A ativista e defensora dos direitos públicos, Scarlett Oliveira, está promovendo a divulgação de seu primeiro livro. Com o título ”Violência política de gênero contra mulheres transexuais e travestis em Santa Catarina”, a obra conta com relatos de experiência e embasamentos teóricos ao longo de todo o texto.

Organizado em 6 capítulos, o livro de Scarlett disserta sobre o histórico de violência em Santa Catarina, embasando seus argumentos com dados e análises bibliográficas. De extrema importância, a obra mostra o peso e dificuldades de vivências em sociedade de mulheres trans e travestis.
“A narrativa desempenha um papel fundamental na luta por direitos, especialmente para grupos marginalizados, como as mulheres transexuais em Santa Catarina”, afirma.
O trabalho da ativista ecoa em dados que continuam revelando um cenário perturbador. O dossiê desenvolvido pela Antra (Associação Nacional de Travestis e Transsexuais) no ano de 2023 aponta que foram registradas 155 mortes de pessoas trans no país.
Pelo 15º ano consecutivo, o Brasil se mantém como o país que mais assassinou pessoas trans. Assim como acredita Scarlett, apesar de alguns avanços nos direitos, ainda há um aumento em denúncias de violência e discriminação.
Com 30 páginas, o livro além de tudo, propõe caminhos para a resistência e a luta por direitos. Em seu texto, Scarlett Oliveira destaca iniciativas que têm sido realizadas em Santa Catarina e em outros locais do Brasil.
Para Scarlett, assim como várias outras pessoas trans e travestis, viver em sociedade é por si só um grande desafio.
“Foi dolorido reviver as memórias e pesquisas para promover e discutir a importância de uma obra com uma pauta extremamente delicada, especialmente para a população mais marginalizada no Brasil e no mundo na história, com foco em Santa Catarina”, afirma.
Quem é Scarlett Oliveira
Natural de Araquari, aos 32 anos Scarlet Gonçalves de Oliveira da Silva é importante ativista, defensora dos direitos humanos e artista drag queen.
Sendo grande marco de representatividade em sua cidade, Scarlett fundou o perfil Araquari Fora do Armário, 1º Coletivo LGBTQIA+ da cidade. Dentre os projetos, está a produção de um documentário que busca trazer visibilidade para a comunidade trans e travesti em Santa Catarina.
Scarlett Oliveira foi a primeira mulher trans a ser reconhecida pela justiça federal de Santa Catarina. Convidada para o evento “Quem tem medo? Homofobia não é opinião”, no dia 29 de agosto de 2024, sua participação foi um marco para a luta de representatividade no estado.
Para comprar o livro e ler um pouco do conteúdo, acesse o link para o site do Clube de Autores. Siga também a autora e ativista Scarlett Oliveira em seu instagram.
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* Sob supervisão de Danilo Duarte