Demora na fila de espera cirurgia trans no SUS é alvo do Ministério Público

Apenas sete estados brasileiros têm hospitais credenciados para cirurgia trans pelo SUS – Foto: Agência Brasil

Ministério Público pediu explicações ao governo do Estado para investigar a demora na fila de espera de cirurgias para pessoas trans feitas pelo SUS
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A demora na fila de espera do SUS para realizar cirurgias de redesignação sexual em Santa Catarina virou alvo do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A denúncia foi feita por uma moradora de Florianópolis, que aguarda pela cirurgia há mais de um ano.

Demora na fila de espera cirurgia trans no SUS é alvo do Ministério Público
Apenas sete estados brasileiros têm hospitais credenciados para cirurgia de redesignação sexual pelo SUS – Foto: Agência Brasil/Divulgação/Floripa.LGBT

As informações são do portal NSC Total. De acordo com a reportagem de Talita Catie, a moradora Ashley Costa entrou na justiça para conseguir uma cirurgia de mudança de sexo.

Além disso, ela também denunciou a demora e a falta de previsão para realizar o procedimento ao MPSC. No processo, a moradora relatou as angústias de viver aprisionada a um corpo no qual não se reconhece.

Ashley até conseguiu um encaminhamento para realizar a cirurgia em um hospital de Goiás há um ano e meio, mas a fila não anda, subindo e descendo de posição. A falta de uma previsão só aumenta o sofrimento de estar em um corpo que não se identifica.

Santa Catarina não tem nenhum hospital público credenciado para realizar esse tipo de cirurgia e os pacientes precisam ser encaminhados para um dos sete estados brasileiros que possuem hospitais credenciados.

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Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que 120 pessoas de SC aguardam, sem previsão, pelos procedimentos no SUS.

A Secretaria de Estado de Saúde tem até o dia 15 de abril para prestar esclarecimentos sobre o credenciamento de hospitais em SC e informar quantos pacientes aguardam na fila de espera.

Além disso, o órgão também deve apresentar listagem de procedimentos cirúrgicos de redesignação sexual realizados em pacientes de SC desde 2016 e informar a relação dos pacientes na lista de espera para procedimento cirúrgico ou encaminhamento a partir de 2020.

À reportagem da NSC Total, o Ministério Público não se manifestou sobre a abertura do inquérito civil para apurar a situação, mas confirmou o prazo de 15 dias dado ao governo do Estado para prestar esclarecimentos.

* Sob supervisão de Danilo Duarte

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