Tombado como patrimônio imaterial, o Miss Brasil Gay chega em 2025 com 43ª edição - Foto: TV Integração/Reprodução/Floripa.LGBT+
A 43ª edição do Miss Brasil Gay já está com a venda de ingressos aberta ao público. A edição de 2025 acontece durante o dia 23 de agosto e seguindo a temática de eventos como a parada LGBT+ de São Paulo, o tema deste ano será o envelhecimento da população LGBT+.
Os ingressos podem ser comprados direto pelo site do Miss Brasil Gay, com valores a partir de R$ 66,00 para lugar na pista, e chegando a R$ 1.650,00 em mesa fechada para 6 pessoas, ambos valores já com taxas do site.
O concurso, tombado como Patrimônio Imaterial de Juiz de Fora em 2007, acontece como de costume na cidade de Juiz de Fora (MG). Este ano, foram feitas alterações na estrutura do evento, diminuindo o tempo estimado de 4 para 3 horas de comemoração.
Além disso, por demanda popular, o evento voltou a acontecer no espaço do Terrazzo. No ano anterior, as misses se apresentaram em passarela no Ginásio Municipal da cidade.
A ideia por trás de diminuir o tempo de evento, vem do diretor artístico André Pavam, retirando uma hora dos shows de abertura, que em anos anteriores, tiveram participação de artistas como as cantoras Pabllo Vittar e Glória Groove.

“As grandes protagonistas são as convidadas. Queremos manter a essência do concurso, valorizando as participantes. Beleza, oratória e caráter serão diferenciais para a escolha da Miss”, afirmou o diretor em entrevista para o portal g1.
Assim como durante os últimos anos, serão 27 competidores, representando cada estado do Brasil e o Distrito Federal. Segundo a organização, outra novidade para a 43ª edição é que serão escolhidas 12 semifinalistas, depois, dividindo para 6 finalistas, com uma das vagas preenchidas por voto popular.
A história por trás do Miss Brasil Gay
O concurso surgiu em 1976 como forma de arrecadar dinheiro para a escola de samba Juventude Imperial, de Juiz de Fora. O responsável foi o cabeleireiro Chiquinho Mota, que em época de ditadura reuniu o espírito carnavalesco e o travestismo artístico em um só local.

O sucesso do evento fez com que as “passarelas” do evento ganhassem destaque, iniciando uma tradição que segue até hoje. Em 1980, o que era brincadeira ficou mais sério, ganhando regras e uma estrutura profissional, similar aos modelos atuais.
Foi no ano de 2006, 30 anos depois do surgimento, que Chiquinho precisou deixar seu cargo. O idealizador do Miss Brasil Gay e primeiro diretor artístico teve sua saúde afetada ao longo dos anos, o que fez com que passasse seu cargo para André Pavam, antes apresentador e assistente de camarim.
Hoje, quase 50 anos depois, o Miss Brasil Gay continua movimentando a cidade e o capital monetário na cidade de Juiz de Fora. De acordo com Rogério Freitas, diretor-geral da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), são aproximadamente R$ 7,5 milhões gerados para a economia do município.
O concurso, este ano em sua 43ª edição, ainda carrega o peso além de uma nomeação. “É uma responsabilidade enorme. Não se trata apenas de uma faixa, mas de uma projeção para todas as pessoas e famílias que fazem parte dessa história”, afirma Pavam, atual diretor artístico.
“O Miss Brasil Gay é um ato de resistência, de enfrentamento de dificuldades, sejam financeiras, de preconceito, de direitos não reconhecidos. Estamos aqui, mais uma vez, trazendo nossa mensagem de respeito à diversidade, por meio do glamour, da beleza, da alegria e da arte do transformismo”, conclui.
* Sob supervisão de Danilo Duarte