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Foto: Reprodução/Floripa.LGBT

Miguel Gregório (MDB) é candidato a vereador em Florianópolis. Entrevista faz parte de série do Floripa.LGBT com os candidatos da Grande Florianópolis
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O candidato a vereador pelo MDB em Florianópolis Miguel Gregório, respondeu a quatro perguntas enviadas pelo Floripa.LGBT sobre sua candidatura e propostas voltadas a comunidade. A entrevista de Miguel Gregório faz parte de uma sequência de matérias com entrevistas aos candidatos LGBT+ da Grande Florianópolis. Confira as respostas da candidatura abaixo:

Miguel Gregório (MDB) quer fomentar o turismo e o emprego
Miguel Gregório é um homem cis e gay e disputa uma vaga na Câmara de Vereadores de Florianópolis – Foto: Reprodução/Floripa.LGBT

De forma resumida quem é você?

“Sou Miguel Gregório, candidato a vereador por Florianópolis, empresário do ramo imobiliário e atuante na organização de eventos da Capital, como Carnaval, Fenaostra, Réveillon, entre outros.

Desde 2016, estou à frente da organização da Parada do Orgulho LGBT+ em Florianópolis, e quero, cada vez mais, trazer grandes eventos para fomentar o turismo e movimentar a economia do município.

Pretendo profissionalizar o Carnaval de Florianópolis, fazendo com que as escolas possam promover programas para adultos e crianças o ano inteiro.

Na assistência social, fui coordenador do Centro Pop da Capital e luto pela identificação e ressocialização de pessoas em situação de rua.

Também fui presidente do Conselho Municipal de Direitos LGBTI+ e sou o atual Presidente do MDB Diversidade de Florianópolis.

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Estou e estarei sempre lutando por mais respeito, direitos, dignidade e empregabilidade de pessoas LGBTQIAPN+”.

O que Florianópolis precisa para ser uma cidade mais acolhedora à comunidade LGBT?

“Segurança: segurança física, política, jurídica, financeira, de saúde, cultural. Enfim, segurança em todos os sentidos para que a comunidade LGBT possa viver e não somente sobreviver.

Mais consciência social e políticas públicas voltadas e criadas por quem vive os problemas que a comunidade LGBT enfrenta no dia a dia.

Profissionais capacitados e conscientes para atender o público LGBT. Para isso, precisamos colocar mais LGBTs dentro da máquina pública”.

Como você, enquanto liderança política LGBT+, vê as políticas públicas para a comunidade na cidade?

“Precárias. Hoje, em Florianópolis, as conquistas da comunidade LGBT+ são baseadas em decisões, não em leis propriamente que venham a defender e garantir a nossa segurança.

Não temos assegurados nossos direitos como pessoas LGBT, por exemplo. Não temos acesso a tratamentos de saúde específicos que garantem a nossa dignidade.

Boa parte das políticas públicas voltadas ao público LGBT não são devidamente acompanhadas ou defendidas por quem deveria fazê-lo, por isso o sistema que nos atende está sucateado e estamos sem assistência alguma”.

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Se eleito for, quais serão as suas prioridades de mandato?

“Entre os projetos que pretendo trabalhar em prol da comunidade LGBT+ de Florianópolis estão:

  • Empregabilidade – com criação de projetos de incentivo a empresas que disponibilizarem vagas direcionadas a LGBTs;
  • Programas de capacitação de LGBTs para ingresso no mercado de trabalho e promoção de feirões de emprego voltados aos LGBTs;
  • Combate à violência – com capacitação de agentes de segurança para tratamento adequado à população LGBT+;
  • Acesso à saúde – com a ampliação do número de ambulatórios para atendimento a pessoas transsexuais, capacitação de profissionais da saúde, ampliar o acesso a tratamentos e medicações especializadas.

Sobre as entrevistas aos candidatos LGBT+

Para a realização das entrevistas foram mapeadas as candidaturas LGBT+ com o cruzamento dos dados da plataforma de divulgação de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E entrou-se em contato com cada um dos candidatos mapeados, fazendo as mesmas perguntas à todas e estimulando que participassem das entrevistas.

“Com essa abordagem, nossa proposta é continuar dando visibilidade para a comunidade e mostrando que nós estamos disputando esses espaços. Além de evidenciar para as lideranças e pessoas que fazem acontecer dentro da comunidade, que elas também podem disputar uma vaga no parlamento”, afirma o editor-chefe do Floripa.LGBT Danilo Duarte.

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