Florianópolis é capital brasileira com maior proporção de domicílios em que os moradores são pessoas casadas e do mesmo sexo. A informação é baseada no Censo 2022 e os dados foram divulgados em novembro.


A reportagem da Folha de S. Paulo aponta que cerca de 2.840 lares em Florianópolis são ocupados por casais do mesmo sexo, seja masculino ou feminino, colocando a cidade em primeiro lugar no ranking. O número representa 1,29% dos mais de 200 mil domicílios no município.
Em segundo lugar, Fortaleza (CE) se destaca com 9.000 lares, que representam 1% do total. Outras capitais que se destacam são João Pessoa (PB), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS).
A capital catarinense diverge do cenário nacional, que tem apenas 0,5% dos lares ocupados por casais do mesmo sexo. Cerca de 57,% das casas são de casais do sexo oposto, enquanto 42% são de pessoas não casadas.
Em números absolutos, São Paulo (SP) tem o maior número de domicílios com casais do mesmo sexo, são 39 mil lares de um total de 431 mil, representando 0,91% e ocupando a oitava posição no ranking das capitais com maior percentual. Em 380 cidades brasileiras, nenhum casal do mesmo sexo foi identificado no levantamento do IBGE.
Florianópolis também tem o segundo bairro com maior percentual
Entre os bairros brasileiros, a República, em São Paulo, tem a maior porcentagem, cerca de 4,04%. Em segundo lugar fica o Recanto dos Açores, no norte da ilha, em Florianópolis, com 3,95%. Em seguida, vem Soledade, em Recife (PE) e Centro, em Curitiba (PR).
O levantamento considera os lares que são permanentemente ocupados, que servem para moradia fixa de uma ou mais pessoas. O IBGE também define como “sexo” somente masculino e feminino, de acordo com a designação de nascimento, não considerado a identidade de gênero da pessoa entrevistada.

SC tem o 4º maior percentual de lares com casais do mesmo sexo
Santa Catarina tem o quarto maior percentual nacional de domicílios com casais do mesmo sexo, de acordo com novos dados do Censo Demográfico de 2022 sobre a composição domiciliar. O número de lares com casais homoafetivos no estado cresceu oito vezes em 12 anos.
* Sob supervisão de Danilo Duarte