Drag queen é uma perfomance que utiliza a prática do cross dressing – Foto: Freepik/Reprodução/Floripa.LGBT
Você já ouviu falar em cross dressing? Um termo comum dentro da comunidade LGBT+, mas que muitas pessoas ainda não conhecem. A palavra gerou tantas dúvidas, que foi um dos fetiches mais pesquisados pelos brasileiros em 2020, segundo uma pesquisa do site adulto Vivalocal.
Mas afinal, o que significa? O cross dressing é prática de usar roupas, acessórios e adotar comportamentos e trejeitos do gênero oposto. É também conhecido como “travestismo”, ou seja, uma pessoa que não necessariamente quer mudar o seu sexo biológico, mas que se sente bem tendo características do outro gênero.
A prática não fica restrita a um gênero específico e tanto homens como mulheres podem aderir à prática. O cross dressing pode ser usado tanto para uma forma de expressão pessoal, como também para fins artísticos, como as performances de drag queens.
Apesar do cross dressing ser uma expressão de gênero, é diferente do conceito de identidade de gênero. Uma pessoa que adota a prática não precisa ter uma identidade de gênero específica para se expressar de outra forma.
Por exemplo, um homem cross dresser pode expressar um perfil feminino, mas isso não significa que ele se identifica com o gênero feminino.
Participante do MasterChef+ explicou o cross dressing em 2023
Marco Antônio, 61 anos, participante do MasterChef+ de 2023, é um dos exemplos de cross dressing. No programa, ele explicou aos jurados o significado da prática. Em poucas palavras, ele resumiu a expressão como uma “roupa invertida”.

Em entrevista à Band, Marco revelou que percebeu sentir atração por mulheres na adolescência, assim como sentiu atração pelas roupas femininas e somente depois de adulto, entendeu que era corss dresser. No programa culinário, ele usava sua ‘segunda identidade’, a Marcela, mas desmontado, continuava sendo Marco Antônio.
* Sob supervisão de Danilo Duarte