Quem são os participantes do BBB que se identificam como LGBT

Ao longo de 25 anos, o BBB teve 49 participantes que se identificam como LGBT - Foto: TV Globo/Divulgação

Ao longo de 25 edições, o BBB teve apenas 49 participantes da comunidade LGBT+, enquanto o total de competidores chegou a 429 pessoas
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A 26ª edição do Big Brother Brasil promete ser um dos assuntos mais comentados da internet. Com isso, um dos assuntos que volta a estar entre os mais pesquisados na internet é saber quem são os participantes LGBT+ do BBB. A lista de participantes da edição 2026 deve ser conhecida na noite desta segunda-feira (12), quando estreia o Big Brother Brasil, a partir das 22h25.

A história do Big Brother Brasil, da Globo, é marcada por uma evolução significativa no que diz respeito a participação de pessoas LGBT+ nas 25 edições do BBB já finalizadas, que ajudam a dar visibilidade para a comunidade LGBT. Desde as primeiras edições, o reality show serviu como uma vitrine para debates sobre sexualidade e identidade de gênero, muitas vezes refletindo as mudanças sociais que ocorriam fora da casa.

Com torcidas e posicionamentos à parte, a quantidade de pessoas LGBT+ que já participaram das 25 edições anteriores do BBB impressiona: 49 participantes passaram pelas diferentes versões do jogo-reality.

Desde a primeira edição, quando o músico André Gabeh chegou à final, o programa abriu espaço para que diferentes orientações sexuais e identidades de gênero fossem vistas por milhões de pessoas, humanizando pautas que antes eram restritas a nichos ou tratadas de forma estereotipada.

A consagração máxima dessa representatividade ocorreu no BBB 5, com a vitória de Jean Wyllys. Ele foi o primeiro participante abertamente gay a vencer o reality, enfrentando o preconceito dentro e fora da casa e transformando sua participação em um símbolo de resistência política e social.

Outros momentos marcantes incluem a participação de Ariadna Arantes no BBB 11, a primeira mulher trans da história do programa, e a trajetória histórica de Linn da Quebrada no BBB 22, que promoveu uma educação coletiva sobre transsexualidade e respeito aos pronomes em plena TV aberta.

Nos anos mais recentes, o reality tem batido recordes de diversidade em seu elenco. Edições como o BBB 21 trouxeram figuras icônicas como Gil do Vigor e Lucas Penteado, cujo beijo foi um dos momentos mais comentados da temporada.

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No BBB 23 e no BBB 24, a presença de pessoas bissexuais, gays e lésbicas tornou-se ainda mais naturalizada, refletindo uma demanda do público por maior pluralidade.

Em 2025, o programa seguiu essa tendência com nomes como a atriz Vitória Strada, o arquiteto Mateus Pires e o ex-ginasta Diego Hypolito, reforçando que a bandeira do arco-íris é parte indissociável da história da “casa mais vigiada do Brasil”.

A lista de ex-BBBs que se identificam como parte da comunidade LGBT é extensa e diversa, incluindo nomes como Gil do Vigor, que se tornou um dos personagens mais queridos do programa, além de Lumena Aleluia, Bianca Andrade, Victor Hugo e muitos outros.

Confira uma lista de participantes que se identificam como LGBT+, verificada com base nos registros históricos e perfis oficiais:

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A representatividade da sigla LGBT ao longo da história do BBB

Para entender a dimensão da diversidade nessa lista de 49 nomes, é interessante observar como as diferentes letras da sigla estão representadas.

A bissexualidade e a homossexualidade masculina são as identidades mais frequentes, mas o programa também abriu espaço para identidades menos convencionais na televisão aberta, como a assexualidade e a não binariedade.

Aqui está a contagem detalhada por identificação:

  • Bissexuais: 16 pessoas (é a maior fatia da lista, incluindo nomes como Fani Pacheco, Bianca Jahara, Natália Casassola, Diana Balsini, Vanessa Mesquita, Clara Aguilar, Marcela McGowan, Daniel Lenhardt, Lucas Penteado, Pocah, Maria, Brunna Gonçalves, Aline Wirley, Gabriel Santana, Sarah Aline e Vitória Strada).

  • Gays: 15 pessoas (André Gabeh, Cristiano Carnevale, Jean Wyllys, Marcelo Arantes, Dicésar, Rodrigo França, Gil do Vigor, João Luiz Pedrosa, Tiago Abravanel, Vyni, Fred Nicácio, Bruno Gaga, Marcus Vinicius, Mateus Pires e Diego Hypolito).

  • Lésbicas: 3 pessoas (Angélica Morango, Gabriela Hebling e Lumena Aleluia).

  • Mulheres Trans e Travestis: 2 pessoas (Ariadna Arantes e Linn da Quebrada).

  • Pansexuais: 1 pessoa (Bianca Andrade).

  • Assexuais: 1 pessoa (Victor Hugo, que se identifica especificamente como assexual birromântico).

  • Não binários: 1 pessoa (Serginho Orgastic, que embora tenha entrado no programa se definindo como um “garoto andrógino”, hoje se identifica publicamente como não binário).

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Essa distribuição mostra que, embora o grupo dos bissexuais e gays seja predominante, o Big Brother Brasil tem servido como uma plataforma para que o público conheça termos e vivências mais específicas.

Um exemplo claro é a participação de Victor Hugo, que trouxe o debate sobre a assexualidade para o centro do jogo, ou a presença de Linn da Quebrada, que gerou uma discussão nacional necessária sobre a identidade de mulheres trans e travestis.

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