A candidata a vereadora pelo PT em Paulo Lopes, Luciana Vieira respondeu quatro perguntas enviadas pelo Floripa.LGBT sobre sua candidatura e propostas voltadas a comunidade. A entrevista de Luciana faz parte de uma sequência de matérias com entrevistas aos candidatos LGBT+ da Grande Florianópolis. Confira a entrevista abaixo.


De forma resumida quem é você?
“Sou natural de Blumenau, moradora há 18 anos em Paulo Lopes, trabalhando na Escola Básica Dr. Ivo Silveira no bairro Penha e apaixonada pela profissão Professora, com 30 anos dedicados à educação pública.
Também sou formada em Geografia pela Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc), especialista em Educação e Meio Ambiente pela Udesc, tenho mestrado em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e doutorado em Geografia pela UFRGS. E além disso, sou atuante nos diálogos sobre Direitos Humanos, Mulheres e Comunidade LGBTQIA+”.
O que Paulo Lopes precisa para ser uma cidade mais acolhedora à comunidade LGBT?
“Primeiro reconhecer e respeitar a existências das identidades LGBTQIA+. A partir disso, colocar na Câmara Municipal representantes que deem voz e vez a essa comunidade, implantar a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania para colocar em prática os programas do Governo Federal e garantir a aplicação das leis já existentes no âmbito das diversidades”.
Como você, enquanto liderança política LGBT+, vê as políticas públicas para a comunidade na cidade?
“Não existem políticas públicas no município voltado para a comunidade LGBTQIA+”.
Se eleita for, quais serão as suas prioridades de mandato?
- Promoção e Defesa dos Direitos das pessoas LGBTQIA+;
- Proposta de criação da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania;
- Proposta e mobilização junto à comunidade LGBTQIA+ para criação do Conselho Municipal;
- Fazer respeitar e fiscalizar na educação o cumprimento do direito ao nome social e a identidade de gênero;
- Fazer cumprir a responsabilidade dos municípios pela implementação de politicas publicas de formação aos trabalhadores da saúde sobre a saúde LGBTQIA+.
Sobre as entrevistas aos candidatos LGBT+
Para a realização das entrevistas foram mapeadas as candidaturas LGBT+ com o cruzamento dos dados da plataforma de divulgação de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E entrou-se em contato com cada um dos candidatos mapeados, fazendo as mesmas perguntas à todas e estimulando que participassem das entrevistas.
“Com essa abordagem, nossa proposta é continuar dando visibilidade para a comunidade e mostrando que nós estamos disputando esses espaços. Além de evidenciar para as lideranças e pessoas que fazem acontecer dentro da comunidade, que elas também podem disputar uma vaga no parlamento”, afirma o editor-chefe do Floripa.LGBT Danilo Duarte.