Skatista trans catarinense, Luiza Marchiori conquista direito de competir no profissional feminino de skate - Foto: Reprodução/Instagram
A skatista trans Luiza Marchiori, natural de Florianópolis, conquistou um marco histórico para o esporte e para a comunidade LGBT+. Após decisão judicial, a Confederação Brasileira de Skate (CBSK) reconheceu o direito da atleta de competir na categoria profissional feminina, garantindo que ela não precise recomeçar sua carreira na categoria amadora.
Antes da transição de gênero, Luiza competia na categoria masculina e construiu uma carreira sólida: é bicampeã brasileira e heptacampeã estadual de Santa Catarina, além de se destacar em campeonatos regionais.
Com o reconhecimento da CBSK, ela poderá levar toda essa experiência para o circuito feminino profissional, mantendo sua trajetória de alto desempenho no skate nacional. As informações são do site Observatório G.
A CBSK inicialmente determinou que Luiza, após sua transição, deveria iniciar sua carreira como amadora para competir entre mulheres. A defesa da skatista trans, liderada pela advogada Larissa Kretzer, argumentou que a medida era arbitrária e discriminatória, já que Luiza já competia profissionalmente entre os homens até 2023.
O recurso levou a confederação a reconhecer Luiza Marchiori como profissional também na categoria feminina, garantindo sua permanência no nível mais alto do esporte.
Skatista trans, Luiza reforça a representatividade no esporte
Como primeira skatista trans do Brasil a ser reconhecida profissionalmente no feminino, Luiza se torna um símbolo de representatividade. A conquista é especialmente significativa por ela ser catarinense, mostrando que atletas da região podem romper barreiras e conquistar espaço em cenários nacionalmente relevantes.
Essa vitória também reforça debates sobre inclusão de pessoas trans em esportes profissionais, igualdade de oportunidades e reconhecimento formal de trajetórias esportivas independentemente da identidade de gênero.
Com a decisão favorável, Luiza Marchiori agora está apta a competir em campeonatos oficiais femininos da CBSK. A expectativa é que sua estreia oficial aconteça ainda em 2025, consolidando seu nome no skate nacional e inspirando outras atletas trans a buscarem espaço e visibilidade.