A 6ª Parada do Orgulho LGBT+ de Blumenau reuniu mais de 2 mil pessoas, de acordo com a ONG Mães do Amor em Defesa da Diversidade, responsável por organizar o evento. A edição deste ano, que aconteceu no último domingo (4) ,marcou o retorno do evento, que não acontecia desde 2016.


A concentração da Parada LGBT+ começou no estacionamento da Universidade Regional de Blumenau (Furb), no bairro Victor Konder. Um trio elétrico acompanhou o público em marcha por duas das vias mais movimentadas da cidade, a rua São Paulo e a avenida Martin Luther, em direção ao bar Ahoy.
Mais de 25 artistas e DJs animaram o evento, incluindo a cantora Jesus Lumma, que fez o show de encerramento da Parada. O espetáculo ‘Bicha Solta – O Show de Jesus Lumma: Uma Celebração da Vida e da Diversidade’ apresentou 12 músicas autorais que celebram a diversidade de vidas, culturas, identidades e sistemas.
Para realizar a Parada, a comunidade fez um esforço coletivo com doações e uma rifa para arrecadar recursos, já que o trio elétrico precisaria ser contratado e a organização não tinha condições financeiras para o custo do serviço.
Parada LGBT não teve apoio suficiente do órgão de trânsito
Durante a marcha pelas ruas do entorno do bairro, o público precisou lidar sozinho com o fluxo de veículos na rua São Paulo e na avenida Martin Luther.
O médico Mario Kato, que esteve na parada, precisou usar seu carro particular para dar mais segurança à Parada LGBT+ de Blumenau. Ele afirma que a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), antigo Seterb, só apareceu para dar apoio no final da marcha.
O Floripa.LGBT questionou à SMTT sobre o ocorrido, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
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A realização da Parada integra o projeto Chacoalha o Lacre, que envolve diversas ações culturais da diversidade nas cidades de Blumenau e Brusque.
O evento também contou com apoio do Centro de Defesa de Direitos Humanos de Blumenau e de Brusque, da Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH), do Coletivo Desconstruir, do Coletivo Filhes de Blumenau, e dos grupos Amor Vence e Vozes Livres da Furb.
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* Sob supervisão de Danilo Duarte