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	<title>Transfobia</title>
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	<description>Notícias, eventos e informações sobre a comunidade LGBTQIAP+ de Florianópolis e região</description>
	<lastBuildDate>Mon, 27 Oct 2025 20:57:15 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Transfobia</title>
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	<item>
		<title>Mulher trans denuncia transfobia no Ticen; caso repercute nas redes sociais</title>
		<link>https://floripa.lgbt/seguranca/transfobia/mulher-trans-denuncia-transfobia-no-ticen/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Oct 2025 20:44:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Transfobia]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
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					<description><![CDATA[Denúncia de transfobia no Ticen mostra constrangimento e hostilidade sofridos por uma mulher trans em banheiro feminino do Ticen]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="644" data-end="1181">Uma mulher trans está denunciando na internet ter sido vítima de transfobia no Ticen (Terminal de Integração do Centro), em Florianópolis, ao <a href="https://floripa.lgbt/politica/pl-que-restringe-banheiros-por-sexo-biologico-acende-alerta-sobre-direitos-trans-em-sc/"><strong>tentar utilizar o banheiro feminino</strong></a>. O caso teria ocorrido na noite de sábado (25), quando um homem que se identificou como segurança abordou Endy Roubuste e a questionou sobre sua identidade, causando constrangimento e insegurança.</p>
<p data-start="644" data-end="1181">Segundo relato da vítima, ao entrar no local, um homem a abordou e questionou: “Você é homem, não é mulher?”. Nas redes sociais, o <a href="https://www.instagram.com/reel/DQUaVygDa6M/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA==" target="_blank" rel="noopener">vídeo que flagra a transfobia no Ticen</a>, publicado por Endy que flagrou a transfobia já tem cerca de 20 mil visualizações. Na publicação, ela descreveu o caso, que recebeu mais de 200 comentários, além de compartilhamentos:</p>
<blockquote>
<p data-start="644" data-end="1181">&#8220;Eu me dirigia ao banheiro feminino para realizar minhas necessidades fisiológicas, quando o segurança passou a bater insistentemente na porta alegando que havia &#8216;um homem&#8217; no interior do banheiro. Imediatamente respondi que não havia nenhum homem e informei que sou uma mulher trans. Ainda assim, o segurança continuou a me interpelar e a me tratar no masculino, insistindo em se referir a mim como &#8216;homem&#8217;.</p>
<p>Além disso, uma mulher que acompanhava o segurança passou a me atacar verbalmente, afirmando que minha voz era masculina e que, portanto, eu seria &#8216;um homem&#8217;. Após eu sair do banheiro, ambos continuaram debochando da situação, constrangendo-me e desrespeitando minha identidade de gênero. No momento do ocorrido, eu estava acompanhada de duas amigas, que presenciaram toda a situação&#8221;, descreveu.</p></blockquote>
<p data-start="644" data-end="1181">A situação gerou constrangimento e insegurança para a denunciante, que registrou o ocorrido em vídeo e compartilhou nas redes sociais. O episódio de transfobia no Ticen foi registrado em vídeo e compartilhado nas redes sociais, gerando repercussão imediata, com manifestações de apoio e indignação de diversos setores da sociedade.</p>
<p data-start="644" data-end="1181">Entre as reações, destacam-se os posicionamentos dos vereadores Leonel Camasão (PSOL) e Carla Ayres (PT). Em suas redes sociais, Camasão expressou solidariedade à vítima por conta do caso de transfobia no Ticen e reforçou a importância de políticas públicas que garantam a segurança e o respeito às pessoas trans nos espaços públicos da cidade.</p>
<p data-start="644" data-end="1181">“Endy tem nossa integral solidariedade. Estamos entrando em contato para ajudá-la no que for preciso e oficiando a Prefeitura de Florianópolis para nos assegurar de que este tipo de coisa não mais ocorra em espaços de responsabilidade do poder público municipal”, afirmou o vereador. Por sua vez, Carla Ayres sinalizou que &#8220;transfobia é crime. Já estamos em contato com a vítima e as medidas cabíveis serão tomadas&#8221;.</p>
<p data-start="1705" data-end="2034">A presidente do Conselho Municipal LGBTI+ de Florianópolis, Selma Light, afirma que já entrou em contato com a vítima e está prestando apoio, além de reforçar a denúncia de transfobia no Ticen sofrida por Endy.</p>
<p data-start="644" data-end="1181">Até a publicação desta matéria, nem a Prefeitura de Florianópolis nem o Consórcio Fênix se pronunciaram oficialmente sobre o caso. O episódio evidencia que a população trans continua enfrentando discriminação e violência simbólica em locais públicos, incluindo terminais de transporte coletivo, e ressalta a importância de políticas públicas voltadas à inclusão e proteção dessa população.</p>
<figure id="attachment_14482" aria-describedby="caption-attachment-14482" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-14482" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Florianopolis_Dia-do-orgulho_LGBT_Santa-Catarina_Bares_Casas_LGBT-Friendly.png" alt="Veja onde comemorar o dia do orgulho em Florianópolis - Foto: Eduardo Valente/FIESC/Divulgação/Floripa.LGBT" width="1200" height="800" title="Mulher trans denuncia transfobia no Ticen; caso repercute nas redes sociais" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Florianopolis_Dia-do-orgulho_LGBT_Santa-Catarina_Bares_Casas_LGBT-Friendly.png 1200w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Florianopolis_Dia-do-orgulho_LGBT_Santa-Catarina_Bares_Casas_LGBT-Friendly-800x533.png 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Florianopolis_Dia-do-orgulho_LGBT_Santa-Catarina_Bares_Casas_LGBT-Friendly-768x512.png 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2025/06/Florianopolis_Dia-do-orgulho_LGBT_Santa-Catarina_Bares_Casas_LGBT-Friendly-150x100.png 150w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption id="caption-attachment-14482" class="wp-caption-text">Santa Catarina registrou cinco mortes violentas de pessoas LGBTI+ em 2023, ano mais recente do relatório do Observatório de Mortes e Violências contra LGBTI+ produzido nacionalmente &#8211; Foto: Eduardo Valente/FIESC/Divulgação/Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<h3 data-start="262" data-end="334">Transfobia no Ticen não é caso isolado, ataques são recorrentes em SC</h3>
<p data-start="336" data-end="769">O caso de transfobia no Ticen não é isolado. Florianópolis e outras cidades catarinenses têm acumulado episódios de transfobia e violência contra pessoas trans e travestis, muitos deles já noticiados pelo <strong data-start="538" data-end="554">Floripa.LGBT</strong>.</p>
<p data-start="336" data-end="769">Em 2023, o Observatório de Mortes e Violências contra LGBTI+ apontou que Santa Catarina registrou cinco mortes violentas de pessoas LGBTI+, sendo três apenas na capital — a maioria, mulheres trans e travestis.</p>
<p data-start="1355" data-end="1597">Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania reforçam o cenário preocupante: Florianópolis lidera em Santa Catarina o número de registros de violência contra pessoas LGBTQIA+, com 92 casos apenas no primeiro semestre de 2024.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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            <media:description><![CDATA[Mulher trans denuncia transfobia no Ticen em Florianópolis - Foto: Divulgação/Floripa.LGBT]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>Visto dos EUA com gênero masculino faz Erika Hilton desistir de viagem</title>
		<link>https://floripa.lgbt/seguranca/transfobia/erika-hilton-visto-dos-eua-genero-masculino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vitor Both]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 10:38:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Transfobia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Erika Hilton]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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					<description><![CDATA[Deputada Erika Hilton participaria de um painel organizado pela comunidade brasileira de Harvard e do MIT, mas o visto dos EUA veio errado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="https://floripa.lgbt/politica/erika-hilton-lidera-psol/"><strong>deputada federal</strong></a> Erika Hilton (PSOL-SP) desistiu de uma viagem oficial aos Estados Unidos depois de receber um visto dos EUA diplomático, documento exigido para viajar ao país, identificando ela com o gênero masculino, mesmo com todos os documentos no feminino.</p>
<p>Erika viajaria para palestrar nas universidades de Harvard e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a participação foi autorizada pela presidência da Câmara dos Deputados como missão oficial da parlamentar nos EUA.</p>
<p>Diante da situação em que houve transfobia na emissão do visto dos EUA, ela abriu mão da viagem com medo do tratamento que poderia receber no processo de imigração.</p>
<p>Erika classificou o caso como transfobia e disse que vai acionar o presidente dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU) e na Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Ela também espera que o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, peça explicações ao embaixador dos EUA no Brasil.</p>
<h2>Medida do governo Trump no visto dos EUA afetou Erika Hilton</h2>
<p>Em janeiro, o governo dos EUA aprovou uma medida que <a href="https://floripa.lgbt/politica/trump-discurso-de-posse/"><strong>não reconhece a identidade de gênero de pessoas trans</strong></a>. Os documentos brasileiros e um visto de 2023 da deputada já estavam com o gênero feminino, mas não foram considerados para a emissão do novo documento.</p>
<p>Em entrevista à Folha de São Paulo, a deputada afirmou que não se trata apenas de um caso de transfobia, mas que o documento está sendo &#8216;rasgado&#8217; sem pudor e compromisso.</p>
<p>Ela também relatou que se sentiu violada e desrespeitada. A embaixada dos Estados Unidos no Brasil ainda não se posicionou sobre o caso.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DIgb8R7xpKV/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
</div>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/p/DIgb8R7xpKV/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Uma publicação compartilhada por Erika Hilton (@hilton_erika)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p><em>* Sob supervisão de Danilo Duarte</em></p>
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            <media:description><![CDATA[Erika Hilton faria viagem para palestrar em universidades dos EUA –Foto: Antonio Araújo / Câmara dos Deputados]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>Major travesti da PM é aposentada compulsoriamente pelo governo de SC</title>
		<link>https://floripa.lgbt/seguranca/transfobia/major-travesti-da-pm-e-aposentada-pelo-governo-de-sc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vitor Both]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2025 17:55:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Transfobia]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Governo de Santa Catarina]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>
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					<description><![CDATA[Aposentadoria da major travesti Lumen Lohn Freitas foi publicada no Diário Oficial do Estado  ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O governador do Estado, <strong><a href="https://floripa.lgbt/politica/lei-transicao-de-genero-em-menores-em-sc/">Jorginho Mello (PL)</a></strong>, aposentou compulsoriamente a major travesti Lumen Lohn Freitas, 45 anos, da Polícia Militar de Santa Catarina. A decisão foi publicada no Diário Oficial e o motivo da aposentadoria seria por questões comportamentais e inconstância laboral.</p>
<p>Lumen trabalhava na <a href="http://pm.sc.gov.br" target="_blank" rel="noopener">Polícia Militar</a> há quase 27 anos e precisou se afastar em 2019 para um tratamento de depressão. Quando voltou, em 2022, a major iniciou a <strong><a href="https://floripa.lgbt/politica/lei-transicao-de-genero-em-menores-em-sc/">transição de gênero</a></strong> e mudança do nome social.</p>
<p>Desde então, ela enfrentou dificuldades dentro da corporação e teve sua promoção para tenente-coronel negada sete vezes.</p>
<p>Um dos argumentos é de que a policial não teria zelado “pelo bom nome da Polícia Militar e de cada um de seus integrantes, obedecendo e fazendo obedecer aos preceitos de ética policial-militar”. <strong><a href="https://floripa.lgbt/politica/eleicoes-2024/elenira-coletiva-pt/">Lumen</a></strong> explica que o fato de ter sido negada nas promoções e foi usado para abrir o processo no Conselho de Justificação.</p>
<h2>Major travesti da PM teme por trajetória profissional interrompida</h2>
<p>Em abril de 2023, um colegiado foi instaurado para “avaliar a capacidade moral e profissional do referido oficial e a convivência de sua permanência nas fileiras da Polícia Militar”. Depois do parecer do Conselho de Justificação (CJ) da PM para aposentar Lumen, coube ao governador Jorginho Mello acatar a decisão.</p>
<p>Com a aposentadoria compulsória, a major travesti terá sua trajetória profissional interrompida. Ao <strong>Floripa.LGBT</strong>, Lumen afirmou que vai recorrer da decisão na justiça, mas sente que já foi muito prejudicada, pois o caso pode levar décadas para ser concluído, tempo em que ela poderia exercer a profissão.</p>
<p>Lumen Lohn Freitas é travesti, lésbica, mãe e casada. Além da carreira na Polícia Militar, ela é ativista nos direitos das pessoas transexuais e travestis. Em 2024, foi uma das integrantes do Elenira Coletiva Popular, candidatura coletiva para vereador em Florianópolis.</p>
<figure id="attachment_9439" aria-describedby="caption-attachment-9439" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-9439" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/elenira-coletiva.jpg" alt="Major travesti da PM é aposentada compulsoriamente pelo governo de SC" width="1920" height="1260" title="Major travesti da PM é aposentada compulsoriamente pelo governo de SC" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/elenira-coletiva.jpg 1920w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/elenira-coletiva-800x525.jpg 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/elenira-coletiva-1200x788.jpg 1200w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/elenira-coletiva-768x504.jpg 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/elenira-coletiva-1536x1008.jpg 1536w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/elenira-coletiva-150x98.jpg 150w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /><figcaption id="caption-attachment-9439" class="wp-caption-text">Lumen Freitas (à esq.) é mulher travesti e lésbica e Wesley Lima (à dir.) é um homem cis bissexual, ambos fizeram parte da Elenira Coletiva Popular de Florianópolis na disputa por uma vaga na Câmara de Vereadores de Florianópolis &#8211; Imagem: Montagem/Reprodução/Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p>Ao jornal O Globo, o Governo de Santa Catarina enviou uma nota, em que esclarece a decisão do governador. Ainda segundo a reportagem, a Polícia Militar de Santa Catarina informou que a transferência da Major Lumen para a reserva remunerada, ou seja, aposentadoria com salário integral, foi motivada por sucessivos afastamentos da oficial.</p>
<p><strong>Leia a nota do Governo do Estado:</strong></p>
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="21" data-reader-unique-id="39">
<blockquote>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-reader-unique-id="40">O Governo de Santa Catarina recebeu a decisão Conselho de Justificação da Polícia Militar que solicitava sua transferência para a reserva. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado e teve como base pareceres técnicos e jurídicos da Procuradoria-Geral do Estado e do próprio Conselho de Justificação da Polícia Militar. A alegação foi de incompatibilidade para continuar na ativa. Essa justificativa foi considerada válida, de acordo com a legislação vigente, e por isso ocorre a determinação de que se afaste do serviço ativo e passe para a reserva.</p>
</blockquote>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-reader-unique-id="40"><em>* Sob supervisão de Danilo Duarte</em></p>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
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            <media:description><![CDATA[Major travesti Lumen Lohn Freitas foi aposentada compulsoriamente da Polícia Militar – Foto: Reprodução/Floripa.LGBT]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>Brasil lidera ranking global de mortes de pessoas trans há 17 anos; SC sofre com subnotificação</title>
		<link>https://floripa.lgbt/cidadania/brasil-ranking-mortes-de-pessoas-trans-santa-catarina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Verissimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2025 18:08:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Transfobia]]></category>
		<category><![CDATA[Violência contra LGBTs]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>
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					<description><![CDATA[Dossiê registra 105 mortes de pessoas trans, fruto de assassinato, no último ano no Brasil, uma queda de 14 casos em relação a 2023]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil registrou 105 assassinatos de pessoas trans em 2024, consolidando-se, pelo 17º ano consecutivo como o <a href="https://floripa.lgbt/seguranca/violencia-contra-lgbts/mortes-violentas-sc/"><strong>país que mais mata pessoas trans no mundo</strong></a>, segundo o relatório da Rede Trans Brasil. Desde 2015, já foram documentadas 1.181 mortes de pessoas trans no país, reflexo de uma violência sistemática e estrutural que atinge essa comunidade.</p>
<p>Os dados, que serão oficialmente publicados no dia 29 de janeiro, são do Dossiê &#8220;Registro Nacional de Mortes de Pessoas Trans no Brasil em 2024: da Expectativa de Morte a um Olhar para a Presença Viva de Estudantes Trans na Educação Básica Brasileira&#8221;, da<a href="https://www.instagram.com/redetransbrasil/" target="_blank" rel="noopener"> Rede Trans Brasil</a>.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1627568&amp;o=node" alt="Brasil lidera ranking global de mortes de pessoas trans há 17 anos; SC sofre com subnotificação" title="Brasil lidera ranking global de mortes de pessoas trans há 17 anos; SC sofre com subnotificação"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1627568&amp;o=node" alt="Brasil lidera ranking global de mortes de pessoas trans há 17 anos; SC sofre com subnotificação" title="Brasil lidera ranking global de mortes de pessoas trans há 17 anos; SC sofre com subnotificação"></p>
<p>O Nordeste lidera como a região mais letal, concentrando 38% das mortes de pessoas trans, seguido pelo Sudeste (33%), pelo Centro-Oeste (12,6%), pelo Norte (9,7%) e Sul, com 4,9% dos casos. Mesmo com os números alarmantes, especialistas apontam que a subnotificação é um problema grave que pode mascarar a real extensão da violência.</p>
<h3><strong>Santa Catarina tem subnotificação de mortes de pessoas trans</strong></h3>
<p>De acordo com o relatório da Rede Trans Brasil, Santa Catarina não registrou oficialmente assassinatos de pessoas trans em 2023. Contudo, organizações locais e especialistas destacam a possibilidade de subnotificação significativa.</p>
<p>Dados anteriores mostram que <strong><a href="https://floripa.lgbt/seguranca/violencia-contra-lgbts/mortes-violentas-sc/">Santa Catarina enfrenta grande violência contra pessoas LGBTQIA+</a></strong>. Em 2023, o Grupo Gay da Bahia (GGB) registrou 5 mortes violentas de pessoas LGBTQIA+ no estado, sendo o segundo maior da região Sul, ficando atrás do Paraná.</p>
<p>A falta de registros de mortes de pessoas trans não significa ausência de violência, mas sim a precariedade na coleta de dados e na classificação dos crimes como motivados por transfobia.</p>
<p>Segundo a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), muitas ocorrências deixam de ser categorizadas como crimes de ódio devido à falta de preparo das forças de segurança e à ausência de delegacias especializadas para atender a população LGBTQIA+.</p>
<h3><strong>Perfil das vítimas</strong></h3>
<p>A pesquisa da Rede Trans Brasil também descreve o perfil das vítimas: a maioria das mortes de pessoas trans são mulheres trans e travestis negras, jovens e trabalhadoras sexuais.</p>
<p>Além disso, o relatório aponta que 66% dos casos de assassinatos registrados em 2024 ainda estavam sob investigação, com apenas 34% dos suspeitos presos até o momento, sendo a maioria companheiros e ex-companheiros.<em><br />
</em></p>
<h3><strong>Recomendações e caminhos para mudança</strong></h3>
<p>A Rede Trans Brasil e a Antra destacam que enfrentar a violência contra pessoas trans no Brasil exige ações urgentes e coordenadas. A criação de delegacias especializadas para investigar crimes de ódio é um dos passos para oferecer à população trans um atendimento mais eficaz e humanizado.</p>
<p>Além disso, a capacitação oficiais e profissionais de saúde é essencial para aprimorar o acolhimento e registro de casos envolvendo essa comunidade.</p>
<p>Outro ponto é a melhoria na coleta de dados oficiais, garantindo que crimes transfóbicos sejam devidamente categorizados e registrados. Isso permitiria uma análise mais precisa da violência enfrentada por essa população, ajudando a fundamentar políticas públicas eficazes.</p>
<p>Campanhas de <strong><a href="https://floripa.lgbt/educacao/sc-tem-557-estudantes-trans-matriculados/">conscientização em escolas</a></strong>, comunidades e instituições também são recomendadas como forma de promover a aceitação e o respeito à diversidade, contribuindo para o combate ao preconceito enraizado na sociedade.</p>
<p>Para Isabella Santorinne, secretária adjunta de Comunicação da Rede Trans Brasil, essas ações representam um caminho necessário para enfrentar o ciclo de violência e invisibilidade:</p>
<blockquote><p>“Faltam políticas públicas voltadas para a proteção de pessoas trans. Embora existam iniciativas pontuais, elas são insuficientes diante do cenário de exclusão e violência que a população trans enfrenta. É urgente criar ações que promovam educação inclusiva, empregabilidade, acesso à saúde e segurança, além de garantir que crimes transfóbicos sejam devidamente investigados e punidos. Sem políticas públicas eficazes, a luta pela sobrevivência e dignidade continua sendo uma batalha diária para pessoas trans no Brasil”.</p></blockquote>
<p><em>* Sob supervisão de Danilo Duarte</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>Professora trans de SC será indenizada em R$ 25 mil após sofrer transfobia</title>
		<link>https://floripa.lgbt/justica/professora-trans-de-sc-sera-indenizada-em-r-25-mil-apos-sofrer-transfobia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vitor Both]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Dec 2024 19:26:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Transfobia]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Catarina]]></category>
		<category><![CDATA[Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC)]]></category>
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					<description><![CDATA[Ataques contra professora de uma escola pública de Gaspar aconteceram em 2019, mas o processo só foi concluído cinco anos depois]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma professora trans de Gaspar, no Vale do Itajaí, <strong><a href="https://floripa.lgbt/justica/escola-de-florianopolis-e-condenada-a-pagar-r-40-mil-para-professor-vitima-de-homofobia/">será indenizada por dano moral cinco anos após sofrer ataques transfóbicos</a></strong>. O caso aconteceu em 2019, a professora concorria ao cargo de diretora de uma escola, quando uma mãe de alunos promoveu uma campanha contra a professora em grupos de WhatsApp para que ela não fosse eleita, por ser uma mulher transexual.</p>
<figure id="attachment_10865" aria-describedby="caption-attachment-10865" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-10865" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/12/professora-trans-de-sc-sera-indenizada.jpg" alt="Professora trans de SC será indenizada 5 anos após sofrer transfobia" width="1200" height="688" title="Professora trans de SC será indenizada em R$ 25 mil após sofrer transfobia" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/12/professora-trans-de-sc-sera-indenizada.jpg 1200w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/12/professora-trans-de-sc-sera-indenizada-800x459.jpg 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/12/professora-trans-de-sc-sera-indenizada-768x440.jpg 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/12/professora-trans-de-sc-sera-indenizada-150x86.jpg 150w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption id="caption-attachment-10865" class="wp-caption-text">Professora trans foi vítima de ataques transfóbicos durante eleição para diretora em escola de Gaspar – Foto: Reprodução/Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p>Na época, com 26 anos de carreira nas redes municipais e estaduais de ensino, Lodemar Luciano Schmitt, hoje com 50 anos, foi convidada a se candidatar ao cargo de diretora na Escola Básica Dolores. Luzia Santos Krauss. Após cumprir os requisitos, se candidatou como única concorrente.</p>
<p>Dois dias antes das eleições, começaram a circular áudios em grupos de WhatsApp da Associação de Pais e Professores (APP) e de mães de alunos, que manifestavam contra a candidatura da professora trans.</p>
<p>Nos áudios juntados no processo, é possível ouvir: <i>“se fosse um homossexual vestido de homem não teria problema, mas é vestido de mulher e não fica bem para a escola ter à frente da direção uma transexual”.</i></p>
<figure id="attachment_10866" aria-describedby="caption-attachment-10866" style="width: 326px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-10866" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/12/lodemar-schmitt.jpg" alt="Lodemar Schmitt, professora trans de Gaspar" width="326" height="322" title="Professora trans de SC será indenizada em R$ 25 mil após sofrer transfobia" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/12/lodemar-schmitt.jpg 1206w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/12/lodemar-schmitt-800x790.jpg 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/12/lodemar-schmitt-1200x1185.jpg 1200w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/12/lodemar-schmitt-768x758.jpg 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/12/lodemar-schmitt-96x96.jpg 96w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/12/lodemar-schmitt-150x148.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 326px) 100vw, 326px" /><figcaption id="caption-attachment-10866" class="wp-caption-text">Lodemar foi a primeira mulher trans eleita diretora de escola pública em SC – Foto: Arquivo pessoal/Reprodução/Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p class="p1">Ao tomar conhecimento dos áudios, que circularam em grupos da escola e em diversos outros grupos da cidade, Lodemar pensou em desistir da candidatura, foi acometida por síndrome do pânico e depressão, mesmo recebendo o apoio da comunidade que lhe conhece. Lodemar enfrentou críticas e transfobia nas redes sociais e nas ruas.</p>
<p>Na decisão do juíz Clóvis Marcelino dos Santos, da 1ª Vara Cível da <a href="https://www.tjsc.jus.br/comarcas/gaspar" target="_blank" rel="noopener">Comarca de Gaspar</a>, observou que houve crime de transfobia e concordou com a autora, que foi representada pela advogada Rosane Martins.</p>
<blockquote><p><em>“Há robusto acervo probatório de que a parte ré, munida (…) de preconceito por identidade de gênero e orientação sexual, tentou interceder na eleição para o cargo que a parte autora se candidatou, a fim de evitar a eleição da demandante. Ressalta-se, que a parte ré não tinha qualquer fato desabonador na conduta pessoal/profissional da parte autora que justificasse a tentativa de angariar votos contrários à referida candidatura, porém, somente por ser ela transsexual. Portanto, restou absolutamente demonstrado que a ação da parte ré foi motivada puramente por homofobia e transfobia”.</em></p></blockquote>
<p class="p1">No processo, a ré afirmou que não fez ataques transfóbicos, que apenas expressou sua opinião. Na sentença, o juíz entendeu que a conduta não pode ser tolerada como liberdade de expressão.</p>
<blockquote>
<p class="p1">&#8220;Assim, a conduta da parte ré não pode ser tolerada, mesmo sob o pretexto da liberdade de expressão, que deve ser limitada, quando houver abuso de direito, ofensa à personalidade ou cometimento de ilícitos penais.&#8221;</p>
</blockquote>
<p class="p1">De acordo com o processo, embora a professora tenha sido eleita, o episódio deixou danos morais, levando ela a buscar indenização pelos atos transfóbicos que prejudicaram sua reputação e causaram insegurança física e psicológica.</p>
<h2>Decisão servirá como exemplo para sociedade, afirma professora</h2>
<p>Lodemar Luciano Schmitt afirma que é de família tradicional da cidade, de origem alemã, religiosa e que sempre foi acolhida e respeitada. A professora também ressalta que teve sorte em não cair na prostituição ou nas drogas, como acontece com muitas mulheres transexuais.</p>
<blockquote><p>&#8220;Para sair dessa marginalização, eu optei por estudar bastante e me jogar na carreira da educação, como professora. Sou formada em Matemática e Física pela Universidade Regional de Blumenau (Furb), tenho pós graduação e diversos cursos de qualificação&#8221;, afirma Lodemar.</p></blockquote>
<p>Para Lodemar, o valor da indenização é insuficiente para cobrir todo o sofrimento, mas destaca que serve como exemplo para a sociedade.</p>
<p>A decisão transitou em julgado, o que significa que não há mais possibilidade de recursos.</p>
<p><em>* Sob supervisão de Danilo Duarte</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Mulher trans denuncia academia por impedi-la de usar banheiro feminino em Criciúma</title>
		<link>https://floripa.lgbt/seguranca/transfobia/mulher-trans-denuncia-academia-por-impedi-la-de-usar-banheiro-feminino-em-criciuma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vitor Both]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2024 16:01:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Transfobia]]></category>
		<category><![CDATA[Criciúma]]></category>
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					<description><![CDATA[Gerente da academia teria orientado aluna a usar o banheiro masculino após mulheres cisgênero se sentirem incomodadas com a presença dela]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma <strong><a href="https://floripa.lgbt/justica/stf-rejeita-exame-de-recurso-sobre-o-uso-de-banheiro-por-pessoa-trans/">mulher trans denunciou ter sido impedida de usar o banheiro feminino</a></strong> de uma academia que frequentava em Criciúma, no sul de Santa Catarina. A aluna chegou a gravar um vídeo para registrar o caso de <a href="https://floripa.lgbt/meio-ambiente/o-que-e-transfobia-ambiental-g20/"><strong>transfobia</strong></a> contra ela.</p>
<figure id="attachment_10694" aria-describedby="caption-attachment-10694" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10694" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/banheiro-mulher-trans-impedida-.jpg" alt="Mulher trans é impedida de usar banheiro feminino em academia de Criciúma" width="1200" height="800" title="Mulher trans denuncia academia por impedi-la de usar banheiro feminino em Criciúma" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/banheiro-mulher-trans-impedida-.jpg 1200w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/banheiro-mulher-trans-impedida--800x533.jpg 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/banheiro-mulher-trans-impedida--768x512.jpg 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/banheiro-mulher-trans-impedida--150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption id="caption-attachment-10694" class="wp-caption-text">Gerente teria pedido para que a aluna transgênero usasse o banheiro masculino – Foto: Freepik/Reprodução/Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p>Aline Morinigo Ramos, 31, frequentava uma academia havia cinco anos e afirma que nunca tinha sofrido nenhum tipo de discriminação. Mas tudo mudou na última quarta-feira (27), quando Aline foi avisada pela recepcionista que não poderia mais usar o banheiro feminino, pois outras mulheres estavam se sentindo incomodadas com a presença dela e o gerente teria orientado ela a usar o banheiro masculino.</p>
<blockquote><p>&#8220;Eu fiquei sem chão na hora, meu mundo caiu, porque até então eu nunca tinha sofrido algo desse tipo, fiquei muito nervosa. Mas consegui gravar [a situação], se eu só falasse, as pessoas não iriam acreditar&#8221;, afirma Aline.</p></blockquote>
<p>Depois do ocorrido, Aline procurou a Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso de Criciúma, da <strong><a href="http://pc.sc.gov.br" target="_blank" rel="noopener">Polícia Civil</a></strong>, e registrou um boletim de ocorrência (B.O). O caso foi registrado como crime de racismo, que inclui os casos de LGBTfobia.</p>
<blockquote><p>&#8220;Eu não pretendo malhar mais, perdi a mensalidade que eu tinha pago, mas prefiro perder do que estar malhando em um lugar que eu não sou bem-vinda. Vou procurar outro lugar que me aceite e me respeite&#8221;, desabafou Aline.</p></blockquote>
<p>O <strong>Floripa.LGBT </strong>não conseguiu contato com a academia para falar sobre as denúncias, mas o espaço segue aberto para manifestação.</p>
<h2>Uso de banheiros por pessoas trans já foi parar no STF</h2>
<p>Em junho deste ano, o STF julgou uma ação envolvendo uma <a href="https://floripa.lgbt/justica/stf-retoma-julgamento-de-acao-de-mulher-trans-impedida-de-usar-banheiro-feminino-em-florianopolis/"><strong>mulher trans impedida de usar o banheiro feminino num shopping center de Florianópolis</strong></a> (SC). O caso chegou ao Supremo em 2014, mas após um pedido de vista em 2015, só voltou a ser pautado em 2024.</p>
<p>Um Recurso Extraordinário foi apresentado para discutir sobre o direito de pessoas transexuais serem tratadas socialmente de forma condizente com sua identidade de gênero. Na ocasião, os ministros decidiram que o recurso não envolvia matéria constitucional e, portanto, não deveria ser julgado pela Corte.</p>
<figure id="attachment_2618" aria-describedby="caption-attachment-2618" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2618" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2023/08/stf-arcoiris-lgbtqiap-nelsonjr-stf.jpg" alt="Em junho de 2019, STF declarou crime a LGBTfobia - (Foto: Nelso Júnior/STF/Divulgação)" width="900" height="600" title="Mulher trans denuncia academia por impedi-la de usar banheiro feminino em Criciúma" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2023/08/stf-arcoiris-lgbtqiap-nelsonjr-stf.jpg 900w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2023/08/stf-arcoiris-lgbtqiap-nelsonjr-stf-800x533.jpg 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2023/08/stf-arcoiris-lgbtqiap-nelsonjr-stf-768x512.jpg 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2023/08/stf-arcoiris-lgbtqiap-nelsonjr-stf-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /><figcaption id="caption-attachment-2618" class="wp-caption-text">Em junho de 2019, STF declarou crime a LGBTfobia &#8211; (Foto: Nelso Júnior/STF/Divulgação)</figcaption></figure>
<p>Em primeira instância, o shopping foi condenado a pagar R$ 15 mil de indenização à mulher, mas a sentença foi reformada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que entendeu que não houve dano moral, mas “mero dissabor”. Contra essa decisão, a mulher recorreu ao STF.</p>
<h2>Crimes de LGBTfobia são tratados como racismo</h2>
<p>Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) <strong><a href="https://floripa.lgbt/justica/ha-5-anos-stf-aprovou-a-criminalizacao-da-lgbtfobia-descubra-o-que-mudou/">decidiu que o crime de homofobia e transfobia sejam equiparados ao crime de racismo</a></strong>, já que não existe uma legislação específica aprovada pelo Congresso Nacional.</p>
<p>Em caso de condenação, esses crimes não permitem acordos para evitar punição. Além da homofobia e do racismo, o acordo também não pode ser feito nos crimes de violência doméstica, pois são práticas com alto grau de reprovação.</p>
<h2>O que fazer em caso de violência LGBT+</h2>
<p>Encarar um episódio de violência não é fácil, o medo e a vergonha de denunciar podem acabar deixando agressores impunes. Por isso, em caso de <a href="https://floripa.lgbt/justica/ha-5-anos-stf-aprovou-a-criminalizacao-da-lgbtfobia-descubra-o-que-mudou/"><strong>LGBTfobia</strong></a>, é importante procurar a Polícia Civil e fazer a denúncia.</p>
<p>As denúncias de casos de violência podem ser feitas pelo disque denúncia 181, pelo <strong><a href="http://wa.me/+554898844-0011" target="_blank" rel="noopener">WhatsApp da Polícia Civil (48) 98844-0011</a></strong> ou ainda pelo <a href="https://denuncias.pc.sc.gov.br/#/" target="_blank" rel="noopener">site da polícia</a>.</p>
<p>Um <strong><a href="https://antrabrasil.org/wp-content/uploads/2020/03/cartilha-lgbtifobia.pdf" target="_blank" rel="noopener">manual contra LGBTfobia</a></strong> também explica quais são os meios legais que uma pessoa pode recorrer para de se defender da violência LGBTfóbica. O documento foi elaborado pela <a href="https://antrabrasil.org/" target="_blank" rel="noopener">Antra</a> (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) e pela <a href="https://www.abglt.org/" target="_blank" rel="noopener">ABGLT</a> (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos).</p>
<p>A cartilha esclarece dúvidas sobre como fazer denúncias, acompanhar o processo jurídico e cobrar que casos de crime de homofobia sejam reconhecidos dessa forma. O material é gratuito e pode ser acessado <strong><a href="https://antrabrasil.org/wp-content/uploads/2020/03/cartilha-lgbtifobia.pdf" target="_blank" rel="noopener">neste link</a></strong>.</p>
<p><em>* Sob supervisão de Danilo Duarte</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Sarah McBride, 1ª trans eleita para o Congresso nos EUA, será proibida de usar banheiro feminino</title>
		<link>https://floripa.lgbt/politica/sarah-mcbride-1a-trans-eleita-para-o-congresso-nos-eua-sera-proibida-de-usar-banheiro-feminino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vitor Both]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2024 13:31:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Transfobia]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=10574</guid>

					<description><![CDATA[A democrata Sarah McBride sofrerá as consequências da decisão do Presidente da Câmara, que é resultado da pressão de deputados republicanos, sobre uso do banheiro por pessoas trans]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo faltando quase dois meses para a posse, a democrata Sarah McBride &#8211; <a href="https://floripa.lgbt/politica/estados-unidos-elegem-a-1a-pessoa-trans/"><strong>primeira mulher trans eleita para o Congresso dos Estados Unidos</strong></a> &#8211; não poderá usar o banheiro feminino do Capitólio. Justamente no dia internacional da memória transgênero, o presidente da Câmara, Mike Johnson, aprovou uma nova regra, proibindo pessoas trans de usarem os banheiros femininos do local.</p>
<figure id="attachment_10580" aria-describedby="caption-attachment-10580" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10580" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/Mulher-trans-eleita-para-o-Congresso-nos-EUA-sera-proibida-de-usar-banheiro-feminino.jpg" alt="Mulher trans eleita para o Congresso nos EUA será proibida de usar banheiro feminino" width="1500" height="1000" title="Sarah McBride, 1ª trans eleita para o Congresso nos EUA, será proibida de usar banheiro feminino" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/Mulher-trans-eleita-para-o-Congresso-nos-EUA-sera-proibida-de-usar-banheiro-feminino.jpg 1500w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/Mulher-trans-eleita-para-o-Congresso-nos-EUA-sera-proibida-de-usar-banheiro-feminino-800x533.jpg 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/Mulher-trans-eleita-para-o-Congresso-nos-EUA-sera-proibida-de-usar-banheiro-feminino-1200x800.jpg 1200w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/Mulher-trans-eleita-para-o-Congresso-nos-EUA-sera-proibida-de-usar-banheiro-feminino-768x512.jpg 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/Mulher-trans-eleita-para-o-Congresso-nos-EUA-sera-proibida-de-usar-banheiro-feminino-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /><figcaption id="caption-attachment-10580" class="wp-caption-text">Sarah McBride é a primeira mulher trans eleita para o congresso dos EUA – Foto: sarahmcbride.com/Reprodução/ Floripa.LGBT</figcaption></figure>
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<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="35" data-block-id="5">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Artigo - Links Texto">A deputada republicana Nancy Mace apresentou uma resolução para banir mulheres trans de frequentar banheiros e vestiários do Capitólio, e sob pressão, Johnson se adiantou e anunciou a decisão de proibir, numa tentativa de encerrar a polêmica. As informações são do <a href="https://g1.globo.com/mundo/blog/sandra-cohen/post/2024/11/21/primeira-congressista-trans-eleita-nos-eua-sarah-mcbride-sera-proibida-de-frequentar-banheiro-feminino-do-capitolio.ghtml" target="_blank" rel="noopener">portal g1</a>.</p>
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Artigo - Links Texto">A proposta é considerada transfóbica e Nancy teria afirmado que Sarah &#8220;é um homem&#8221; e, por isso, não teria o direito de utilizar espaços femininos no Capitólio. A congressista republicana anunciou ainda que deve apresentar um projeto de lei mais amplo, estendendo a proibição do uso de banheiros e vestiários femininos por pessoas trans a todas as repartições federais.</p>
<h2 data-track-category="Link no Texto" data-mrf-recirculation="Artigo - Links Texto">Sarah McBride diz que vai respeitar decisão</h2>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Artigo - Links Texto">A congressista democrata publicou uma nota no X, antigo twitter, e destacou que foi eleita para resolver problemas mais importantes do que brigar por banheiros.</p>
<blockquote>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Artigo - Links Texto">“Não estou aqui para brigar por banheiros. Estou aqui para lutar pelos moradores de Delaware e para reduzir os custos enfrentados pelas famílias”, postou McBride no X.</p>
</blockquote>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Artigo - Links Texto">Ela ainda afirmou que vai acatar a nova regra. “Assim como todos os deputados, seguirei as regras determinadas pelo presidente Johnson, ainda que não concorde com elas”, concluiu McBride, classificando a questão como uma “tentativa de nos distrair dos reais problemas enfrentados por este país&#8221;.</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Artigo - Links Texto"><em>* Sob supervisão de Danilo Duarte</em></p>
</div>
</div>
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            <media:description><![CDATA[Sarah McBride é a primeira mulher trans eleita para o congresso dos EUA – Foto: sarahmcbride.com/Reprodução/ Floripa.LGBT]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>O que é transfobia ambiental, termo citado no G20, que relaciona desastres e pessoas trans</title>
		<link>https://floripa.lgbt/meio-ambiente/o-que-e-transfobia-ambiental-g20/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vitor Both]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Nov 2024 18:50:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Transfobia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=10565</guid>

					<description><![CDATA[Debate sobre transfobia ambiental e os impactos das tragédias ambientais para pessoas trans aconteceu durante o G20 social, no Rio de Janeiro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Transfobia ambiental é um dos termos que ganhou espaço durante o G20 social, que aconteceu no Rio de Janeiro na última semana. De acordo com movimentos LGBTI+, as pessoas trans estão entre as mais atingidas por desastres ambientais, pois além de perder bens e moradia, enfrentam o preconceito em abrigos e a dificuldade em acessar serviços públicos.</p>
<figure id="attachment_10568" aria-describedby="caption-attachment-10568" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10568 size-large" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/transofbia-ambiental-pessoas-trans-sao-as-mais-atingidas-por-tragedias--1200x800.jpg" alt="Transfobia ambiental: pessoas trans estão entre as mais afetadas por desastres" width="1200" height="800" title="O que é transfobia ambiental, termo citado no G20, que relaciona desastres e pessoas trans" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/transofbia-ambiental-pessoas-trans-sao-as-mais-atingidas-por-tragedias--1200x800.jpg 1200w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/transofbia-ambiental-pessoas-trans-sao-as-mais-atingidas-por-tragedias--800x533.jpg 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/transofbia-ambiental-pessoas-trans-sao-as-mais-atingidas-por-tragedias--768x512.jpg 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/transofbia-ambiental-pessoas-trans-sao-as-mais-atingidas-por-tragedias--1536x1024.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption id="caption-attachment-10568" class="wp-caption-text">Mesa da ABGLT no G20 Social, sobre tragédias ambientais e o impacto para a população LGBTI+, no Espaço Kobra &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil / Divulgação / Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p>A afirmação foi feita por integrantes de movimentos LGBTI+ na última sexta-feira (15), durante o G20 social, no Rio de Janeiro, que participaram da atividade Tragédias Ambientais e o impacto para a população LGBTI+. As informações são da <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2024-11/populacao-trans-esta-entre-mais-atingidas-por-desastres-ambientais-0" target="_blank" rel="noopener">Agência Brasil</a>.</p>
<p>Um dos exemplos de desastres ambientais recentes de grande impacto são as enchentes que assolaram o Sul do Brasil no primeiro semestre de 2024. Pouco mais de seis meses após as <strong><a href="https://floripa.lgbt/agenda-de-eventos/shows/festival-artistas-pelo-rs-reune-talentos-no-haoma-em-prol-de-vitimas-das-enchentes/">enchentes no Rio Grande do Sul</a></strong>, os impactos sociais continuam sendo discutidos e sentidos pela população.</p>
<p>Um novo termo tem sido debatido entre especialistas e movimentos: a <strong>transfobia ambiental</strong>, baseada no conceito de racismo ambiental, usado para mostrar como catástrofes ambientais – enchentes, secas, contaminação – impactam de forma mais severa as populações das periferias.</p>
<h2>Pessoas trans tem mais dificuldade em acessar ajuda emergencial</h2>
<p>Desabrigadas, as pessoas trans podem ser discriminadas de várias formas, como restrição de uso de banheiros e desrespeito com o nome social e a identidade de gênero. De acordo com a vice-presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT), Keila Simpson, a população trans tem mais dificuldade para acessar ajuda emergencial.</p>
<blockquote><p>&#8220;Quando abandonam os locais onde vivem e as casas para ir para espaços coletivos, muitas vezes as pessoas não querem dividir espaço com travestis. É uma grande violência e discriminação na vida de uma pessoa que já vem de um sofrimento, que já perdeu as próprias coisas. Quando busca abrigo nesse contexto de vulnerabilidade ainda há o processo de exclusão”, afirma Keila.</p></blockquote>
<p>A presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Bruna Benevides, afirma que a associação realizou um seminário para discutir os impactos da tragédia no Rio Grande do Sul e ouvir as pessoas trans atingidas.</p>
<blockquote><p>“Foi um cenário preocupante. Naquele momento, as pessoas estavam passando por uma tragédia e as pessoas trans não estavam podendo fazer a retirada de kits de higiene ou cesta básica. Eram entregues em unidades militares e essas pessoas estavam sendo proibidas de entrar em quartéis”, relata.</p></blockquote>
<h2>Transfobia ambiental e as demandas da população LGBTI+</h2>
<p>Segundo Victor de Wolf, presidente da ABGLT e diretor da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Pessoas Trans e Intersexos (ILGALAC) para o Brasil, a partir das atividades e diálogos no G20 Social, a intenção é enviar um documento com as principais demandas da população LGBTI+ para os líderes mundiais.</p>
<figure id="attachment_10575" aria-describedby="caption-attachment-10575" style="width: 1200px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10575 size-large" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/tranfobia-ambiental-G20-Social-1200x800.jpg" alt="transfobia ambiental G20 social " width="1200" height="800" title="O que é transfobia ambiental, termo citado no G20, que relaciona desastres e pessoas trans" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/tranfobia-ambiental-G20-Social-1200x800.jpg 1200w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/tranfobia-ambiental-G20-Social-800x533.jpg 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/tranfobia-ambiental-G20-Social-768x512.jpg 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/11/tranfobia-ambiental-G20-Social-1536x1024.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption id="caption-attachment-10575" class="wp-caption-text">Victor de Wolf participa de mesa da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) no G20 Social, sobre tragédias Ambientais e o impacto para a população LGBTI+, no Espaço Kobra. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Wolf defende a importância da participação da população LGBTI+ em espaços de discussão internacional. É preciso “entender a participação da sociedade civil como mecanismo e como é possível, pela pressão, como pode influenciar nos mecanismos internacionais e influenciar decisões de governos e atuar junto a instituições”, enfatiza.</p>
<p><em>* Sob supervisão de Danilo Duarte</em></p>
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            <media:description><![CDATA[Mesa da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) no G20 Social, sobre tragédias Ambientais e o impacto para a população LGBTI+, no Espaço Kobra. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Divulgação/Floripa.LGBT]]></media:description>    
            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>Shopping usa &#8220;código homossexual&#8221; como ocorrência de segurança</title>
		<link>https://floripa.lgbt/seguranca/homofobia/shopping-codigo-homossexual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vitor Both]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2024 20:42:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[Lesbofobia]]></category>
		<category><![CDATA[Transfobia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
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					<description><![CDATA[Equipe de segurança do shopping tem código de ocorrência impresso no crachá para identificar pessoas LGBT+. Empresa nega discriminação]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um crachá com o código &#8220;homossexual&#8221; entre as ocorrências de segurança de um <a href="https://floripa.lgbt/justica/stf-rejeita-exame-de-recurso-sobre-o-uso-de-banheiro-por-pessoa-trans/">shopping</a> em Olinda (PE) chamou atenção de um frequentador que teve acesso ao documento e o assunto passou a repercutir nacionalmente como indício de homofobia. A lista contém mais de 35 códigos, como casos de furto, assalto, agressão e crianças perdidas e serve para que a equipe interna de segurança possa conversar de forma objetiva e de forma discreta.</p>
<figure id="attachment_9067" aria-describedby="caption-attachment-9067" style="width: 1542px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9067" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/tacaruna-fachada.jpg" alt="Shopping usa código &quot;homossexual&quot; como ocorrência de segurança interna" width="1542" height="872" title="Shopping usa &quot;código homossexual&quot; como ocorrência de segurança" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/tacaruna-fachada.jpg 1542w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/tacaruna-fachada-800x452.jpg 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/tacaruna-fachada-1200x679.jpg 1200w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/tacaruna-fachada-768x434.jpg 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/tacaruna-fachada-1536x869.jpg 1536w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/tacaruna-fachada-150x85.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1542px) 100vw, 1542px" /><figcaption id="caption-attachment-9067" class="wp-caption-text">Shopping usa código &#8220;homossexual&#8221; como ocorrência de segurança interna &#8211; Foto: Divulgação/Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p>O caso foi revelado em uma <a href="https://marcozero.org/codigo-homossexual-para-segurancas-do-shopping-tacaruna-gera-denuncia-por-homofobia/" target="_blank" rel="noopener">reportagem do Marco Zero</a>. O jovem, que não quis se identificar, relatou ao jornal que já havia notado comportamentos discriminatórios pela equipe de segurança do shopping, antes mesmo de saber que havia um código para identificar pessoas LGBT+.</p>
<blockquote><p>“Na hora que vi o crachá me passaram várias coisas na cabeça e tantos eventos e situações fizeram sentido. A discriminação corriqueira que já havia notado tantas vezes naquele ambiente, comigo e com outros, não se tratava da conduta de algum colaborador específico, mas do próprio protocolo administrativo do shopping. Eles literalmente institucionalizaram a descriminalização em razão da sexualidade”, disse o jovem ao jornal.</p></blockquote>
<figure id="attachment_9066" aria-describedby="caption-attachment-9066" style="width: 319px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-9066" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/shopping_tacaruna_codigo_homossexual-621x800.jpeg" alt="Shopping usa código &quot;homossexual&quot; para ocorrências de segurança " width="319" height="411" title="Shopping usa &quot;código homossexual&quot; como ocorrência de segurança" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/shopping_tacaruna_codigo_homossexual-621x800.jpeg 621w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/shopping_tacaruna_codigo_homossexual-932x1200.jpeg 932w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/shopping_tacaruna_codigo_homossexual-768x989.jpeg 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/shopping_tacaruna_codigo_homossexual-150x193.jpeg 150w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/09/shopping_tacaruna_codigo_homossexual.jpeg 955w" sizes="auto, (max-width: 319px) 100vw, 319px" /><figcaption id="caption-attachment-9066" class="wp-caption-text">Seguranças usam código para identificar pessoas LGBT+ em ocorrências de segurança – Foto: Reprodução/Marco Zero</figcaption></figure>
<p>A foto que registrou o &#8220;código homossexual&#8221; viralizou rapidamente na internet. Além do código 30, a lista conta com ocorrências consideradas corriqueiras, como veículos abertos, faróis acesos ou mesmo entrada de mercadorias fora do horário estipulado pela administração do shopping.</p>
<p>Considerando o caso como <strong><a href="https://floripa.lgbt/justica/direitos-humanos/forum-de-violencia-urbana-vai-discutir-homofobia-e-racismo-em-florianopolis/">homofobia</a>,</strong> o frequentador fez denúncias à Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Assembleia Legislativa de Pernambuco e para a Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE).</p>
<p>O advogado Sérgio Pessoa, presidente da Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da OAB-PE, encaminhou a denúncia para o Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Dependendo das investigações, o shopping pode ser alvo de uma ação coletiva indenizatória.</p>
<h2>Shopping confirma existência do código &#8220;Homossexual&#8221;, mas nega homofobia</h2>
<p>Em nota à publicação, o shopping Tacaruna reconheceu os códigos utilizados no crachá da equipe de segurança e afirmou que são utilizados em casos de emergência e para resguardar a segurança de todos, sem orientação discriminatória.</p>
<p>&#8220;No caso em questão, reconhecemos o erro e nos desculpamos pelo uso inadequado do termo. Mas o único objetivo era garantir o direito amplo a todas as pessoas. Pedimos desculpas por qualquer interpretação fora desse contexto. Asseguramos que estamos revisando todos os termos adotados”, finaliza a nota.</p>
<p><em>* Sob supervisão de Danilo Duarte</em></p>
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            <media:credit role="author" scheme="urn:ebu"><![CDATA[]]></media:credit>

        </media:content>	</item>
		<item>
		<title>Boxeadora Imane Khalif é confundida com mulher trans e é vítima de ataques</title>
		<link>https://floripa.lgbt/esporte/boxeadora-imane-khalif-e-confundida-com-mulher-trans-e-e-vitima-de-ataques/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Yuri Micheletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Aug 2024 18:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Transfobia]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas 2024]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://floripa.lgbt/?p=8137</guid>

					<description><![CDATA[Imane Khalif é a atleta de boxe argelina que foi alvo de ataques transfóbicos na internet após desistência da adversária italiana nas Olimpíadas de Paris]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Imane Khelif é uma boxeadora argelina que está sendo alvo de ataques <strong><a href="https://floripa.lgbt/?s=transfobia">transfóbicos</a></strong> após sua disputa contra a italiana Angela Carini, nas oitavas de finais de boxe feminino das <strong><a href="https://floripa.lgbt/?s=Olimp%C3%ADadas+de+Paris">Olimpíadas de Paris</a></strong>, que aconteceu nessa quinta-feira (1º). Após o resultado da luta, que terminou após apenas 46 segundos, com a desistência da italiana, perfis conservadores começaram a atacar a atleta.</p>
<figure id="attachment_8155" aria-describedby="caption-attachment-8155" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-8155 size-full" src="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/08/Atleta-de-boxe-Imane-Khelif-venceu-a-disputa-apos-desistencia-da-adversaria-italiana-nas-Olimpiadas-de-Paris-Imagem-Instagram-Reproducao-Floripa.LGBT_-e1722621123301.jpg" alt="Atleta de boxe Imane Khelif venceu a disputa após desistência da adversária italiana nas Olimpíadas de Paris - Foto: Instagram/Reprodução/Floripa.LGBT" width="1080" height="714" title="Boxeadora Imane Khalif é confundida com mulher trans e é vítima de ataques" srcset="https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/08/Atleta-de-boxe-Imane-Khelif-venceu-a-disputa-apos-desistencia-da-adversaria-italiana-nas-Olimpiadas-de-Paris-Imagem-Instagram-Reproducao-Floripa.LGBT_-e1722621123301.jpg 1080w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/08/Atleta-de-boxe-Imane-Khelif-venceu-a-disputa-apos-desistencia-da-adversaria-italiana-nas-Olimpiadas-de-Paris-Imagem-Instagram-Reproducao-Floripa.LGBT_-e1722621123301-800x529.jpg 800w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/08/Atleta-de-boxe-Imane-Khelif-venceu-a-disputa-apos-desistencia-da-adversaria-italiana-nas-Olimpiadas-de-Paris-Imagem-Instagram-Reproducao-Floripa.LGBT_-e1722621123301-768x508.jpg 768w, https://floripa.lgbt/wp-content/uploads/2024/08/Atleta-de-boxe-Imane-Khelif-venceu-a-disputa-apos-desistencia-da-adversaria-italiana-nas-Olimpiadas-de-Paris-Imagem-Instagram-Reproducao-Floripa.LGBT_-e1722621123301-150x99.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /><figcaption id="caption-attachment-8155" class="wp-caption-text">Atleta de boxe Imane Khelif venceu a disputa após desistência da adversária italiana nas Olimpíadas de Paris &#8211; Foto: Instagram/Reprodução/Floripa.LGBT</figcaption></figure>
<p>O Comitê Olímpico Internacional (COI) saiu em defesa da atleta, afirmando que toda atleta que disputa os jogos cumprem regulamentos. Além de argumentar que a desclassificação de Imane no Mundial de Boxe se deu de forma &#8220;arbitrária&#8221; e sem procedimentos adequados.</p>
<p>A lutadora cumpriu todos os requisitos para competir nas Olimpíadas, mas foi reprovada em um exame do campeonato mundial de 2023.</p>
<p>Khelif foi reprovada em exame no Mundial Feminino de Boxe 2023, por critérios confidenciais, e desclassificada pela Associação Internacional de Boxe (IBA).</p>
<p>Essa associação foi banida pelo COI após falhas de transparência, suposta manipulação de resultados e corrupção. O Comitê também afirmou que no site do IBA é possível ver que a decisão de desqualificação de Imane foi tomada apenas pelo secretário geral da associação e o CEO.</p>
<p>Além de Imane, a lutadora de boxe taiunesa Lin Yu-ting, que também está disputando as <a href="https://floripa.lgbt/?s=olimpiadas"><strong>Olimpíadas de Paris</strong></a>, foi reprovada no exame do Campeonato Mundial de 2023.</p>
<p>Na última quarta-feira (31), a Associação <a href="https://www.iba.sport/news/statement-made-by-the-international-boxing-association-regarding-athletes-disqualifications-in-world-boxing-championships-2023/" target="_blank" rel="noopener">veio a público</a> informar que a argelina não foi submetida a um teste de testosterona, mas sim a outro exame, que acabou levando a atleta a ser desclassificada após não atingir os critérios determinados.</p>
<p>Apesar da confidencialidade do processo, o presidente do IBA, Umar Kremlev <a href="https://tass.ru/sport/17370249" target="_blank" rel="noopener">afirmou  à Tass</a>, a agência de notícias da Rússia, que nos testes do Campeonato Mundial Feminino de 2023 &#8220;houve atletas tentando se passar por mulheres&#8221;, pois estas tinham cromossomos XY, segundo testes de DNA. O que levou a muitos afirmarem que tanto que Imale era intersexo. A reportagem averiguou os documentos dos órgãos e matérias antigas sobre os exames do Campeonato Mundial Feminino de 2023 e Imane Khelif, mas não encontrou nenhum dado sobre a atleta ser ou não intersexual.&#8221;</p>
<p>Além dessa declaração, o IBA, na quinta-feira (1º), <a href="https://www.iba.sport/news/iba-reaffirms-the-position-and-removal-of-boxers-from-all-events/" target="_blank" rel="noopener">publicou em seu site</a> a seguinte nota:</p>
<blockquote><p>&#8220;A IBA nunca apoiará nenhuma luta de boxe entre os gêneros, pois a organização coloca a segurança e o bem-estar de nossos atletas em primeiro lugar. Estamos protegendo nossas mulheres e seus direitos de competir no ringue contra rivais iguais, e as defenderemos e apoiaremos em todas as instâncias; suas esperanças e sonhos nunca devem ser tirados por organizações que não estão dispostas a fazer a coisa certa em circunstâncias difíceis&#8221;.</p></blockquote>
<h2>Campanha de ódio contra Imane evidencia transfobia</h2>
<p>Junto a isso isso veio um furor de perfis conservadores, que começaram campanhas de ódio contra a lutadora e demonstraram contrariedade a ideia dela lutar na categoria feminina, afirmando que ela é uma mulher trans &#8211; apesar de ser crime na Argélia ser transexual. Entre elas a escritora J.K. Rowling e o empresário Elon Musk, que anteriormente já haviam demonstrando posições transfóbicas em suas declarações.</p>
<p>Em seu perfil do X, a autora da saga Harry Potter, criticou o COI por permitir Imane lutar:</p>
<blockquote><p>&#8220;Uma jovem boxeadora teve tudo pelo que trabalhou e treinou roubado porque vocês permitiram que um homem entrasse no ringue com ela. (&#8230;) Paris 24 será manchada para sempre pela injustiça brutal feita a Carini&#8221;.</p></blockquote>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p dir="ltr" lang="en">A young female boxer has just had everything she’s worked and trained for snatched away because you allowed a male to get in the ring with her. You’re a disgrace, your ‘safeguarding’ is a joke and <a href="https://twitter.com/hashtag/Paris24?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">#Paris24</a> will be forever tarnished by the brutal injustice done to Carini. <a href="https://t.co/JMKzVljpyr">https://t.co/JMKzVljpyr</a></p>
<p>— J.K. Rowling (@jk_rowling) <a href="https://twitter.com/jk_rowling/status/1818993613113634982?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">August 1, 2024</a></p></blockquote>
<p><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>Em entrevista ao jornal italiano, Corriere della Sera, Angela Carini, que não havia cumprimentando Imane após sua desistência pediu desculpas e afirmou que &#8220;estava com muita raiva&#8221;.</p>
<p>A atleta italiana não cumprimentou a argelina após a desistência, mas saiu em defesa dela: &#8220;Não sou ninguém para julgar Imane. A verdade é que não sabemos nada sobre minha oponente, exceto por uma coisa: ela não tem culpa. Ela é uma mulher que está aqui para fazer as Olimpíadas, como eu&#8221;.</p>
<p>A declaração do Comitê Olímpico, pode ser lida completa nas redes sociais da organização:</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p dir="ltr" lang="en">Joint Paris 2024 Boxing Unit/IOC Statement<a href="https://t.co/22yVzxFuLd">https://t.co/22yVzxFuLd</a> <a href="https://t.co/fZvgsW8OOi">pic.twitter.com/fZvgsW8OOi</a></p>
<p>— IOC MEDIA (@iocmedia) <a href="https://twitter.com/iocmedia/status/1819068761787244959?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">August 1, 2024</a></p></blockquote>
<p><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>Independente da polêmica envolvendo Imane Khelif, a atleta continua nos Jogos e vai enfrentar a húngara Anna Luca Hamori neste sábado (3), pelas quartas de final. Caso vença, a argelina já terá uma medalha garantida na competição.</p>
<h2>Pessoas intersexo nas Olimpíadas</h2>
<p>Apesar de não haver comprovação factual de que a atleta argelina seja <strong><a href="https://floripa.lgbt/politica/grupo-de-trabalho-vai-criar-politicas-publicas-para-pessoas-intersexo-no-brasil/">intersexo</a></strong>, a polêmica abriu uma discussão sobre o tema.</p>
<p>Pessoas intersexo são aquelas com um conjunto de características biológicas que não se enquadram nas definições típicas do sexo masculino e feminino. Exemplo disso são pessoas que nascem com genitais femininos, mas possuem os cromossomos XY (que determinam o sexo masculino) e níveis de testosterona compatíveis aos de um corpo masculino.</p>
<p>Por muito tempo, essas pessoas foram chamadas pejorativamente de &#8220;hermafroditas&#8221;, mas o termo foi considerado biologicamente impreciso.</p>
<p>As definições de se atletas intersexuais podem ou não competir nas Olímpiadas seguem as normas das federações de cada modalidade. Como a IBA, que impedia atletas com cromossomos XY competir em eventos femininos, foi banida pelo COI, no caso de Imane ser intersexual, ela poderia continuar competindo mesmo assim.</p>
<p><em>* Sob supervisão de Danilo Duarte</em></p>
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