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	<title>Saúde Mental e Orgulho</title>
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	<description>Notícias, eventos e informações sobre a comunidade LGBTQIAP+ de Florianópolis e região</description>
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		<title>Você quer um amor ou só quer se encaixar no Dia dos Namorados?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2025 13:08:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Mental e Orgulho]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
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					<description><![CDATA[Talvez o que você esteja sentindo neste Dia dos Namorados nem seja solidão — mas a dor de tentar se encaixar em um modelo de amor que nunca foi feito pra você]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Preciso falar de algo que vejo tanto na clínica quanto nos bastidores do mercado: o quanto a data do Dia dos Namorados tem virado uma vitrine de expectativas que machucam.<br />
⠀<br />
A cada junho, assistimos a um desfile de corações vermelhos, presentes caríssimos e declarações nas redes sociais que parecem gritar: “se você não tem alguém, tem algo errado com você”.  Mas será que tem mesmo algo errado?</p>
<p>A psicologia nos ensina que somos seres sociais — sim — mas a ideia de que precisamos de <strong>um par romântico exclusivo e monogâmico para sermos completos</strong> não é ciência. É cultura. E é uma cultura que oprime, machuca e dói.<br />
⠀<br />
Na clínica, escuto todos os dias pessoas LGBT+ sofrendo por se sentirem “atrasadas” na vida afetiva, por não performarem uma relação que seja “instagramável”. Sofrendo por não se encaixarem nem mesmo nas idealizações românticas que o próprio mundo LGBT+ absorveu do sistema heteronormativo.<br />
⠀<br />
E aqui vai uma provocação: até no nosso mundinho colorido, parece que só há espaço para o casal padrão, jovem, magro, masculino, monogâmico e “de sucesso”.<br />
⠀<br />
Mas e quem ama diferente? E quem está em relações abertas, relações múltiplas, vínculos afetivos fora da caixinha?<br />
⠀<br />
A <strong><a href="https://floripa.lgbt/saude/saude-mental-e-orgulho-tiago-candido-estreia-coluna-no-portal-floripa-lgbt/">psicologia</a></strong> crítica e a teoria queer já falam disso há décadas. Autores como <strong>Judith Butler</strong>, <strong>Michel Foucault</strong>, <strong>Paul B. Preciado</strong> e, no campo mais clínico nos ajudam a entender como os discursos de normalidade moldam nossas expectativas e relações.</p>
<p>E a ciência é clara: o que adoece não é estar só. O que adoece é se sentir <strong>anormal, insuficiente ou deslocado</strong> por não se encaixar no modelo que a sociedade vende como ideal.</p>
<p>Como <a href="https://www.instagram.com/tiagocandidopsicologo/" target="_blank" rel="noopener">psicólogo afirmativo</a>, eu te digo com base em estudos e vivências: <strong>ninguém é menos digno de afeto por ser solteire, por viver relações não convencionais ou por amar de forma diferente</strong>. A diversidade nos afetos é legítima, potente e humana.</p>
<p>O marketing romântico sobre o Dia dos Namorados cria escassez para vender uma solução mágica: o amor romântico como fim da solidão, da baixa autoestima, da insegurança. Só que isso é ilusão.<br />
⠀<br />
E pior: quem vive relações múltiplas, poliafetivas, relações livres ou simplesmente está bem solteire ainda é visto com desconfiança — até dentro da comunidade LGBT+. Por quê? Porque fomos ensinades a desejar o que é reconhecido como &#8220;normal&#8221; pelo outro.<br />
⠀<br />
Mas e se o verdadeiro problema não for a falta de um namorado… e sim o excesso de exigência para caber em moldes que não nos pertencem?</p>
<p>A psicologia nos dá ferramentas para romper com a normatividade compulsória. Com empatia, escuta, desconstrução de crenças e acolhimento da nossa singularidade, é possível construir afetos mais autênticos e menos performáticos.</p>
<p>A boa notícia? A Psicologia contemporânea nos ajuda a repensar os moldes. A resgatar o direito de amar como quisermos:</p>
<ul>
<li>Em relações abertas ou fechadas</li>
<li>Em vínculos múltiplos ou com você mesme</li>
<li>Com romantismo ou sem romance</li>
<li>Com tempo, com consciência, com verdade</li>
</ul>
<p>E se você sente mau ao ver casais felizes enquanto está só, ou se sente desconforto por desejar algo que foge do padrão, saiba: isso não te faz fraco. Te faz humano.<br />
⠀<br />
Na terapia, a gente constrói espaço seguro pra investigar de onde vem esse desejo. Se ele é seu. Ou se foi ensinado. Pra que correr atrás de um par, se você ainda não se encontrou com você?</p>
<p>É na escuta terapêutica que muita gente descobre que o problema nunca foi estar só… mas sim se sentir “menos” por isso.<br />
⠀<br />
Você pode estar solteire e pleno. Numa relação múltipla e em paz. Numa relação tradicional e consciente. O importante é que o modelo seja seu — e não uma fantasia enlatada para vender buquê e fondue no dia 12 de junho.</p>
<p>Que tal usar essa data do Dia dos Namorados não para se cobrar um relacionamento… mas para <strong>reafirmar seus vínculos com você mesmo, com amigas, com seus desejos reais?</strong><br />
⠀<br />
Porque amor também é política. Também é escolha. E principalmente, também é libertação.<br />
⠀<br />
Cuide para cair na armadilha de achar que só é feliz quem tem alguém. Muitas vezes, é <strong>quem tem a si mesmo com verdade</strong> que está mais perto do amor real.<br />
⠀<br />
E se você ama diferente… lembre-se: o diferente não é errado. O diferente é resistência.</p>
<p><strong>E você? Está buscando um relacionamento… ou tentando preencher um vazio que foi imposto por um ideal que nunca foi seu?</strong></p>
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