PL que restringe banheiros por sexo biológico acende alerta sobre direitos trans em SC
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PL que restringe banheiros por sexo biológico acende alerta sobre direitos trans em SC

Proposta sobre uso de banheiros e que ataca os direitos trans foi apresentada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina

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O Projeto de Lei 771/2025, que propõe restringir o uso de banheiros e vestiários escolares ao sexo biológico registrado na certidão de nascimento, começou a tramitar na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) após ser lido em plenário no dia 23 de outubro e agora aguarda distribuição para as comissões permanentes.

PL que restringe banheiros por sexo biológico acende alerta sobre direitos trans em SC
PL que restringe banheiros por sexo biológico acende alerta sobre direitos trans em SC - Foto: Imagem feita por IA / Floripa.LGBT

Protocolado em 22 de outubro, o PL 0771/2025 é de autoria do deputado Alex Brasil (PL). O título do projeto indica que ele busca “dispor sobre a utilização de banheiros, vestiários e demais espaços de uso íntimo em instituições de ensino da rede pública estadual de Santa Catarina e dar outras providências”.

Propostas que usam o sexo biológico como critério de uso de banheiros e vestiários têm sido discutidas nacionalmente e criticadas por especialistas em direitos humanos e educação inclusiva.

Movimentos LGBTQIA+ alertam que tais medidas podem reforçar o estigma, aumentar a vulnerabilidade e o risco de bullying para estudantes trans, impactando diretamente sua participação e segurança em escolas.

O projeto agora seguirá para análise nas comissões permanentes da ALESC, onde será designado um relator e emitidos pareceres técnicos e jurídicos antes de qualquer votação em plenário.

Além dos banheiros: outras iniciativas que atacam direitos trans em SC

Projetos de lei recentes em Florianópolis e na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) têm gerado preocupação entre entidades de defesa dos direitos LGBTQIA+. A deputada Ana Campagnolo (PL) apresentou um projeto que busca proibir a participação de crianças em paradas LGBTQIA+.

O Conselho Municipal de Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais de Florianópolis (CMDLGBT) repudiou a proposta, considerando-a LGBTfóbica e prejudicial à educação e aos direitos de crianças e adolescentes. A matéria completa foi publicada pelo Floripa.LGBT aqui.

Outro projeto que preocupa é o que exige autorização dos pais para atividades relacionadas a gênero nas escolas. Em tramitação na Alesc, a proposta é criticada por organizações de direitos humanos e educadores por restringir a liberdade de expressão e a educação inclusiva, afetando diretamente estudantes trans e não-binários. O Floripa.LGBT já abordou essa pauta, disponível aqui.


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