Céia Maravilha foi criada no início dos anos 1990 pelo professor Maurício Bento

Céia Maravilha foi criada no início dos anos 1990 pelo professor Maurício Bento - Foto: Divulgação/Floripa.LGBT

Personagem criada por Maurício Bento, Céia Maravilha terá celebração no sábado (13), com lançamento de filme que revisita sua trajetória
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A personagem Céia Maravilha celebra 30 anos de trajetória neste sábado (13) com um baile comemorativo e o lançamento do documentário 30 anos de Céia.

O evento acontece a partir das 21h, no Beira Bar Eventos, em Itajaí, reunindo artistas que fizeram parte da história da drag e novas gerações da cena LGBT+ catarinense.

Criada no início dos anos 1990 pelo professor Maurício Bento, Céia Maravilha surgiu nas noites de Itajaí e Balneário Camboriú em um período em que a arte drag ainda enfrentava forte marginalização.

A personagem – que usava o nome Céia Pentelhuda – rapidamente ultrapassou os limites das casas noturnas e ganhou presença em festas particulares, eventos sociais, restaurantes e espaços da antiga Barra Sul, tornando-se referência regional.

A relevância cultural consolidou-se por meio de humor direto, performances provocativas e discursos de resistência que contribuíram para ampliar a visibilidade da arte drag em Santa Catarina.

Em 2025, a trajetória de Céia Maravilha ganhou novo registro com uma exposição-museu que reuniu figurinos, fotografias e memórias das três décadas de atuação da artista.

“Quando a minha geração nem imaginava romper normas, Céia já estava lá, dando voz ao que viríamos a dizer mais tarde”, afirma o multiartista Heleno Rizzih, criador da personagem Déte Pexera. “É uma trajetória para ser reverenciada.”

Baile da Céia Maravilha tem nome que liga com o passado da drag

A edição especial do Baile da Pentelhuda propõe reviver o clima das festas LGBTQIA+ dos anos 1980, reunindo drags que acompanharam Céia desde o início e artistas que vêm renovando a cena. Para os organizadores, o documentário cumpre papel de preservação histórica.

“A produção cultural ajuda a reconhecer trajetórias que muitas vezes ficam fora da narrativa oficial. Registrar a carreira de Céia reafirma a arte drag como expressão, crítica e convivência”, explica Joá Bittencourt, produtor e cofundador do Coletivo Epicena.

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