Fala homofóbica de Abel Braga durante entrevista coletiva gerou polêmica
EsporteViolência contra LGBTs

Repercussão sobre fala homofóbica de Abel Braga mobiliza o universo do futebol

Declaração de Abel Braga gerou denúncia ao STJD e provocou a reação de entidades, torcedores e movimentos LGBTQIA+, inclusive do clube de futebol que o contratou

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A declaração homofóbica de Abel Braga durante sua apresentação como técnico do Sport Club Internacional gerou uma reação imediata e ampla: grupos de defesa de direitos LGBTI+, torcedores e a mídia passaram a cobrar responsabilização — e isso resultou em denúncia formal ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Fala homofóbica de Abel Braga durante entrevista coletiva gerou polêmica
Fala homofóbica de Abel Braga durante entrevista coletiva gerou polêmica - Foto: Divulgação / Floripa.LGBT

Na coletiva de apresentação, ao comentar sobre o uniforme de treino do Inter, Abel Braga afirmou: “Eu não quero a porra do meu time treinando de camisa rosa, que parece time de viado”.

Horas depois, Abel Braga usou seu perfil no Instagram para se desculpar e tentar conter a crise que ele mesmo gerou:

“Reconheço que não fiz uma colocação adequada sobre a cor rosa durante a coletiva. Antes que isso se espalhasse, peço desculpas. Cores não definem gêneros; caráter define”, disse o técnico.

O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+ acionou o STJD para que a declaração homofóbica do técnico de futebol seja investigada como possível ato discriminatório, com base no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê sanções para “ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante”.

Técnico Abel Braga deu declaração homofóbica em sua primeira coletiva
Técnico Abel Braga deu declaração homofóbica em sua primeira coletiva e foi às redes sociais para se desculpar – Foto Reprodução/Instagram

Após a abertura do processo no STJD, o órgão deve analisar a denúncia para só então iniciar a tramitação interna, o que depende agora da análise da Procuradoria do tribunal.

Apesar do pedido de desculpas, para o Grupo Arco-Íris e parte significativa da sociedade civil, a retratação não elimina a potência ofensiva da fala — por isso a denúncia ao STJD e a exigência de consequências concretas.

Fala de Abel Braga gerou reações de entidades e clubes de futebol

Nas redes sociais e entre torcedores, a fala repercutiu com repúdio — comentários questionavam o uso de expressões ofensivas contra pessoas LGBTQIA+ por alguém em posição de destaque. A repercussão foi tamanha que Abel fez um pedido de desculpas poucas horas depois.

A reação entre clubes foi simbólica e rápida. O Grêmio, por exemplo, usou sua loja e canais oficiais para promover a campanha de venda da camisa rosa, movimento interpretado por torcedores e comentaristas como um repúdio à associação pejorativa feita por Abel Braga.

O clube também publicou nas redes sociais uma mensagem clara de apoio à diversidade, com bandeira do orgulho LGBTQIA+, afirmando: “Temos orgulho de todos os nossos torcedores, sejam eles azuis, brancos, pretos, rosas ou de qualquer outra cor”.

O comentarista esportivo Neto, durante o programa televisivo em que participa, criticou duramente a fala homofóbica de Abel Braga. Ele declarou que os comentários “merecem queda de divisões” e condenou o uso da palavra ofensiva, manifestando indignação pública e repúdio aos termos usados.

Até o momento, não há registro público de que o Internacional tenha emitido uma nota oficial de repúdio ou se posicionado formalmente sobre o episódio.


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