width="1200" 
            height="800"
        >

            <media:description><![CDATA[Deputado estadual Jessé Lopes - Foto: Rodolfo Espínola / Agência AL/Divulgação/Floripa.LGBT]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>STF derruba leis que proibiam ensino de gênero e atinge cidade de SC</title>
		<link>https://floripa.lgbt/justica/stf-derruba-leis-proibiam-ensino-genero-santa-catarina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2025 19:31:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>
		<category><![CDATA[Supremo Tribunal Federal (STF)]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=15084</guid>

					<description><![CDATA[Decisão do STF reforça que escolas podem abordar temas sobre gênero e sexualidade; em Santa Catarina, lei de Tubarão estava entre as suspensas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="805" data-end="1370">O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu recentemente suspender leis municipais que proibiam o ensino de <a href="https://floripa.lgbt/justica/stf-regra-que-proibia-escolas-abordar-genero-em-cidade-de-sc/"><strong>gênero e sexualidade nas escolas</strong></a>, por considerar que essas normas violam a Constituição Federal e os princípios da liberdade de cátedra. A decisão, publicada no dia 15 de outubro, atinge diretamente o município de Tubarão, em Santa Catarina, onde uma lei local vetava o tratamento do tema em sala de aula.</p>
<p data-start="1372" data-end="1718">Com a decisão, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-10/stf-suspende-leis-que-proibiram-ensino-de-genero-nas-escolas?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">divulgada pela Agência Brasil</a>, o STF reafirma o entendimento de que cabe à União definir as diretrizes da educação nacional e que o debate sobre gênero é legítimo e necessário no ambiente escolar. O tribunal também entendeu que proibições como essas ferem direitos fundamentais e o dever do Estado de promover a igualdade e combater discriminações.</p>
<p data-start="1372" data-end="1718">Além da cidade catarinense de Tubarão, faziam parte da análise leis vigentes nos municípios de Petrolina e Garanhuns, em Pernambuco. <img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1663026&amp;o=node" alt="STF derruba leis que proibiam ensino de gênero e atinge cidade de SC" title="STF derruba leis que proibiam ensino de gênero e atinge cidade de SC">A decisão foi tomada a partir do julgamento de duas ações protocoladas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo PSOL.</p>
<p>As leis municipais vetaram o ensino de gênero em disciplinas obrigatórias, em materiais didáticos e nos espaços escolares. Além disso, a lei de Petrolina ainda proibiu a permanência de livros sobre o tema nas bibliotecas das escolas do município.</p>
<h2>Ministros do STF são enfáticos na defesa da educação</h2>
<p>Durante o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes defendeu o combate ao discurso de ódio contra a população LGBTIQIA+ e disse que a educação contra discriminação deve ser incentivada.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ninguém defende que não se deva preservar a infância, mas preservar a infância não significa esconder a realidade, omitir informações sérias e corretas sobre identidade de gênero&#8221;, disse.</p></blockquote>
<p>O ministro Flávio Dino disse que a cultura da sociedade mudou e não existe somente o modelo de &#8220;família tradicional&#8221;. Dino também argumentou que somente uma lei federal pode tratar de assuntos ligados à educação.</p>
<blockquote><p>&#8220;O ato de ensinar e aprender é submetido a uma lei, que é a LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional], argumentou.</p></blockquote>
<p>Nunes Marques também acompanhou a maioria para suspender as leis, mas ponderou que é necessário que a exposição do tema ocorra conforme a idade dos alunos.</p>
<blockquote><p>“Preservar a infância não é conservadorismo. É reconhecer que toda liberdade genuína nasce da maturidade e que apressar esse processo significa limitar a liberdade futura do adulto que essa criança se tornará&#8221;, completou.</p></blockquote>
<h3>Grupo LGBTIQIA+ defende a liberdade de ensino</h3>
<p>O Grupo Arco-Íris, um dos principais grupos do movimento LGBTIQIA+, participou do julgamento e citou que o impedimento do ensino de gênero nas escolas tem sido recorrente em diversos estados e municípios.</p>
<p>O advogado Carlos Nicodemos afirmou que a Constituição e normas internacionais garantem que toda pessoa tem direito de ser protegida contra qualquer tipo de discriminação.</p>
<p>&#8220;É necessário, hoje, no dia 15 de outubro, Dia do Professor, debater a criação de leis municipais que tentam afetar a liberdade de cátedra na construção de um olhar diverso, plural e inclusivo da educação”, comentou.</p>
<h3 data-start="1720" data-end="1756"><strong data-start="1724" data-end="1754">Decisão do STF sobre ensino de gênero atinge cidade de Santa Catarina</strong></h3>
<p data-start="1757" data-end="2179">A decisão tem repercussão imediata no estado, onde projetos e leis semelhantes vêm sendo debatidos nos últimos anos. Em 2021, Tubarão aprovou uma lei municipal que proibia o ensino de “ideologia de gênero”, termo frequentemente usado por grupos conservadores para atacar discussões sobre diversidade nas escolas. Com a decisão do STF, essa norma fica suspensa e perde validade até o julgamento final da ação.</p>
<p data-start="2181" data-end="2794">O tema ganha relevância em um momento em que a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) analisa novas propostas de conteúdo semelhante, como o Projeto de Lei 771/2025, protocolado recentemente, que propõe restringir o uso de banheiros escolares com base no sexo biológico — medida criticada por entidades de direitos humanos e movimentos LGBTQIA+ por discriminar pessoas trans.</p>
<p data-start="2796" data-end="3349">Além disso, o estado já foi palco de outras tentativas de restringir o debate sobre gênero e sexualidade, como o projeto que exige autorização dos pais para atividades sobre gênero nas escolas e a proposta que proíbe a participação de crianças em paradas LGBTQIA+, ambos amplamente criticados por entidades educacionais e de direitos humanos.</p>
<p><em>* Com informações da Agência Brasil</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/08/fachada-do-STF-Supremo-Tribunal-Federal.png" 
            type="image/png" 
            expression="full" 
            width="1170" 
            height="700"
        >

            <media:description><![CDATA[Decisão de STF levou em conta inconstitucionalidade de leis municipais e estaduais decidirem normas da educação - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Reprodução/Floripa.LGBT]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>Justiça de SC derruba lei que proibia crianças na Parada LGBT+ de Chapecó</title>
		<link>https://floripa.lgbt/justica/justica-de-sc-derruba-lei-que-proibia-criancas-na-parada-lgbt-de-chapeco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Oct 2025 11:29:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Paradas LGBTI+]]></category>
		<category><![CDATA[Chapecó]]></category>
		<category><![CDATA[Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC)]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=14950</guid>

					<description><![CDATA[Desembargadores consideraram que Chapecó extrapolou sua competência ao criar uma lei que proibia crianças na Parada LGBT+ no município]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="220" data-end="617">O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) decidiu nesta semana manter a suspensão da lei municipal nº 8.090/2024, de Chapecó, que impunha restrições à participação de crianças em manifestações da <a href="https://floripa.lgbt/agenda-de-eventos/paradas-lgbti/calendario-2025-paradas-lgbt/"><strong>Parada LGBTIA+</strong></a>.</p>
<p data-start="220" data-end="617">A decisão consolida a liminar concedida em junho e garante que a norma permaneça sem efeito até que o Supremo Tribunal Federal (STF) se manifeste sobre a constitucionalidade da lei que proibia crianças na Parada LGBTQIA+ na cidade.</p>
<p data-start="619" data-end="1035">A lei que proibia crianças na Parada LGBTQIA+, aprovada pela Câmara de Vereadores de Chapecó, foi alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pelo PSOL de Santa Catarina. A <strong><a href="https://floripa.lgbt/justica/tjsc-suspende-lei-em-chapeco-que-proibia-participacao-de-criancas-em-paradas-lgbt">suspensão já havia sido concedida de forma emergencial</a></strong> pouco antes da 8ª Parada LGBTQIA+ da cidade.</p>
<p data-start="1037" data-end="1381">Durante o julgamento colegiado, composto por 25 desembargadores, 24 votaram pela manutenção da suspensão da lei que proibia crianças na Parada LGLGBTQIA+, e apenas um magistrado — o desembargador Stephan Klaus — manifestou voto contrário.</p>
<p data-start="1383" data-end="1674">A <a href="https://leismunicipais.com.br/a/sc/c/chapeco/lei-ordinaria/2024/809/8090/lei-ordinaria-n-8090-2024-proibe-a-participacao-de-criancas-em-paradas-gays-e-eventos-similares-no-ambito-do-municipio-de-chapeco-e-da-outras-providencias?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">lei municipal</a> estipulava que eventos “promovidos pela comunidade LGBTQIA+” — como paradas e festas similares — ficariam sujeitos à restrição de acesso para crianças. A lei que proibia crianças na Parada LGBTQIA+ previa ainda penalidades para organizadores que permitissem a presença de menores.</p>
<h2 data-start="1383" data-end="1674">Lei que proibia crianças na Parada LGBTQIA+ de Chapecó já tinha sido analisada</h2>
<p data-start="1676" data-end="2136">Em decisões anteriores, já se posicionava no TJSC que a norma trazia indícios de discriminação e invadia competência legislativa inadequada ao município. Por exemplo, em 2024, o desembargador Helio do Valle Pereira concedeu habeas corpus que suspendeu os efeitos da lei que proibia crianças na Parada LGBTQIA+, qualificando-a como de “<a href="https://floripa.lgbt/justica/justica-libera-participacao-de-criancas-na-7a-parada-lgbti-de-chapeco/"><strong>clara conotação preconceituosa</strong></a>” e destacando que cabe aos pais avaliar a participação de seus filhos em eventos públicos.</p>
<p data-start="2138" data-end="2371">Com a decisão colegiada mais recente, a norma segue sem vigência até o julgamento definitivo do STF, o que assegura que crianças possam participar das próximas edições da Parada LGBTQIA+ em Chapecó sem risco de aplicação da proibição.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/10/Lei-que-proibia-criancas-na-Parada-LGBTQIA-em-Chapeco-e-analisada-pelo-TJSC.jpeg" 
            type="image/jpeg" 
            expression="full" 
            width="1504" 
            height="1002"
        >

            <media:description><![CDATA[Lei que proibia crianças na Parada LGBTQIA+ em Chapecó é derrubada pelo TJSC - Foto: UNA LGBT Chapecó / Divulgação / Floripa.LGBT
]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>STF vai analisar 3 vetos do prefeito de Blumenau a projetos LGBTQIA+</title>
		<link>https://floripa.lgbt/justica/stf-vai-analisar-3-vetos-do-prefeito-de-blumenau-a-projetos-lgbtqia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Sep 2025 14:53:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[Supremo Tribunal Federal (STF)]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=14894</guid>

					<description><![CDATA[Instituto Mães do Amor em Defesa da Diversidade acionou o STF após vetos do prefeito de Blumenau a projetos LGBT+ que haviam sido aprovados pelos vereadores]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="464" data-end="789">Os vetos do prefeito de Blumenau, Egídio Ferrari, a três <a href="https://floripa.lgbt/politica/vereador-projetos-populacao-lgbti-blumenau/"><strong>projetos de lei voltados à proteção e promoção de direitos da população LGBTQIA+</strong></a>, chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os projetos foram apresentados pelo vereador LGBT+, Jean Volpato (PT).</p>
<p data-start="464" data-end="789">O questionamento sobre os vetos do prefeito de <a href="https://floripa.lgbt/agenda-de-eventos/paradas-lgbti/parada-do-orgulho-lgbt-blumenau-2025-destaca-envelhecimento-da-populacao-lgbti/"><strong>Blumenau</strong></a> a projetos LGBT+ foi levado pela organização Instituto Mães do Amor em Defesa da Diversidade, que acusa o Executivo de praticar discriminação institucionalizada.</p>
<p data-start="791" data-end="1024">Em agosto de 2025, o prefeito barrou as propostas sob justificativas de “defesa da família tradicional” e combate à chamada “ideologia de gênero”. No início de setembro, a Câmara de Vereadores manteve os vetos do prefeito de Blumenau a projetos LGBT+. Os projetos previam:</p>
<ul data-start="1026" data-end="1383">
<li data-start="1026" data-end="1157">
<p data-start="1028" data-end="1157"><strong data-start="1028" data-end="1045">PL 9.212/2025</strong> – garantia do uso do nome social e reconhecimento da identidade de gênero na administração pública municipal;</p>
</li>
<li data-start="1158" data-end="1283">
<p data-start="1160" data-end="1283"><strong data-start="1160" data-end="1177">PL 9.190/2025</strong> – instituição da Semana Municipal de Conscientização e Combate à Violência contra a População LGBTQIA+;</p>
</li>
<li data-start="1284" data-end="1383">
<p data-start="1286" data-end="1383"><strong data-start="1286" data-end="1303">PL 9.213/2025</strong> – criação do Plano Municipal de Políticas Públicas para a População LGBTQIA+.</p>
</li>
</ul>
<p data-start="1385" data-end="1543">Para o Mães do Amor em Defesa da Diversidade, as justificativas violam princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana e a igualdade, além de reforçarem a exclusão social.</p>
<h2 data-start="1545" data-end="1580">O caminho jurídico até o STF</h2>
<p data-start="1582" data-end="1839">O caso foi inicialmente levado à Vara da Fazenda Pública de Blumenau por meio da Ação Civil Pública nº 5027484-61.2025.8.24.0008. O pedido de liminar foi negado sob a justificativa de que os vetos do prefeito de Blumenau a projetos LGBT+ estariam dentro da “discricionariedade política”.</p>
<p data-start="1841" data-end="2153">Na sequência, o Instituto Mães do Amor em Defesa da Diversidade acionou o Ministério Público Federal (MPF), que reconheceu a violação de preceitos fundamentais e encaminhou a denúncia à Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão é responsável por propor a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), atualmente em análise no STF.</p>
<h2 data-start="2155" data-end="2184">Vetos do prefeito de Blumenau a projetos LGBT+ geram reação nas redes sociais</h2>
<p data-start="2186" data-end="2360">Paralelamente à disputa judicial, o Instituto Instituto Mães do Amor em Defesa da Diversidade divulgou uma nota oficial em seu perfil no Instagram, reforçando sua posição contra os vetos. O texto afirma:</p>
<blockquote data-start="2362" data-end="2602">
<p data-start="2364" data-end="2602">“Os vetos afrontam diretamente a Constituição Federal, negando igualdade e dignidade à população LGBTQIA+. Resistência é nossa marca. Estamos cansadas, mas não desanimadas. Lutamos como nunca, perdemos como sempre. A luta continua.”</p>
</blockquote>
<p data-start="2604" data-end="2743"><strong>Confira a nota na íntegra:</strong></p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DOW2iF2klLx/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
<div style="padding: 16px;">
<p>&nbsp;</p>
<div style="display: flex; flex-direction: row; align-items: center;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div>
<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div>
</div>
</div>
<div style="padding: 19% 0;"></div>
<div style="display: block; height: 50px; margin: 0 auto 12px; width: 50px;"></div>
<div style="padding-top: 8px;">
<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">View this post on Instagram</div>
</div>
<div style="padding: 12.5% 0;"></div>
<div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;">
<div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div>
</div>
<div style="margin-left: 8px;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div>
<div style="width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg);"></div>
</div>
<div style="margin-left: auto;">
<div style="width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);"></div>
<div style="width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);"></div>
</div>
</div>
<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;"></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/p/DOW2iF2klLx/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">A post shared by Mães do Amor em Defesa da Diversidade (@maesdoamor.diversidade)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/09/STF-vai-analisar-3-vetos-do-prefeito-de-Blumenau-a-projetos-LGBTQIA.webp" 
            type="image/webp" 
            expression="full" 
            width="675" 
            height="449"
        >

            <media:description><![CDATA[STF vai analisar 3 vetos do prefeito de Blumenau a projetos LGBTQIA+ - Foto: Foto: Fellipe Sampaio /STF/Divulgação/Floripa.LGBT]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>Trisal em SC: justiça autoriza mulheres a dividirem pensão após 35 anos</title>
		<link>https://floripa.lgbt/justica/trisal-em-sc-justica-autoriza-mulheres-a-dividirem-pensao-apos-35-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Aug 2025 17:31:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>
		<category><![CDATA[Supremo Tribunal Federal (STF)]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=14735</guid>

					<description><![CDATA[Justiça reconheceu o direito de duas mulheres que viviam em trisal em cidade de SC a dividirem a pensão após morte do companheiro delas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="divCompartilharRedesSociais" class="BotoesAzul">
<p>A formação de um trisal voltou à pauta judicial brasileira. Isso porque a Justiça Federal reconheceu o direito de duas mulheres – que viveram por mais de 35 anos com o mesmo homem, na mesma casa, formando uma <a href="https://floripa.lgbt/entretenimento/reality-shows/reality-terceira-metade-discute-sobre-trisais-e-estreia-em-julho-pela-globoplay/"><strong>família poliafetiva</strong></a> ou de poliamor – de dividirem a pensão por morte deixada pelo companheiro. A decisão da 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais de Santa Catarina, proferida no dia 18 de agosto, atendeu ao recurso das mulheres, que haviam tido o requerimento negado em primeira instância, em processo contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).</p>
</div>
<div id="divTextoNoticia">
<blockquote><p>“Apesar de o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ter proibido, desde 2018, o registro em cartório de uniões poliafetivas – envolvendo três ou mais pessoas –, a norma não impede que essas relações sejam reconhecidas judicialmente”, afirmou a juíza Gabriela Pietsch Serafin, relatora do recurso.</p></blockquote>
<p>A juíza não desconsiderou que o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu não ser possível o reconhecimento de duas uniões estáveis “paralelas” ou “simultâneas”, entretanto o caso concreto, segundo Gabriela, trata de um único núcleo familiar, portanto, um trisal.</p>
<p>“O núcleo familiar é único e interdependente, constituído de forma diversa do comum, mas pautado na boa-fé”, observou a juíza. “No campo do Direito Previdenciário, a ausência de proteção estatal a esta família implicaria a desconsideração de toda uma realidade experienciada por mais de 35 anos e o aviltamento da dignidade de todas as pessoas envolvidas”, lembrou.</p>
<h3>Quem são as mulheres que viviam em trisal em cidade de SC</h3>
<p>Moradoras de Santa Terezinha do Progresso, município do Extremo Oeste de Santa Catarina com 2,4 mil habitantes, as duas mulheres – atualmente com 60 e 53 anos de idade – viveram juntas com o companheiro de 1988 a 2023, quando ele morreu – com uma delas, a união tinha começado em 1978.</p>
<p>A família do trisal teve oito filhos, quatro de cada mãe, e trabalhava na agricultura. A situação era pública e notória na comunidade local, tendo sido, inclusive, assunto de matéria jornalística.</p>
<p>O voto citou dois casos judiciais precedentes, um de julho deste ano, da Justiça do Estado de São Paulo em Bauru, e outro de agosto de 2023, da Justiça do Estado do Rio Grande do Sul em <strong><a href="https://floripa.lgbt/justica/justica-barra-uniao-estavel-trisal-sc/">Novo Hamburgo</a></strong>. As situações tratavam de questões civis.</p>
<p>A <a href="https://www.trf4.jus.br/" target="_blank" rel="noopener">juíza</a> transcreveu, ainda, um trecho de Anna Kariênina, do escritor russo Leon Tolstoi: “se há tantas cabeças quantas são as maneiras de pensar, há de haver tantos tipos de amor quantos são os corações”. O julgamento do caso que envolveu o trisal de Santa Terezinha do Progresso teve a participação das juízas Erika Giovanini Reupke e Marta Weimer. A sessão foi presidida pelo juiz Henrique Luiz Hartmann.</p>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/08/Mulheres-que-viveram-em-trisal-em-cidade-de-SC-por-35-anos-vao-dividir-pensao-por-morte.jpg" 
            type="image/jpeg" 
            expression="full" 
            width="800" 
            height="445"
        >

            <media:description><![CDATA[Mulheres que viveram em trisal em cidade de SC por 35 anos vão dividir pensão por morte (imagem aérea de Santa Terezinha do Progresso) - Foto: Ascom / PMSTP / Divulgação]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>Defensoria Pública processa supermercados de Florianópolis por discriminação contra LGBTI+</title>
		<link>https://floripa.lgbt/justica/defensoria-publica-processa-supermercados-de-florianopolis-por-discriminacao-contra-lgbti/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2025 18:16:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Violência contra LGBTs]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=14755</guid>

					<description><![CDATA[Ação civil pública movida pela Defensoria Pública pede indenização por dano moral coletivo e adoção de medidas inclusivas após agressão e denúncias]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="388" data-end="833">A Defensoria Pública de Santa Catarina entrou com uma ação civil pública contra uma rede de supermercados de Florianópolis após denúncias de discriminação contra pessoas LGBTQIAPN+, imigrantes, mulheres e pessoas em situação de rua. O processo, protocolado pelo Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudeconci), pede indenização por <a href="https://floripa.lgbt/justica/justica-da-30-dias-para-florianopolis-publicar-plano-de-manejo-da-galheta/"><strong>dano moral coletivo</strong></a> e exige a implementação de políticas para garantir um atendimento livre de preconceito.</p>
<p data-start="835" data-end="1318">O caso que motivou a ação movida pela Defensoria Pública aconteceu em maio deste ano, durante um mutirão da Defensoria. Um consumidor relatou ter sido agredido por um segurança dentro de uma unidade do Centro, mesmo apresentando nota fiscal da compra. O nome da empresa não foi divulgado.</p>
<p data-start="835" data-end="1318">A vítima desmaiou, sofreu fratura de costela e ficou mais de 30 dias afastada do trabalho. Segundo o depoimento, a empresa não ofereceu qualquer assistência. Além da ação coletiva, o homem ingressou com pedido de indenização pessoal por danos morais e materiais.</p>
<h3 data-start="1320" data-end="1359"><strong data-start="1324" data-end="1359">Núcleo da Defensoria Pública encontra mais denúncias de discriminação</strong></h3>
<p data-start="1360" data-end="1688">Além desse caso, o Nudeconci da Defensoria Pública encontrou cinco reclamações na plataforma Reclame Aqui contra a rede. As denúncias apontam agressões e <a href="https://floripa.lgbt/politica/projeto-de-lei-em-sc-preve-multa-de-ate-r-100-mil-para-atos-de-discriminacao/"><strong>abordagens discriminatórias</strong></a> contra pessoas LGBTQIAPN+, imigrantes e em situação de rua. Em um dos relatos, uma consumidora afirmou ter presenciado um segurança agredir um homem em situação de rua.</p>
<p data-start="1690" data-end="1920">Segundo o coordenador do Nudeconci, defensor público Elcio Guerra Júnior, a situação é grave. &#8220;Se confirmadas, as condutas são gravíssimas e podem atingir vários consumidores caso a empresa não seja responsabilizada&#8221;, afirmou.</p>
<h3 data-start="1922" data-end="1956"><strong data-start="1926" data-end="1956">Medidas exigidas pela ação</strong></h3>
<p data-start="1957" data-end="2163">A Defensoria Pública pede que a empresa pague indenização por dano moral coletivo, com valores destinados ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos do Consumidor (FEDDC), além de adotar medidas obrigatórias, como:</p>
<ul data-start="2164" data-end="2347">
<li data-start="2164" data-end="2272">
<p data-start="2166" data-end="2272"><strong data-start="2166" data-end="2191">Capacitação periódica</strong> de funcionários sobre direitos humanos, diversidade e combate à discriminação.</p>
</li>
<li data-start="2273" data-end="2347">
<p data-start="2275" data-end="2347"><strong data-start="2275" data-end="2306">Suporte imediato às vítimas</strong> de violência ou preconceito nas lojas.</p>
</li>
</ul>
<p data-start="2349" data-end="2491">A ação da Defensoria Pública é coletiva, o que permite que outras vítimas de agressão ou discriminação recebam indenização sem precisar abrir <a href="http://www.defensoria.sc.def.br" target="_blank" rel="noopener">processos individuais</a>.</p>
<h4 data-start="2498" data-end="2521"><strong data-start="2503" data-end="2521">Entenda o caso:</strong></h4>
<ul data-start="2522" data-end="3129">
<li data-start="2522" data-end="2731">
<p data-start="2524" data-end="2731"><strong data-start="2524" data-end="2540">Maio de 2025</strong>: Consumidor é agredido por segurança dentro de unidade no Centro de Florianópolis, mesmo apresentando nota fiscal. Ele desmaia, fratura costela e fica mais de 30 dias afastado do trabalho.</p>
</li>
<li data-start="2732" data-end="2838">
<p data-start="2734" data-end="2838"><strong data-start="2734" data-end="2753">Após a denúncia</strong>: A Defensoria solicita informações e imagens à empresa, que não responde no prazo.</p>
</li>
<li data-start="2839" data-end="2948">
<p data-start="2841" data-end="2948"><strong data-start="2841" data-end="2858">Julho de 2025</strong>: Nudeconci ajuíza ação civil pública pedindo indenização coletiva e medidas inclusivas.</p>
</li>
<li data-start="2949" data-end="3129">
<p data-start="2951" data-end="3129"><strong data-start="2951" data-end="2975">Denúncias adicionais</strong>: Reclame Aqui registra cinco casos envolvendo agressões e condutas discriminatórias contra pessoas LGBTQIAPN+, imigrantes e pessoas em situação de rua.</p>
</li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/08/Defensoria-Publica-de-SC-processa-supermercados-de-Florianopolis-por-discriminacao-contra-LGBTI.jpg" 
            type="image/jpeg" 
            expression="full" 
            width="600" 
            height="398"
        >

            <media:description><![CDATA[Defensoria Pública processa supermercados de Florianópolis por discriminação contra LGBTI+ - Foto: Divulgação/Floripa.LGBT]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>Justiça dá 30 dias para Florianópolis publicar Plano de Manejo da Galheta</title>
		<link>https://floripa.lgbt/justica/justica-da-30-dias-para-florianopolis-publicar-plano-de-manejo-da-galheta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2025 19:54:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público de SC]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura de Florianópolis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=14671</guid>

					<description><![CDATA[Ministério Público alerta para risco ambiental e insegurança jurídica por ausência do plano de manejo para a área da Praia da Galheta
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O futuro da Praia da Galheta, área símbolo do naturismo e frequentada historicamente pela comunidade LGBTQIA+ em Florianópolis, voltou ao centro do debate ambiental e jurídico. A Justiça determinou que a Prefeitura da Capital publique, em até 30 dias, a portaria oficial de aprovação do Plano de Manejo do Monumento Natural Municipal da Galheta.</p>
<p>O Plano de Manejo, essencial para a proteção da área, existe desde 2016, mas <a href="https://floripa.lgbt/meio-ambiente/prefeitura-anuncia-entrega-do-plano-de-manejo-da-galheta-mas-adia-evento/"><strong>nunca foi formalizado</strong></a> — o que gera insegurança jurídica e ameaça a preservação do espaço. A decisão judicial suspende qualquer nova concessão ou autorização comercial até que a situação seja regularizada. Em caso de descumprimento dos prazos, a Prefeitura está sujeita a multa diária de R$ 5 mil.</p>
<p>O <strong>Floripa.LGBT</strong> entrou em contato com a Prefeitura de Florianópolis em busca de um posicionamento sobre a notificação do MPSC acerca da cobrança do Plano de Manejo para a Galheta. Por meio da assessoria, a Prefeitura de Florianópolis informou que &#8220;vai se inteirar sobre a decisão do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), bem como avaliar seus efeitos, para que possa tomar as providências cabíveis.&#8221;</p>
<p>A decisão judicial é resultado de uma ação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que reforça: sem o Plano de Manejo oficialmente aprovado, o município não pode conceder licenças para atividades comerciais ou concessões públicas na Galheta. Até a implementação efetiva do documento, a prefeitura também deverá destacar servidores com poder de fiscalização para o local.</p>
<p>Isso pode até mesmo afetar o <strong><a href="https://floripa.lgbt/economia/florianopolis-vagas-quiosques-praias-verao/">comércio de temporada de verão</a></strong> em algumas das praias mais movimentadas em Florianópolis, impedindo, por exemplo, a concessão de alvarás tanto de ambulantes quanto de estabelecimentos fixos entre a região da Praia Mole e a Barra da Lagoa.</p>
<p>A ação foi ajuizada pela 22ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, considerando que a adoção e o cumprimento do plano são fundamentais para garantir a preservação da biodiversidade, o uso sustentável dos recursos naturais e a manutenção da integridade ecológica da área &#8211; assegurando, assim, um ambiente equilibrado e saudável para as futuras gerações.</p>
<figure id="attachment_4387" aria-describedby="caption-attachment-4387" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4387" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2023/11/Ministerio-Publico-de-Santa-Catarina-MPSC-Foto-Divulgacao.jpeg" alt="Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)" width="800" height="428" title="Justiça dá 30 dias para Florianópolis publicar Plano de Manejo da Galheta" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2023/11/Ministerio-Publico-de-Santa-Catarina-MPSC-Foto-Divulgacao.jpeg 638w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2023/11/Ministerio-Publico-de-Santa-Catarina-MPSC-Foto-Divulgacao-150x80.jpeg 150w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-4387" class="wp-caption-text">Decisão judicial que exige publicação do Plano de Manejo da Galheta é fruto de ação foi ajuizada pela 22ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital &#8211; Foto Divulgação/Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p>Com 251 hectares de áreas preservadas entre a Praia Mole e a Barra da Lagoa, a Galheta abriga ecossistemas frágeis, como florestas, dunas, rios e costões. Ou seja, o Monumento Natural Municipal da Galheta equivale a cerca de 360 campos de futebol.</p>
<p>O plano de manejo deveria definir regras claras para o uso sustentável do espaço e ações para sua preservação. Mesmo <a href="https://strapi.redeplanejamento.pmf.sc.gov.br/uploads/PM_MONA_Galheta_14cda18c2d.pdf" target="_blank" rel="noopener">disponibilizado no site da prefeitura</a>, o documento segue sem validade jurídica por falta da publicação da portaria.</p>
<p><strong>O que é o Plano de Manejo?</strong></p>
<p>O plano de manejo é um instrumento técnico fundamental para a gestão de Unidades de Conservação, como o MONA Galheta. Ele define o zoneamento da área, as normas de uso, as ações de manejo dos recursos naturais e as estruturas necessárias para a gestão da unidade. O plano deve ser elaborado com base nos objetivos da unidade de conservação e busca promover a integração da área com a comunidade local.</p>
<h2>Ministério Público pressiona por plano de manejo em outras áreas de Florianópolis</h2>
<p>A ausência do plano preocupa ambientalistas e frequentadores da praia. Sem o zoneamento da área e a definição da chamada Zona de Amortecimento — região no entorno da unidade de conservação onde as atividades humanas são controladas — o local fica vulnerável à degradação ambiental e ao avanço de interesses econômicos.</p>
<figure id="attachment_6769" aria-describedby="caption-attachment-6769" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-6769 size-full" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/05/placas_proibem_nudismo_na_praia_da_galheta.jpg" alt="O impasse na regulamentação do Plano de Manejo tem causado contradições entre os órgãos oficiais, que proíbem práticas consideradas históricas por frequentadores" width="1600" height="900" title="Justiça dá 30 dias para Florianópolis publicar Plano de Manejo da Galheta" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/05/placas_proibem_nudismo_na_praia_da_galheta.jpg 1600w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/05/placas_proibem_nudismo_na_praia_da_galheta-800x450.jpg 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/05/placas_proibem_nudismo_na_praia_da_galheta-1200x675.jpg 1200w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/05/placas_proibem_nudismo_na_praia_da_galheta-768x432.jpg 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/05/placas_proibem_nudismo_na_praia_da_galheta-1536x864.jpg 1536w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/05/placas_proibem_nudismo_na_praia_da_galheta-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><figcaption id="caption-attachment-6769" class="wp-caption-text">O impasse na regulamentação do Plano de Manejo tem causado contradições entre os órgãos oficiais, que proíbem práticas consideradas históricas por frequentadores – Reprodução/Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p>Além da Galheta, outras 10 unidades de conservação municipais em Florianópolis também aguardam a publicação oficial de seus planos de manejo. Segundo o <a href="https://mpsc.mp.br/" target="_blank" rel="noopener">MPSC</a>, desde 2017 o município promete, sem sucesso, regulamentar a gestão desses espaços.</p>
<p>A promotoria já ajuizou cinco ações semelhantes, buscando garantir a preservação de áreas como a Lagoinha do Leste, o Parque da Costeira e o Parque das Dunas do Santinho.</p>
<h2><strong>Praticantes de naturismo e comunidade LGBTQIA+ também pressionam pelo plano de manejo</strong></h2>
<p>Mais do que uma área ambiental estratégica, a Galheta tem relevância social e cultural. Considerada o berço do naturismo no Brasil e tradicional ponto de encontro da comunidade LGBTQIA+, a praia enfrenta ainda disputas políticas e tentativas recentes de limitar o nudismo no local — incluindo projetos de lei que tramitam na Câmara Municipal e mobilizam ativistas e frequentadores.</p>
<p>O impasse na regulamentação do Plano de Manejo agrava essa situação. Sem normas claras para o uso da área, o local segue exposto a interpretações conflitantes da legislação, como mostrou o <strong>Floripa.LGBT</strong> em reportagens recentes sobre o debate em torno do naturismo, os riscos de <a href="https://floripa.lgbt/seguranca/violencia-contra-lgbts/agressoes-e-espancamento-na-praia-da-galheta-reacendem-debate-sobre-nudismo-em-florianopolis/"><strong>violência contra frequentadores</strong></a> (denunciados com exclusividade) e as iniciativas de preservação.</p>
<p>Frequentadores do espaço agrupados na Associação Amigos da Galheta (AGAL) participam há anos da discussão sobre a construção do Plano de Manejo para a Galheta.</p>
<p>A decisão da Justiça pode representar um passo importante para garantir não só a proteção ambiental da Galheta, mas também a segurança e o respeito aos direitos das pessoas que frequentam a praia — especialmente aquelas da comunidade LGBTQIA+, que veem na Galheta um espaço de liberdade e acolhimento há décadas.</p>
<p><strong>Monumento Natural Municipal da Galheta </strong></p>
<p>O Monumento Natural Municipal da Galheta, criado em 1990 e recategorizado em 2016, protege 251 hectares de floresta densa e restinga em Florianópolis. Foi durante este processo que, em 2016, uma nova legislação reclassificou o espaço e o nudismo deixou de ser previsto na legislação, gerando controversas sobre a permissão.</p>
<p>A lei municipal nº 10.100/2016 não prevê o naturismo, mas também não proíbe de forma direta. Sem um regulamento específico, a prática entra em conflito, gerando <strong><a href="https://floripa.lgbt/seguranca/violencia-contra-lgbts/agressoes-e-espancamento-na-praia-da-galheta-reacendem-debate-sobre-nudismo-em-florianopolis/">casos de violência, perseguições e homofobia.</a></strong></p>
<p>Localizado entre a Praia Mole e a Barra da Lagoa, é marcado pela diversidade cultural em meio à rica diversidade natural, formada por rios, cachoeiras, lagoas, lagunas, praias, costões rochosos, dunas, manguezais e exuberantes florestas, que ofertam relevantes serviços ecossistêmicos, como a regulação climática, a proteção dos mananciais de água e dos aquíferos subterrâneos, bem como a contenção de processos erosivos e a minimização de impactos advindos de eventos meteorológicos extremos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/07/Florianopolis-tem-30-dias-para-publicar-Plano-de-Manejo-do-Monumento-Natural-Municipal-da-Galheta-Foto-MPSC-Divulgacao-Floripa.LGBT_.png" 
            type="image/png" 
            expression="full" 
            width="434" 
            height="248"
        >

            <media:description><![CDATA[Florianópolis tem 30 dias para publicar Plano de Manejo do Monumento Natural Municipal da Galheta - Foto: MPSC / Divulgação / Floripa.LGBT]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>&#8220;Ele tirou a camisinha sem avisar&#8221;: o que é stealthing e por que é violência</title>
		<link>https://floripa.lgbt/justica/o-que-e-stealthing-e-por-que-e-violencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Guerrazzi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 13:24:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=14590</guid>

					<description><![CDATA[Prática em discussões, o stealthing tem relação com retirar o preservativo sem o consentimento do outro, um ato de violência durante atos sexuais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O termo é inglês, mas serve para todo lugar. A palavra “stealthing” vem de stealth que pode ser traduzido como uma ação sorrateira, furtiva ou escondida. A discussão do termo tem ganhado visibilidade, uma vez que é usado para se referir a pessoa que, durante um ato sexual, retira o preservativo <strong><a href="https://floripa.lgbt/seguranca/violencia-contra-lgbts/sc-esta-entre-os-10-estados-com-mais-crimes-de-estupro-com-vitimas-lgbts/">sem o consentimento do outro</a>,</strong> forçando uma relação desprotegida e não estabelecida antes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma pesquisa divulgada pelo portal da Agência Brasil informa que foram ouvidas quase 3 mil vítimas de stealthing em todo o Brasil, entre elas 2.275 mulheres e 601 homens. A maioria das pessoas que responderam afirmam ter receio de falar sobre a violência, sendo muitas vezes desencorajadas a fazer denúncias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda nos resultados, apesar da variedade de gênero entre as vítimas, <strong><a href="https://floripa.lgbt/seguranca/bares-e-restaurantes-de-floripa-devem-garantir-seguranca-de-mulheres/">todas foram violentadas por homens</a></strong>, muitas vezes alguém com quem a vítima tinha uma relação estável. Em 10% dos casos, o agressor foi o próprio marido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em entrevista à Agência Brasil, o pesquisador Wendell Ferrari, do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), acredita que é preciso ampliar o debate a respeito do consentimento.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;O estupro, por exemplo, é um caso mais emblemático de violência sexual, e, mesmo assim, a gente percebe que existem visões muito estereotipadas sobre o que é violência. As pessoas sempre pensam em um agressor estranho, que usou a força física, ou até uma arma pra agredir a vítima. Mas e a relação consensual que virou não consentida? Porque as vítimas dizem: &#8216;Eu consenti com o sexo, mas eu não consenti com a retirada do preservativo'&#8221;</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil o stealthing não tem uma lei ou artigo que criminalize categoricamente a prática do ato, porém, se enquadra como ilegal diante ao artigo 215 do <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm" target="_blank" rel="noopener">Código Penal Brasileiro</a>. </span><span style="font-weight: 400;">Dos crimes contra a liberdade sexual cita apenas que “ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima”. A pena é de 2 a 6 anos.</span></p>
<figure id="attachment_14593" aria-describedby="caption-attachment-14593" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-14593" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/07/Stealthing_Estupro_Violencia_Denuncia_Aborto_Brasil-800x533.png" alt="No Brasil o stealthing não tem uma lei ou artigo que criminalize categoricamente a prática do ato - Foto: Divulgação/Floripa.LGBT" width="800" height="533" title="&quot;Ele tirou a camisinha sem avisar&quot;: o que é stealthing e por que é violência" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/07/Stealthing_Estupro_Violencia_Denuncia_Aborto_Brasil-800x533.png 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/07/Stealthing_Estupro_Violencia_Denuncia_Aborto_Brasil-768x512.png 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/07/Stealthing_Estupro_Violencia_Denuncia_Aborto_Brasil-150x100.png 150w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/07/Stealthing_Estupro_Violencia_Denuncia_Aborto_Brasil.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-14593" class="wp-caption-text">No Brasil o stealthing não tem uma lei ou artigo que criminalize categoricamente a prática do ato &#8211; Foto: Divulgação / Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A falta de leis e o desincentivo a denúncias explicam porque quase 70% das vítimas nunca contou sobre o ocorrido para alguém. De acordo com a pesquisa, as poucas que decidiram denunciar contam que foram desencorajadas em delegacias e unidades de saúde e questionadas sobre a veracidade do relato. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há também relatos de vítimas questionadas sobre o abuso de álcool e uma suposta promiscuidade sexual, especialmente no caso dos homens gays. O silêncio ou o descrédito, de acordo com Ferrari, acabam agravando o sofrimento emocional.</span></p>
<h2>O stealthing e a violência escondida</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo, por ser de certa forma algo novo, não possui lei direta ou políticas públicas que tratem do crime. Em contrapartida, durante março deste ano, o Tribunal de Justiça do estado de São Paulo determinou que o Centro de Referência da Saúde da Mulher está livre para realizar <a href="https://catarinas.info/guia-do-aborto-legal-explica-os-direitos-de-vitimas-de-violencia-sexual/" target="_blank" rel="noopener">aborto legal</a> em casos de gravidez decorrente de stealthing.</span></p>
<figure id="attachment_14592" aria-describedby="caption-attachment-14592" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-14592" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/07/Stealthing_Estupro_Violencia_Denuncia_Aborto_Leis_Brasil-1-800x533.png" alt="Apesar de considerado uma forma de violência sexual, muitas pessoas tem dificuldade de falar sobre o stealthing - Foto: Divulgação/Floripa.LGBT" width="800" height="533" title="&quot;Ele tirou a camisinha sem avisar&quot;: o que é stealthing e por que é violência" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/07/Stealthing_Estupro_Violencia_Denuncia_Aborto_Leis_Brasil-1-800x533.png 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/07/Stealthing_Estupro_Violencia_Denuncia_Aborto_Leis_Brasil-1-768x512.png 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/07/Stealthing_Estupro_Violencia_Denuncia_Aborto_Leis_Brasil-1-150x100.png 150w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/07/Stealthing_Estupro_Violencia_Denuncia_Aborto_Leis_Brasil-1.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-14592" class="wp-caption-text">Apesar de considerado uma forma de violência sexual, muitas pessoas tem dificuldade de falar sobre o stealthing &#8211; Foto: Divulgação/Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente no Brasil, o aborto é considerado legal apenas em três casos específicos: anencefalia, gravidez resultante de estupros e gravidez com risco para a vida da mãe. Dentro do Código Penal, stealthing não está enquadrado diretamente como prática de estupro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A juíza Luiza Barros Rozas Verotti, da 13ª vara de Fazenda Pública de SP, previu a legalidade do aborto a partir de analogia, que consiste em aplicar uma lei existente em caso semelhante que possa se enquadrar a algo ainda não previsto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os resultados alcançados pela pesquisa da Fiocruz, Wendell Ferrari ressalta que dentre as entrevistadas, nove mulheres engravidaram após a violência, com cinco recorrendo a um aborto ilegal mesmo depois da interrupção da gravidez a partir de violência sexual ser permitida no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ferrari também identificou impactos na saúde física dos entrevistados: quase 20% relataram ter contraído alguma infecção sexualmente transmissível após o episódio, incluindo casos de HIV/aids.</span></p>
<p><em>* Sob supervisão de Danilo Duarte e com informações da Agência Brasil</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/07/Stealthing_Estupro_Violencia_Denuncia_Aborto_leis_Brasil.png" 
            type="image/png" 
            expression="full" 
            width="1200" 
            height="800"
        >

            <media:description><![CDATA[No Brasil, a prática de stealthing ainda está em discussão, mas não deixa de ser um ato de violência - Foto: Divulgação/Floripa.LGBT]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>Demolição de 7 bares na Praia Mole é suspensa por decisão liminar</title>
		<link>https://floripa.lgbt/justica/demolicao-de-7-bares-na-praia-mole-suspensa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Jun 2025 16:24:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura de Florianópolis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=14517</guid>

					<description><![CDATA[Decisão do TRF-4 que suspendeu a demolição considera risco de colapso social e econômico; sentença anterior previa retirada das construções]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) suspendeu os efeitos de uma sentença que determinava a <a href="https://floripa.lgbt/justica/bares-na-praia-mole-destruidos-justica/"><strong>demolição imediata de sete estabelecimentos localizados na Praia Mole</strong></a>, em Florianópolis. A decisão liminar foi proferida na noite desta quarta-feira (26), atendendo a um pedido feito pela Prefeitura da capital catarinense.</p>
<p>Entre os locais atingidos pela sentença estão o Bar do Deca, Cabanas da Mole, Cachorrão, Canto Sul Bar e outros empreendimentos históricos da orla da Praia Mole.</p>
<p>A sentença suspensa havia sido proferida em uma ação civil pública movida pela União, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), e pelo Ministério Público Federal (MPF).</p>
<p>O processo responsabilizava os proprietários dos <a href="https://floripa.lgbt/guia-empreendimentos-lgbt/"><strong>bares e restaurantes</strong></a> por construções em área de preservação permanente e terrenos da União, e determinava a demolição completa das estruturas e a retirada dos entulhos no prazo de 30 dias, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. Também previa indenizações por danos ambientais de até R$ 100 mil por empreendimento.</p>
<h3>Demolição de bares na Praia Mole poderia causar problemas econômicos, diz desembargador</h3>
<p>Na decisão que suspende os efeitos da sentença, o desembargador João Batista Pinto Silveira considerou que o cumprimento imediato da demolição causaria “grave lesão à ordem e à economia públicas”, resultando no fechamento abrupto de comércios, desemprego em massa e impacto direto na atividade turística.</p>
<p>Segundo o magistrado, a medida poderia provocar “desestruturação econômica e social” em uma das áreas mais visitadas da capital.</p>
<p>A Prefeitura de Florianópolis, autora do pedido de suspensão, argumentou que a execução da sentença comprometeria a imagem da cidade, causaria queda na arrecadação e transferiria aos cofres públicos o custo das demolições, caso os réus não tivessem condições de cumprir a ordem judicial.</p>
<p>A administração municipal também alegou que o processo ainda comporta possibilidade de negociação, o que foi reforçado pela decisão judicial.</p>
<figure id="attachment_2237" aria-describedby="caption-attachment-2237" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2237" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2023/08/bar-do-deca-praia-mole-floripa.jpg" alt="Demolição de 7 bares na Praia Mole é suspensa por decisão liminar" width="640" height="479" title="Demolição de 7 bares na Praia Mole é suspensa por decisão liminar" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2023/08/bar-do-deca-praia-mole-floripa.jpg 640w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2023/08/bar-do-deca-praia-mole-floripa-150x112.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption id="caption-attachment-2237" class="wp-caption-text">Bar do Deca, na Praia Mole, em Florianópolis, é um dos mais famosos entre a comunidade LGBT &#8211; Foto: Divulgação / Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p>O TRF-4 destacou ainda que o próprio laudo pericial do caso aponta incertezas técnicas sobre a delimitação da área de preservação, o que reforça a necessidade de prudência antes da adoção de medidas irreversíveis, como a remoção total das construções.</p>
<p>Para o desembargador, aguardar o julgamento definitivo das apelações “não comprometerá irrecuperavelmente o meio ambiente”, mas pode evitar um colapso econômico local.</p>
<p>Com a decisão, fica suspensa, por tempo indeterminado, a obrigação de demolição e pagamento imediato das multas. A medida vale até o trânsito em julgado da ação — ou seja, até que o processo tenha uma decisão final em todas as instâncias. O caso segue em tramitação na <a href="https://www.trf4.jus.br/trf4/" target="_blank" rel="noopener">Justiça Federal de Santa Catarina</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Demolicao-de-bares-na-Praia-Mole_-foi-suspensa-por-decisao-liminar-e1751056089816.jpg" 
            type="image/jpeg" 
            expression="full" 
            width="1000" 
            height="587"
        >

            <media:description><![CDATA[Demolição de bares na Praia Mole, foi suspensa por decisão liminar - Foto: Reprodução / Instagram / barracodamole]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>TJSC suspende lei em Chapecó que proibia participação de crianças em paradas LGBT+</title>
		<link>https://floripa.lgbt/justica/tjsc-suspende-lei-em-chapeco-que-proibia-participacao-de-criancas-em-paradas-lgbt/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Guerrazzi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2025 13:25:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Paradas LGBTI+]]></category>
		<category><![CDATA[Chapecó]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>
		<category><![CDATA[Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC)]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=14520</guid>

					<description><![CDATA[Decisão aprovada no Tribunal de Justiça suspendeu lei que proibia a participação de crianças em paradas LGBT na principal cidade do Oeste de Santa Catarina]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Prestes a tomar as ruas de Chapecó, a Parada LGBTI+ da cidade ganhou uma nova vitória judicial. Isso porque o </span><span style="font-weight: 400;">Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) concedeu, neste último dia 24 uma decisão liminar que suspende os efeitos da Lei Municipal n.º 8.090/2024 da cidade de Chapecó. A lei proibia a participação de crianças em <strong><a href="https://floripa.lgbt/agenda-de-eventos/paradas-lgbti/calendario-2025-paradas-lgbt/">paradas LGBT+</a></strong> e eventos similares. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A suspensão foi tomada a partir de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pelo Diretório Estadual do PSOL de Santa Catarina. De acordo com o partido, a lei afronta a Constituição Federal e a tratados voltados para direitos humanos, apresentando inconstitucionalidade tanto formais quanto materiais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A lei aprovada em junho de 2024 assimilava &#8220;paradas gays e eventos similares&#8221; a “todos aqueles movimentos realizados pela comunidade”, prevendo multa de até R$1.000 para empresas organizadoras dos eventos</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a Parada LGBT+ de Chapecó marcada para o próximo domingo (29), a decisão foi protocolada com urgência, suspensa pelo menos até o fim do mês. No ano de 2024, o evento também aconteceu sem limitações, devido a um habeas corpus para liberação do evento, incluindo a presença de crianças em paradas LGBT+. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A desembargadora responsável pelo caso, Denise Volpato, alegou que o mantimento da lei poderia gerar restrições indevidas a direitos fundamentais. A suspensão foi aprovada devido a falta de tempo para levar o caso ao plenário do Órgão Especial do TJSC.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A norma municipal configura medida discriminatória em clara violação dos princípios da igualdade e dignidade da pessoa humana revelando nítido caráter estigmatizante contra a população LGBTQIAPN+”, afirma a relatora.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com sua fala, a lei apresenta censura prévia contra uma parcela da população, destacando como a proibição contraria o Artigo 5º da Constituição federal, responsável por garantir igualdade a todos perante a lei, “sem distinção de qualquer natureza”, informa o texto.</span></p>
<h2>Proibição de crianças em paradas LGBT+ avança em assembleia</h2>
<p>A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou, em maio, um projeto lei (PL) que busca multar  <strong><a href="https://floripa.lgbt/politica/deputada-conservadora-de-sc-quer-proibir-criancas-em-paradas-lgbt/">impedir a presença de crianças em paradas LGBT+</a> </strong>em Santa Catarina.</p>
<figure id="attachment_13839" aria-describedby="caption-attachment-13839" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-13839" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Alesc_Criancas-em-parada-LGBT_Justica_CCJ_Direitos-800x533.png" alt="CCJ do dia 20 de maio aprova PL que tenta impedir e multar a presença de crianças em paradas LGBT+ – Foto: Daniel Conzi/Agência AL/Divulgação/Floripa.LGBT" width="800" height="533" title="TJSC suspende lei em Chapecó que proibia participação de crianças em paradas LGBT+" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Alesc_Criancas-em-parada-LGBT_Justica_CCJ_Direitos-800x533.png 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Alesc_Criancas-em-parada-LGBT_Justica_CCJ_Direitos-768x512.png 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Alesc_Criancas-em-parada-LGBT_Justica_CCJ_Direitos-150x100.png 150w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Alesc_Criancas-em-parada-LGBT_Justica_CCJ_Direitos.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-13839" class="wp-caption-text">CCJ do dia 20 de maio aprova PL que tenta impedir e multar a presença de crianças em paradas LGBT+ – Foto: Daniel Conzi/Agência AL/Divulgação/Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p>O <a href="https://portalelegis.alesc.sc.gov.br/proposicoes/zlRbd/documentos" target="_blank" rel="noopener">PL 0103/2024</a>, protocolado em março de 2024, estava parado desde março deste ano, e depois de pouco mais de um ano, foi aprovado na primeira comissão. Com 6 votos a favor da aprovação, o deputado Fabiano Luz (PT) foi o único contra a tramitação do projeto.</p>
<p>A aprovação do projeto de lei que proíbe a presença de <span style="font-weight: 400;">crianças em paradas LGBT+ </span>foi a primeira parte do processo de tramitação. Após ser aprovado na CCJ, o projeto ainda precisa ser analisado em outras comissões antes de virar lei.</p>
<h2>PL que proíbe crianças na Parada LGBTI+ de Florianópolis avança na Câmara</h2>
<p>A Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Florianópolis também discutiu o assunto e aprovou no dia 14 de maio um projeto de lei (PL) que visa proibir crianças na <a href="https://floripa.lgbt/agenda-de-eventos/paradas-lgbti/quando-sera-a-parada-lgbt-de-florianopolis-2025-data/"><strong>Parada LGBTI+ de Florianópolis</strong></a>. Durante a reunião da CCJ, três vereadores votaram pela aprovação da proposta na comissão, enquanto dois votos contrários foram apresentados.</p>
<figure id="attachment_13802" aria-describedby="caption-attachment-13802" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-13802" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Projeto-que-proibe-criancas-na-Parada-LGBTI-de-Florianopolis-avanca-na-CCJ--800x533.jpg" alt="Projeto que proíbe crianças na Parada LGBTI+ de Florianópolis avança na Câmara Municipal" width="800" height="533" title="TJSC suspende lei em Chapecó que proibia participação de crianças em paradas LGBT+" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Projeto-que-proibe-criancas-na-Parada-LGBTI-de-Florianopolis-avanca-na-CCJ--800x533.jpg 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Projeto-que-proibe-criancas-na-Parada-LGBTI-de-Florianopolis-avanca-na-CCJ--1200x800.jpg 1200w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Projeto-que-proibe-criancas-na-Parada-LGBTI-de-Florianopolis-avanca-na-CCJ--768x512.jpg 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Projeto-que-proibe-criancas-na-Parada-LGBTI-de-Florianopolis-avanca-na-CCJ--1536x1024.jpg 1536w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Projeto-que-proibe-criancas-na-Parada-LGBTI-de-Florianopolis-avanca-na-CCJ--150x100.jpg 150w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Projeto-que-proibe-criancas-na-Parada-LGBTI-de-Florianopolis-avanca-na-CCJ-.jpg 2047w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-13802" class="wp-caption-text">Carla Ayres (PT) apresentou voto contrário ao projeto – Foto: CMF/Reprodução/Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p>O <a href="https://www.cmf.sc.gov.br/proposicoes/Projetos-de-Leis-ordinarias/0/1/305/103188" target="_blank" rel="noopener">PL 19491/2025</a>, apresentado pelo vereador Pastor Giliard Torquato (PL), estabelece que crianças e adolescentes são proibidos de participar em desfiles e manifestações da Parada LGBTI+ de Florianópolis, exceto em casos de autorização judicial.</p>
<p>Para quem descumprir a norma sobre a presença de <span style="font-weight: 400;">crianças em paradas LGBT+</span>, a proposta prevê multa de R$ 10 mil aos pais ou responsáveis pela “exposição indevida de menores em ambiente considerado inapropriado”.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Criancas_Paradas-LGBT_Chapeco_Lei_Santa-Catarina.png" 
            type="image/png" 
            expression="full" 
            width="1200" 
            height="800"
        >

            <media:description><![CDATA[Lei que proibia a participação de crianças em paradas LGBT+ em Chapecó foi suspensa - Foto: Briann Ziarescki/UNA LGBT/Reprodução/Floripa.LGBT]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>Crime premeditado? Vereador é preso por assassinato do ex-noivo em MG</title>
		<link>https://floripa.lgbt/seguranca/violencia-contra-lgbts/vereador-e-preso-apos-crime-premeditado-contra-o-ex-noivo-em-mg/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Guerrazzi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 00:10:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Violência contra LGBTs]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=14194</guid>

					<description><![CDATA[Lucas Coelho, vereador de cidade em Minas Gerais, foi preso por crime premeditado contra o antigo parceiro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A suspeita de crime premeditado fez com que o vereador da cidade de Araújos, Lucas Coelho (PSD), fosse preso. Ele é suspeito do assassinato do </span><span style="font-weight: 400;">professor Jhonathan Silva Simões, de 31 anos, na cidade de Formiga (MG).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jhonathan foi assassinado no dia 29 de maio na porta de sua casa. Principal suspeito, Lucas Coelho foi  (PSD) de 33 anos, foi indiciado por homicídio qualificado e crime premeditado. As informações são do <a href="https://g1.globo.com/mg/centro-oeste/" target="_blank" rel="noopener">portal</a> g1.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O suspeito segue preso desde o dia 5 de junho, data em que se entregou à polícia junto com seu advogado. Acusado por crime premeditado, o autor ficou cerca de 45 minutos parado em um carro preto sem placa, estacionado na rua onde morava a vítima. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a família da <strong><a href="https://floripa.lgbt/seguranca/violencia-contra-lgbts/vitimas-de-lgbtfobia-ata-notarial-denunciar-ataques-virtuais/">vítima</a>,</strong> imagens de câmera na rua mostram um homem encapuzado, esperando por um tempo dentro do carro alugado. Jonathan foi assassinado com seis tiros nas costas quando voltava do seu trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O carro alugado no mesmo dia do crime, na cidade de Bom Despacho, foi devolvido ao proprietário um dia antes de Lucas se apresentar à polícia. O carro foi entregue pelo advogado do vereador.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A convicção da Polícia Civil hoje é que o ocorrido é um crime de homicídio doloso qualificado, qualificado pelo motivo torpe, qualificado pela dificuldade da defesa da vítima, já que o investigado procedeu através de tocaia”, afirmou o delegado Ricardo Augusto de Bessas, ao portal de notícias.</span></p></blockquote>
<h2>Relação não ia bem antes do crime premeditado</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O crime premeditado foi confirmado também após análises de mensagens e dados extraídos de aplicativos, reforçando o teor de um crime planejado pelo vereador. Bessas afirma que a relação entre os dois não era muito boa, o que se agravou depois de Lucas descobrir ter contraído <strong><a href="https://floripa.lgbt/saude/comprimido-unico-hiv-pessoas-40-anos/">HIV</a>.</strong></span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A vítima se sentiu prejudicada, porque o investigado era soropositivo e não havia informado essa circunstância para a vítima quando iniciaram o relacionamento”, revelou o delegado.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O inquérito foi concluído pela Polícia Civil, encaminhando ao Ministério Público, que deve apresentar denúncia. O cargo político e salário do suspeito foram suspensos um dia após o parlamentar se entregar.</span></p>
<p><em>* Sob supervisão de Danilo Duarte</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Vereador_Minas-Gerais_Crime-premeditado_Assassinato_HIV.png" 
            type="image/png" 
            expression="full" 
            width="1200" 
            height="672"
        >

            <media:description><![CDATA[Professor Jhonathan Silva Simões (à esquerda) foi assassinado em Formiga; suspeito do crime é o vereador de Araújos, Lucas Coelho (à direita), que se apresentou à delegacia e foi preso por crime premeditado — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Divulgação/Floripa.LGBT]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>Nikolas Ferreira volta a ser condenado a pagar indenização para Duda Salabert</title>
		<link>https://floripa.lgbt/justica/nikolas-ferreira-condenado-indenizacao-duda-salabert/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Guerrazzi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jun 2025 11:06:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Duda Salabert]]></category>
		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Superior Tribunal de Justiça (STJ)]]></category>
		<category><![CDATA[Supremo Tribunal Federal (STF)]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=14174</guid>

					<description><![CDATA[Nesta última terça-feira (10) o deputado Nikolas Ferreira foi condenado em processo contra Duda Salabert e deverá pagar R$ 30 mil]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi <a href="https://floripa.lgbt/politica/nikolas-ferreira-e-condenado-a-pagar-r-30-mil-a-deputada-por-transfobia/"><strong>condenado nesta terça-feira</strong></a> (10) a pagar um valor total equivalente a R$ 30 mil para a deputada Duda Salabert (PDT-MG). Depois de últimos recursos negados, o STJ (Supremo Tribunal de Justiça) intimou o parlamentar com condenação por transfobia e danos morais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O valor foi acordado 5 anos após primeira denúncia da então deputada, que na época compartilhava o cargo de vereadora de Belo Horizonte com Nikolas. Em entrevista durante período eleitoral, o atual deputado se referiu à Duda com pronomes masculinos, afirmando que a vereadora é um “homem”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A afirmação veio durante entrevista, em que o mesmo questionou a certidão de nascimento da parlamentar. “Eu ainda irei chamá-la de ‘ele’. Ele é homem. É isso o que está na certidão dele, independentemente do que ele acha que é”, disse Nikolas ainda em 2020.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fala de Nikolas enquanto vereador foi levada à denúncia pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que equiparou <a href="https://floripa.lgbt/seguranca/violencia-contra-lgbts/vitimas-de-lgbtfobia-ata-notarial-denunciar-ataques-virtuais/"><strong>ofensas contra a população LGBT+</strong></a> aos crimes de racismo.</span></p>
<figure id="attachment_14175" aria-describedby="caption-attachment-14175" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14175 size-full" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Duda-Salabert_Direitos_Transfobia_STF_STJ_Justica.png" alt="Duda Salabert ganha processo após quase 5 anos desde primeira denúncia - Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação/Floripa.LGBT" width="1200" height="800" title="Nikolas Ferreira volta a ser condenado a pagar indenização para Duda Salabert" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Duda-Salabert_Direitos_Transfobia_STF_STJ_Justica.png 1200w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Duda-Salabert_Direitos_Transfobia_STF_STJ_Justica-800x533.png 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Duda-Salabert_Direitos_Transfobia_STF_STJ_Justica-768x512.png 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Duda-Salabert_Direitos_Transfobia_STF_STJ_Justica-150x100.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption id="caption-attachment-14175" class="wp-caption-text">Duda Salabert ganha processo após quase 5 anos desde primeira denúncia &#8211; Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação/Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos recursos aberto pelo deputado diminuiu o valor a ser pago de R$80 mil para o valor atual de R$30 mil, solicitado por Duda. A ministra Maria Isabel Gallotti, relatora responsável pelo processo no STJ, ressalta a importância da decisão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Não se pode admitir que pensamentos manifestados de forma abusiva exponham indevidamente a intimidade ou acarretem danos à honra e à imagem das pessoas”, afirma.</span></p>
<h3>Deputada Duda Salabert se manifesta em Instagram após não receber valor</h3>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DKw2oycxsdX/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
<div style="padding: 16px;">
<p>&nbsp;</p>
<div style="display: flex; flex-direction: row; align-items: center;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div>
<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div>
</div>
</div>
<div style="padding: 19% 0;"></div>
<div style="display: block; height: 50px; margin: 0 auto 12px; width: 50px;"></div>
<div style="padding-top: 8px;">
<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
</div>
<div style="padding: 12.5% 0;"></div>
<div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;">
<div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div>
</div>
<div style="margin-left: 8px;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div>
<div style="width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg);"></div>
</div>
<div style="margin-left: auto;">
<div style="width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);"></div>
<div style="width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);"></div>
</div>
</div>
<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;">
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div>
<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;"></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DKw2oycxsdX/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Uma publicação compartilhada por Duda Salabert (@duda_salabert)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<h2><strong>Condenado, Nikolas Ferreira diz que usa apenas a “liberdade de expressão”</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O deputado do PL, durante os últimos anos desde a primeira denúncia, afirma que suas falas não ultrapassam os limites da liberdade de expressão. Desde 2021, os recursos recorridos por Nikolas Ferreira afirmavam a liberdade de suas falas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os recursos de Nikolas foram negados, e a última condenação contabilizou a quarta derrota do deputado durante o processo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Duda Salabert, a decisão da Justiça representa, de fato, justiça. Em sua fala, ressalta que a vitória é “uma <a href="https://floripa.lgbt/direitos/deputada-cria-projeto-para-facilitar-alistamento-militar-de-homens-trans/"><strong>conquista importante</strong></a> para todas as pessoas trans que enfrentam a transfobia de forma contínua”.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Apesar das condenações anteriores, o agora deputado segue sem cumprir a determinação de pagamento da indenização, que tem um papel essencialmente pedagógico. Espero que, desta vez, a Justiça garanta a efetividade da decisão, inclusive com o depósito da quantia devida”, completou a deputada.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o portal de notícias O Tempo, Nikolas, depois de procurado, ironizou a decisão do STJ. “Essa é a nova realidade do Brasil. Não estão preocupados com quem desvia dinheiro dos aposentados, como no roubo do INSS. Estão preocupados com a maneira que eu expresso a minha opinião sobre meus valores e convicções. Reafirmo que sigo firme na defesa das minhas bandeiras e dos meus eleitores”, concluiu o deputado.</span></p>
<figure id="attachment_14176" aria-describedby="caption-attachment-14176" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-14176" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Nikolas-Ferreira_Direitos_Transfobia_STF_STJ_Justica-800x533.png" alt="Nikolas Ferreira já foi condenado outras vezes por transfobia - Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados/Divulgação/Floripa.LGBT" width="800" height="533" title="Nikolas Ferreira volta a ser condenado a pagar indenização para Duda Salabert" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Nikolas-Ferreira_Direitos_Transfobia_STF_STJ_Justica-800x533.png 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Nikolas-Ferreira_Direitos_Transfobia_STF_STJ_Justica-768x512.png 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Nikolas-Ferreira_Direitos_Transfobia_STF_STJ_Justica-150x100.png 150w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Nikolas-Ferreira_Direitos_Transfobia_STF_STJ_Justica.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-14176" class="wp-caption-text">Nikolas Ferreira já foi condenado outras vezes por transfobia &#8211; Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados/Divulgação/Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No último dia Dia Internacional das Mulheres, Nikolas Ferreira também <a href="https://floripa.lgbt/justica/nikolas-ferreira-transfobia/"><strong>cometeu atos transfóbicos</strong></a><strong>.</strong> Durante discurso, colocou peruca, se chamou de “deputada Nicole” e afirmou lugar de falar, ironizando que se sentia como uma mulher. </span><span style="font-weight: 400;">O caso foi denunciado para o Conselho de Ética, mas o processo foi arquivado não muito depois.</span></p>
<p><em>* Sob supervisão de Danilo Duarte</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Nikolas-Ferreira_Direitos_Transfobia_STF_STJ_Condenacao.png" 
            type="image/png" 
            expression="full" 
            width="1200" 
            height="800"
        >

            <media:description><![CDATA[Valor da condenação chega à R$30 mil desde 2024 - Foto: Agência Brasil/Pablo Valadares/Câmara dos Deputados/Divulgação/Floripa.LGBT]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>Vítimas de LGBTfobia podem usar ata notarial para denunciar ataques virtuais</title>
		<link>https://floripa.lgbt/seguranca/violencia-contra-lgbts/vitimas-de-lgbtfobia-ata-notarial-denunciar-ataques-virtuais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vitor Both]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 10:56:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Violência contra LGBTs]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Supremo Tribunal Federal (STF)]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=13881</guid>

					<description><![CDATA[A ata notarial é um instrumento jurídico feito em cartório e pode ser usada para registrar ataques LGBTfóbicos pela internet]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os casos de <strong><a href="https://floripa.lgbt/seguranca/homofobia/homem-denuncia-homofobia-eleicao-conselho-tutelar-sc/">LGBTfobia pela internet</a></strong> têm sido cada vez mais frequentes, principalmente pelas redes sociais. Entretanto, as ofensas pela internet também são consideradas crime e os autores podem ser responsabilizados. Diante de um ataque virtual, a ata notarial, um documento feito em cartório, tem sido importante para denunciar casos de LGBTfobia.</p>
<p>Para identificar e provar quem praticou a violência, capturas e gravações de tela podem ajudar na denúncia. Entretanto, para que sejam aceitos, precisam ser registrados em uma ata notarial, um documento formal elaborado em cartório e com validade jurídica.</p>
<p>Caso uma pessoa faça um ataque LGBTfóbico em uma rede social e depois apague o post, uma simples captura de tela pode ser questionada na justiça e não ter validade. Agora, se for formalizada em uma ata notarial, o fato narrado passa a ter fé pública.</p>
<p>No caso de uma agressão física existe a possibilidade de a vítima fazer uma Escritura Pública Declaratória, com base no relato da agressão. O documento tem menos força, pois, se trata de declaração, mas pode contribuir para reforçar outras evidências em um processo judicial.</p>
<p>Conversas por mensagem de texto (SMS), aplicativos de mensagem e áudios também podem ser registrados por meio da ata notarial. Entretanto, o custo do serviço varia e em Santa Catarina chega a custar R$ 248 pela primeira folha e R$ 6,62 por cada folha adicional.</p>
<h2>Como solicitar uma ata notarial em casos de LGBTfobia pela internet</h2>
<p>Para obter uma ata notarial, a vítima pode comparecer a um cartório de notas da sua cidade e solicitar o serviço, indicando o motivo e apresentando os documentos que serão registrados. O tabelião registra os fatos narrados e, ao final, emite o documento. O serviço também pode ser feito através da <a href="https://www.e-notariado.org.br/customer" target="_blank" rel="noopener">plataforma e-notariado</a>.</p>
<h2>Crimes de LGBTfobia são tratados como racismo</h2>
<p>Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) <strong><a href="https://floripa.lgbt/justica/ha-5-anos-stf-aprovou-a-criminalizacao-da-lgbtfobia-descubra-o-que-mudou/">decidiu que o crime de homofobia e transfobia sejam equiparados ao crime de racismo</a></strong>, já que não existe uma legislação específica aprovada pelo Congresso Nacional.</p>
<p>Além da homofobia e do racismo, o acordo de não persecução penal também não pode ser feito nos crimes de violência doméstica, pois são práticas com alto grau de reprovação. A pena para os crimes de homofobia, LGBTfobia e racismo pelas redes sociais é de reclusão de dois a cinco anos e multa.</p>
<figure id="attachment_7467" aria-describedby="caption-attachment-7467" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-7467" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/06/A-LGBTfobia-foi-criminalizada-pelo-STF-em-2019-o-Manual-de-Direitos-LGBTI-explica-como-funciona-a-lei-e-mais.jpg" alt="A LGBTfobia foi criminalizada pelo STF em 2019, o Manual de Direitos LGBTI+ explica como funciona a lei e mais - Foto: Foto: Nelso Júnior/STF/Divulgação" width="900" height="600" title="Vítimas de LGBTfobia podem usar ata notarial para denunciar ataques virtuais" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/06/A-LGBTfobia-foi-criminalizada-pelo-STF-em-2019-o-Manual-de-Direitos-LGBTI-explica-como-funciona-a-lei-e-mais.jpg 900w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/06/A-LGBTfobia-foi-criminalizada-pelo-STF-em-2019-o-Manual-de-Direitos-LGBTI-explica-como-funciona-a-lei-e-mais-800x533.jpg 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/06/A-LGBTfobia-foi-criminalizada-pelo-STF-em-2019-o-Manual-de-Direitos-LGBTI-explica-como-funciona-a-lei-e-mais-768x512.jpg 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/06/A-LGBTfobia-foi-criminalizada-pelo-STF-em-2019-o-Manual-de-Direitos-LGBTI-explica-como-funciona-a-lei-e-mais-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /><figcaption id="caption-attachment-7467" class="wp-caption-text">A LGBTfobia foi criminalizada pelo STF em 2019, o Manual de Direitos LGBTI+ explica como funciona a lei e mais &#8211; Foto: Foto: Nelso Júnior/STF/Divulgação</figcaption></figure>
<h2>O que fazer em caso de violência LGBT+</h2>
<p>Encarar um episódio de violência não é fácil, o medo e a vergonha de denunciar podem acabar deixando agressores impunes. Por isso, em caso de violência, é importante procurar a Polícia Civil para fazer a denúncia.</p>
<p>As denúncias de casos de violência podem ser feitas pelo disque denúncia 181, pelo <strong><a href="http://wa.me/+554898844-0011" target="_blank" rel="noopener">WhatsApp da Polícia Civil (48) 98844-0011</a></strong> ou ainda pelo <a href="https://denuncias.pc.sc.gov.br/#/" target="_blank" rel="noopener">site da polícia</a>. Nos casos de ataques virtuais, registrar as ofensas em ata notarial no cartório pode ajudar a provar o crime.</p>
<p>Um manual contra LGBTfobia também explica quais são os meios legais que uma pessoa pode recorrer para de se defender da violência LGBTfóbica. O documento foi elaborado pela <a href="https://antrabrasil.org/" target="_blank" rel="noopener">Antra</a> (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) e pela <a href="https://www.abglt.org/" target="_blank" rel="noopener">ABGLT</a> (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos).</p>
<p>A cartilha esclarece dúvidas sobre como fazer denúncias, acompanhar o processo jurídico e cobrar que casos de crime de homofobia sejam reconhecidos dessa forma. O material é gratuito e pode ser acessado <strong><a href="https://antrabrasil.org/wp-content/uploads/2020/03/cartilha-lgbtifobia.pdf" target="_blank" rel="noopener">neste link</a></strong>.</p>
<p><em>* Sob supervisão de Danilo Duarte</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/LGBTfobia-ata-notarial.jpg" 
            type="image/jpeg" 
            expression="full" 
            width="1200" 
            height="800"
        >

            <media:description><![CDATA[LGBTfobia pela internet é crime e deve ser denunciada – Foto: Reprodução/Paulo Pinto/Fotos Públicas]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>Justiça obriga Prefeitura de Itajaí a pagar R$ 100 mil por censura a projeto LGBT+</title>
		<link>https://floripa.lgbt/justica/justica-obriga-prefeitura-de-itajai-a-pagar-r-100-mil-por-censura-a-projeto-lgbt/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Guerrazzi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 May 2025 13:13:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Violência contra LGBTs]]></category>
		<category><![CDATA[Itajaí]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público de SC]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=13948</guid>

					<description><![CDATA[Após censura em 2021, o Município de Itajaí foi condenado a pagar valor simbólico à ações públicas voltadas à comunidade LGBT+]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A Prefeitura de Itajaí, em Santa Catarina, foi condenada a pagar R$ 100 mil por <a href="https://floripa.lgbt/cidadania/blumenau-lanca-dois-editais-de-cultura-pela-pnab-com-orcamento-de-r-18-milhao/"><strong>danos morais</strong></a> devido à censura ao projeto LGBT+ chamado &#8220;Criança Viada Show&#8221;. Aprovado em edital desde dezembro de 2020, o evento deveria ter acontecido em maio de 2021, porém, um dia antes de ser veiculado, teve sua publicação barrada. A condenação foi publicada nesta quinta-feira (29).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O dinheiro a ser pago será revertido para fundos e entidades em defesa da comunidade. Após liberada condenação,  a prefeitura de Itajaí ainda pode entrar com recursos contra o processo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção responsável pelo projeto ganhou em fevereiro, em âmbito privado, recursos devido a danos morais. Os resultados da condenação chegam quatro anos depois de censura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto ‘Criança Viada Show’ foi um dos vários em Santa Catarina contemplados pela política pública de financiamento cultural <a href="https://floripa.lgbt/cidadania/blumenau-lanca-dois-editais-de-cultura-pela-pnab-com-orcamento-de-r-18-milhao/"><strong>Aldir</strong> <strong>Blanc</strong></a><strong>.</strong> A iniciativa é fruto do projeto “Ações para Reexistir – Pesquisa e Criação Interdisciplinar”, planejado pelo ator, designer e professor Daniel Olivetto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A censura veio um dia antes de sua estreia, no dia 14 de maio de 2021. O projeto foi vetado pelo então prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB), após denúncias de que o podcast fazia apologia à sexualização de crianças e à pedofilia.</span></p>
<figure id="attachment_13955" aria-describedby="caption-attachment-13955" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-13955" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Itajai_Censura_Projeto-LGBT_Prefeitura_Cultura-800x533.png" alt="Prefeitura de Itajaí barrou a veiculação do projeto após aprovação em 2020 – Bruno Golembiewski/ND/Divulgação/Floripa.LGBT" width="800" height="533" title="Justiça obriga Prefeitura de Itajaí a pagar R$ 100 mil por censura a projeto LGBT+" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Itajai_Censura_Projeto-LGBT_Prefeitura_Cultura-800x533.png 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Itajai_Censura_Projeto-LGBT_Prefeitura_Cultura-768x512.png 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Itajai_Censura_Projeto-LGBT_Prefeitura_Cultura-150x100.png 150w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Itajai_Censura_Projeto-LGBT_Prefeitura_Cultura.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-13955" class="wp-caption-text">Prefeitura de Itajaí barrou a veiculação do projeto após aprovação em 2020 – Bruno Golembiewski / ND / Divulgação / Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em nota oficial, o gabinete do então prefeito informou que a decisão foi tomada pois o projeto poderia “confrontar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ‘Criança Viada Show’, que consistia na veiculação de lives e podcasts, apesar do nome, é voltado ao público adulto que vivencia a <a href="https://floripa.lgbt/politica/vereador-cae-martins-convoca-encontro-apos-ataques-a-comunidade-lgbt-em-sao-jose/"><strong>comunidade LGBT</strong></a><strong>+.</strong> </span><span style="font-weight: 400;">A ideia era estreitar laços com outros artistas queer que falam sobre temáticas de gênero e sexualidade, integrando também pesquisa sobre memória e representatividade.</span></p>
<h3>Acompanhe o primeiro episódio do &#8216;Criança Viada Show&#8217;:</h3>
<p><iframe loading="lazy" title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/PP_gvUSaEL0?si=RPaCvunieCWLIBLy" width="800" height="450" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen" data-mce-fragment="1"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<h2>Depois de censura, projeto foi liberado um ano depois em Itajaí</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda no mesmo ano de 2021, todas as denúncias  feitas pelo Conselho Tutelar de Itajaí foram consideradas improcedentes e arquivadas pelo <a href="https://www.mpsc.mp.br/" target="_blank" rel="noopener">Ministério Público de SC</a>. De acordo com nota do MPSC, o projeto não afeta de qualquer forma artigos do ECA. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Cabe aos responsáveis pela exibição verificar a necessidade de realizar a autoclassificação, caso entendam que há conteúdos inapropriados a crianças e adolescentes, atentando para o cumprimento do Guia Prático de Classificação Indicativa do Ministério da Justiça; a censura prévia levada a efeito pelo Município de Itajaí viola abertamente a Constituição Federal”, afirma.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Em junho de 2021, a Defensoria Pública de Santa Catarina ingressou com Ação Civil Pública, possibilitando a realização da live e destituição dos membros da comissão do setor de cultura.</span></p>
<p>Um ano e três meses depois de censurado, o &#8216;Criança Viada Show&#8217; foi liberado para veiculação em agosto de 2022. Para <a href="https://www.danielolivetto.com" target="_blank" rel="noopener">Daniel </a><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.danielolivetto.com" target="_blank" rel="noopener">Olivetto</a> e equipe do projeto, o tempo e o processo até a publicação foi penoso.</span></p>
<blockquote><p>&#8220;Tem sido um processo difícil. No começo foi bastante desgastante, emocionalmente desgastante demais. Adoeci durante um período, tinha medo de sair de casa. De atender telefone, meu interfone ficou fora do gancho por meses. Tinha medo de sofrer alguma ameaça ou, pior, agressão mesmo. Isso porque a minha cara tava na mídia e a denuncia era por &#8216;apologia à sexualização de crianças e à pedofilia&#8217; uma coisa bem violenta&#8221;, afirma Olivetto, idealizador do projeto.</p></blockquote>
<figure id="attachment_13957" aria-describedby="caption-attachment-13957" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-13957" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Itajai_Censura_Projeto-LGBT_Crianca_LGBTfobia-800x590.png" alt="Vídeo comunicando sobre a suspensão do evento mostra reação do público – Foto: TJ-SC/Divulgação/Floripa.LGBT" width="800" height="590" title="Justiça obriga Prefeitura de Itajaí a pagar R$ 100 mil por censura a projeto LGBT+" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Itajai_Censura_Projeto-LGBT_Crianca_LGBTfobia-800x590.png 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Itajai_Censura_Projeto-LGBT_Crianca_LGBTfobia-768x566.png 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Itajai_Censura_Projeto-LGBT_Crianca_LGBTfobia-150x111.png 150w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Itajai_Censura_Projeto-LGBT_Crianca_LGBTfobia.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-13957" class="wp-caption-text">Vídeo comunicando sobre a suspensão do evento mostra reação do público – Foto: TJ-SC/Divulgação/Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p>O &#8216;Criança Viada Show&#8217;, assim como a live de estreia &#8220;Roda Bixa&#8221;, estão disponíveis para o público nas plataformas do Spotify e Youtube, respectivamente. A primeira temporada do projeto conta com 4 episódios, e era planejado para uma continuação. Olivetto afirma que depois de toda a repercussão, a segunda temporada do projeto não foi aprovado em editais.</p>
<blockquote><p>&#8220;Chegamos a fazer o projeto de segunda temporada e enviamos em dois editais, mas ele não passou. Não dá pra saber se o motivo é a alta competitividade ou se o projeto acabou ficando marcado nesse nível. Já tive um projeto aprovado em lei de incentivo, que era uma desdobramento do Criança Viada, uma montagem sobre censura. Nenhuma empresa quis aportar recurso&#8221;, comenta.</p></blockquote>
<p><em>* Sob supervisão de Danilo Duarte</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/05/Itajai_Censura_Projeto-LGBT_Crianca_Danos-morais.png" 
            type="image/png" 
            expression="full" 
            width="1200" 
            height="800"
        >

            <media:description><![CDATA[Com projeto desde 2019, censura em Itajaí atrasou publicação do material – Foto: Página3/Divulgação/Floripa.LGBT]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>STJ determina transferência de mulher trans para presídio feminino</title>
		<link>https://floripa.lgbt/justica/stj-determina-transferencia-de-mulher-trans-para-presidio-feminino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vitor Both]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 May 2025 11:18:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Distrito Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Superior Tribunal de Justiça (STJ)]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=13891</guid>

					<description><![CDATA[Ministro argumentou que uma resolução garante à mulher trans o direito da autodeclaração de gênero]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que uma mulher trans seja transferida de um <strong><a href="https://floripa.lgbt/cidadania/novas-regras-flexibiliza-escolha-de-presidios-para-detentos-lgbt/">presídio</a></strong> masculino para uma penitenciária feminina no Distrito Federal. A decisão foi dada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca.</p>
<p>A detenta trans já havia sido transferida para uma unidade feminina anteriormente, mas teve dificuldades de se adaptar ao local e fez um pedido para retornar ao presídio masculino, que foi aceito judicialmente.</p>
<p>Depois, ela manifestou novamente o interesse em ser transferida para uma ala feminina, mas teve o requerimento negado pela vara de Execuções Penais do Distrito Federal. O indeferimento foi mantido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), justificando que as constantes transferências poderiam comprometer a estabilidade e segurança das unidades prisionais.</p>
<p>O caso foi ao <a href="https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Inicio" target="_blank" rel="noopener">STJ</a> e o ministro Reynaldo Soares da Fonseca argumentou, com base na resolução 348/20 do CNJ, que estabelece diretrizes relacionados ao tratamento da população LGBTI+ encarcerada, que a escolha da pessoa custodiada deve ser considerada no momento da definição do local de cumprimento da pena.</p>
<p class="my-5 break-words">Ainda segundo o ministro, o fato de a mulher trans presa ter sido transferida inicialmente para o presídio feminino e não ter se adaptado não é justificativa válida para negar a solicitação de nova transferência.</p>
<p><em>* Sob supervisão de Danilo Duarte</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<media:content 
            medium="image" 
            url="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/04/presos_lgbt.webp" 
            type="image/webp" 
            expression="full" 
            width="1170" 
            height="700"
        >

            <media:description><![CDATA[Resolução garante aos presos LGBT+ o direito de ter a autodeclaração d e gênero respeitada – Foto: Divulgação/Agência Brasil]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
	</channel>
</rss>
