Em Florianópolis a coleta pode ser feita na policlínica do centro da cidade - Foto: João Pereira/Floripa.LGBT

Em Florianópolis a coleta pode ser feita na policlínica do centro da cidade - Foto: João Pereira/Floripa.LGBT

Pesquisa coordenada pelo Hospital Albert Einstein busca entender o uso da PrEP no HIV e outras ISTs em Florianópolis
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Uma pesquisa coordenada pelo Hospital Albert Einstein tem como principal objetivo entender a saúde de grupos de pessoas em relação a doenças como hepatites virais, HIV e sífilis. Produzido no sul e sudeste do Brasil, o foco são na população de travestis, pessoas trans e em homens (cis) que fazem sexo com homens (HSH).

A ideia do estudo é elaborar um comparativo entre pessoas que fazem o uso da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) para prevenção de infecções pelo HIV e as que não fazem o acompanhamento.

A pesquisa atualmente acontece de forma simultânea em ambulatórios de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis, tendo a ilha também como ponto de coleta.

De acordo com Ana Cristina Vidor, médica de família e comunidade em Florianópolis, antes de uma pessoa começar os testes, há um acolhimento e orientação sobre o processo, explicando os benefícios, riscos e impactos dos possíveis resultados.

“Também são ofertados testes rápidos para ISTs. As que optam por participar da coleta passam a ser reavaliadas periodicamente pelo serviço”, completa a médica.

Para se voluntariar e participar da coleta de dados é preciso ser maior de 18 anos, cumprindo o pré-requisito de não ter diagnóstico de infecção por HIV, hepatite B e hepatite C até o momento da inclusão no estudo.

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As coletas iniciaram em janeiro, mas ainda estão há possibilidade de se candidatar como voluntário para participar da pesquisa. Como são dados comparativos, a ideia é analisar com pessoas trans e travestis que fazem e que não fazem o acompanhamento com PrEP. O mesmo com HSH (homens que fazem sexo com homens) cisgêneros, analisando os dois lados.

“Precisamos atingir a amostra mínima de 40 voluntários para cada grupo. De dois grupos já atingimos mais de 100% da meta, mas ainda estamos precisando de voluntários dos outros dois. Mas seguimos captando voluntários de todos os grupos”, afirma a doutora.

Pesquisa tem foco em quatro grupos, analisando sobre HIV e outras ISTs - Foto: Ana Vidor/Divulgação/Floripa.LGBT
Pesquisa tem foco em quatro grupos, analisando sobre HIV e outras ISTs – Foto: Reprodução/Floripa.LGBT

Além da análise voltada para as doenças virais, a ideia do estudo é entender também como a condição de vida e desigualdades sociais podem impactar no risco de adquirir essas doenças.

“Neste momento, as maiores dificuldades são pessoas Trans e Travestis em uso de PrEP e HSH que ainda não estejam em uso de PrEP”, completa a médica.

Em Floripa, para ser voluntário na coleta de dados, é só comparecer na Policlínica do Centro, procurando por Christine, bolsista do trabalho na cidade.

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Pesquisas sobre HIV em Santa Catarina

Em 2024 o número de pessoas que usam PrEP (profilaxia pré-exposição), tratamento medicamentoso na prevenção do HIV, cresceu 73% em Santa Catarina e ultrapassa 6.000 usuários. Os dados são do Painel PrEP, um monitoramento feito pelo Ministério da Saúde que mostras os indicadores do tratamento no Brasil.

PrEP é uma das formas de prevenção ao HIV – Foto: GOV/Reprodução/Floripa.LGBT
PrEP é uma das formas de prevenção ao HIV – Foto: GOV/Reprodução/Floripa.LGBT

Desde 2018, quase 60 mil medicamentos foram fornecidos em Santa Catarina, representando quase 6% de todas as dispensas feitas no país, que ultrapassam 1 milhão. Até o momento, 58 unidades em 54 municípios catarinenses ofereceram a PrEP pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos 12 meses.

* Sob supervisão de Danilo Duarte

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